segunda-feira, 2 de novembro de 2009

Autocrítica, o bicho-papão dos umbandistas!

"Bicho-papão
sai de cima do telhado
deixa esse menino
dormir sossegado"

Cantiga de embalar popular

Peço desculpas ao Alexandre Cumino pela demora no retorno, mas como matuto já um tanto véio de lida, me acocorei no quintal prá pitá um paieiro, fiz o que quarqué roceiro faiz depois de encoivará o campo antes de deitar suas sementes.

Falo referente ao papo iniciado via e-mail com este prestigioso umbandista sobre o vídeo “Programa do Mal” – Hermes e Renato, um tanto antes do artigo por ele publicado no JUS – Jornal de Umbanda Sagrada, indico link abaixo para leitura na íntegra. Para ieu, o vídeo jazia exorcizado e enterrado faiz é tempo, mas como muitos ainda o evocam, o tar como bom morto-vivo, sempre se alevanta de novo da sua cova.

Caricatura da Umbanda, é para rir ou chorar?
http://groups.google.com.br/group/alexandrecumino/browse_thread/thread/1036a407ec365e98#

Então vamos lá! Agora que me persignei, fiz um colar de dentes de alho: Pé de pato, mangalô treiz veiz!!!

Divirjo em alguns pontos, porém mantenho firme esperança juntamente com Alexandre, que as perguntas e as reflexões propostas, incomodem e muito os umbandistas.

Afinal é isto o que o humor, os filósofos, os sonhadores, os impertinentes, os poetas, os questionadores, os hereges fazem, INCOMODAM as sólidas propostas de (re) evolução, as (im) posturas de bom tom, as falas de ordem unida, a seriedade das exaltações de organização, correção e união das (im) perfeições internas.

Não à toa quando os líderes conquistadores (e seus asseclas) assumem o poder, os primeiros a serem caçados, presos e jogados à fogueira sejam estes. Muitas vezes o fazem enquanto caminham para chegar lá, como aviso de que este é o seu jeito de encoivarar.

Humor não pode ser politicamente correto, senão vira piada de salão do chá das cinco, gracejo bajulador prá agradar aos que se entronizaram no poder, chiste de faz-de-conta "oh! como sou espirituoso!" nos discursos.

Fiquei mesmo me perguntando o que tanto naquele vídeo poderia incomodar os umbandistas, afinal é a Umbanda ali satirizada?

Disse-me o Alexandre que o que se vê ali é a ridicularização, banalização, demonização de símbolos da Umbanda. Entonces:

a) Se não for, precisamos deixar claro a sociedade, pela qual há tanto esforço para que nos aceite e enxergue com outros olhos que de fato o que ali é mostrado não faz parte da religião, que medonhamente foi satirizada e distorcida.

Só não sei o que se fará quando alguns que assistiram ao vídeo resolverem ir até um ou mais terreiros prá averiguar (ao contrário de muitos que apenas ficaram no superficial), e de repente descobrem que o intolerante e preconceituoso Programa do Mal, apontado pelos revoltados umbandistas pode ser apreciado ao vivo, em cores e trajes muitos mais vistosos, com uma gama muito maior de personagens e com aval de espiritualidade, de liberdade de culto religioso. E ouvir os mesmos diálogos transcritos (não sei vc , mas eu já ouvi os mesmos diálogos entre umbandistas, o que me faz quase ter a certeza que é da comunidade o redator das falas).

b) Se for, então caímos no diagnóstico citado por Alexandre, a hipersensibilidade a todo e qualquer indício de ranhura na bela e bem maquiada imagem que se quer mostrar (ou prq não dizer “vender”?).

Hipersensibilidade esta não tanto pela crítica ou sátira, mas pela indignação de ofendido culpável.

E aí o que faremos? Convidaremos as pessoas a fazer tal curso e ler tal livro ou a não fazer tal curso e ler tal livro?

Convidamos para ir ao nosso terreiro e ali conhecer a verdadeira Umbanda?

Gritaremos palavras de ordem nas praças (mas que não demorem muito, pois tem despacho na encruza prá se fazer prá dar um jeito no fulano ou no sicrano, algum desafeto língua preta).

Ou respeitaremos o livre-arbítrio das pessoas para que através de sua própria consciência possam examinar a nossa postura no dia-a-dia, a nossa coerência entre o discurso e a prática da caridade, da humildade, da ética, da tolerância, do amor, da paciência, da amizade verdadeira, sem holofotes e flashes, nos atos mínimos muitas vezes invisíveis, como umbandistas e cidadãos?

Mas que possuem o poder de transformação muito maior e são vistos por quem de fato e direito pode avaliar com qual propósito foram feitos. Nem tudo o que reluz é ouro...

Que faremos com àqueles que por preguiça mental, os indiferentes, os irreverentes que repetem as mesmas falas que sabemos correm em nosso meio?

Os já com idéias deturpadas pela doutrina que professam ou foram condicionados ou os que simplesmente têm o direito de não gostar do que acreditamos e praticamos?

Processaremos como me foi dito? Baseado em quê (no caso do vídeo) em incutir preconceito induzindo a crença de que este e aquele procedimento faz parte da Umbanda, mas como contra-argumentar, sem passar carão, se os próprios umbandistas acreditam e fazem por que acreditam?

Processaremos o Chico Anísio por conta dos personagens Véio Zuza, Painho também? E em nome de uma tolerância mais abrangente poremos na conta o Tim Tones?

Processaremos a humorista Katiúcia quando sua personagem Lady Kate sacoleja ao som incidental de atabaques fingindo “receber”?

É para se pensar que relação é esta que se quer afinar entre os praticantes contraditórios de uma religião e a sociedade onde esta se encontra inserida e que nos afasta, marginaliza e rejeita, mas que é nela que este mesmos adeptos buscam aprovação e sustentação.

É para se pensar se queremos respeito ou piadas politicamente corretas ou ainda que sejamos esquecidos pelos humoristas com sua língua preta a nos apontar a braguilha aberta.

Afinal se um quadro de humor medíocre (que satirizou uma realidade existente, mas que eu não chamo de Umbanda. Juca Chaves disse certa vez numa entrevista que quando a sátira é bem feita não gera reclamação, aí talvez esteja o verdadeiro argumento para processar Hermes e Renato...) é capaz de tamanha celeuma, é possível temermos que a construção da imagem que se quer apresentar a sociedade e que julgam consistente, na verdade é muito débil e ilusória, possivelmente por falta de conteúdo ou convicção.

Ou talvez ainda por medo do maior bicho-papão que os umbandistas têm;

AUTO-CRÍTICA!

Quem assistiu a Harry Potter e o Prisoneiro de Azkaban deve se lembrar da cena onde um dos professores, na aula sobre Defesa Contra as Artes das Trevas, dá a dica sobre como sobrepujar o Bicho-Papão (lembremos que o artifício desta criatura é se transformar naquilo que mais tememos);

O RISO!

Com o seguinte mantra-feitiço ; Riddikulus!

Mas um aviso, só funciona prá quem tem senso do próprio ridículo e não tem medo de olhar para si mesmo.

Paz e Luz!

domingo, 1 de novembro de 2009

O sonho dos ratos ou o que anda roendo os homens?

O SONHO DOS RATOS

Era uma vez um bando de ratos que vivia no buraco do assoalho de uma casa velha. Havia ratos de todos os tipos: grandes e pequenos, pretos e brancos, velhos e jovens, fortes e fracos, da roça e da cidade.

Mas ninguém ligava para as diferenças, porque todos estavam irmanados em torno de um sonho comum: um queijo enorme, amarelo, cheiroso, bem pertinho dos seus narizes.

Comer o queijo seria a suprema felicidade...

Bem pertinho é modo de dizer.

Na verdade, o queijo estava imensamente longe porque entre ele e os ratos estava um gato...

O gato era malvado, tinha dentes afiados e não dormia nunca. Por vezes fingia dormir. Mas bastava que um ratinho mais corajoso se aventurasse para fora do buraco para que o gato desse um pulo e, era uma vez um ratinho...

Os ratos odiavam o gato.

Quanto mais o odiavam mais irmãos se sentiam. O ódio a um inimigo comum os tornava cúmplices de um mesmo desejo: queriam que o gato morresse ou sonhavam com um cachorro...

Como nada pudessem fazer, reuniram-se para conversar. Faziam discursos, denunciavam o comportamento do gato (não se sabe bem para quem), e chegaram mesmo a escrever livros com a crítica filosófica dos gatos.

Diziam que um dia chegaria em que os gatos seriam abolidos e todos seriam iguais.

"Quando se estabelecer a ditadura dos ratos", diziam os camundongos, "então todos serão felizes"...

- O queijo é grande o bastante para todos, dizia um.

- Socializaremos o queijo, dizia outro.

Todos batiam palmas e cantavam as mesmas canções.

Era comovente ver tanta fraternidade. Como seria bonito quando o gato morresse! Sonhavam.

Nos seus sonhos comiam o queijo. E quanto mais o comiam, mais ele crescia. Porque esta é uma das propriedades dos queijos sonhados: não diminuem: crescem sempre.

E marchavam juntos, rabos entrelaçados, gritando: "o queijo, já!"...

Sem que ninguém pudesse explicar como, o fato é que, ao acordarem, numa bela manhã, o gato tinha sumido. O queijo continuava lá, mais belo do que nunca. Bastaria dar uns poucos passos para fora do buraco. Olharam cuidadosamente ao redor. Aquilo poderia ser um truque do gato. Mas não era.

O gato havia desaparecido mesmo. Chegara o dia glorioso, e dos ratos surgiu um brado retumbante de alegria. Todos se lançaram ao queijo, irmanados numa fome comum.

E foi então que a transformação aconteceu.

Bastou a primeira mordida. Compreenderam, repentinamente, que os queijos de verdade são diferentes dos queijos sonhados. Quando comidos, em vez de crescer, diminuem.

Assim, quanto maior o número dos ratos a comer o queijo, menor o naco para cada um. Os ratos começaram a olhar uns para os outros como se fossem inimigos. Olharam, cada um para a boca dos outros, para ver quanto queijo haviam comido. E os olhares se enfureceram.

Arreganharam os dentes.Esqueceram-se do gato. Eram seus próprios inimigos. A briga começou. Os mais fortes expulsaram os mais fracos a dentadas. E, ato contínuo, começaram a brigar entre si.

Alguns ameaçaram a chamar o gato, alegando que só assim se restabeleceria a ordem.

O projeto de socialização do queijo foi aprovado nos seguintes termos:


“Qualquer pedaço de queijo poderá ser tomado dos seus proprietários para ser dado aos ratos magros, desde que este pedaço tenha sido abandonado pelo dono”.

Mas como rato algum jamais abandonou um queijo, os ratos magros foram condenados a ficar esperando.Os ratinhos magros, de dentro do buraco escuro, não podiam compreender o que havia acontecido.

O mais inexplicável era a transformação que se operara no focinho dos ratos fortes, agora donos do queijo. Tinham todo o jeito do gato o olhar malvado, os dentes à mostra.

Os ratos magros nem mais conseguiam perceber a diferença entre o gato de antes e os ratos de agora.

E compreenderam, então, que não havia diferença alguma.

Pois todo rato que fica dono do queijo vira gato. Não é por acidente que os nomes são tão parecidos.


"Qualquer semelhança com fatos reais é mera coincidência!"


(Rubens Alves - escrito em dezembro de 2004)


A quem puder e quiser, é recomendável a leitura do livro de John Steinbeck, Homens e Ratos.

"A história tem como base a relação de dois homens, George Milton e Lennie Small. Amigos de infância. Entre eles há uma relação de mutualidade. Onde a imbecilidade de Lennie é amainada pela esperteza de George, assim como a pequena estrutura física de George é compensada pela força incomum de Lennie.

Os dois vagueiam por fazendas do sudoeste, procurando emprego, nas colheitas. Têm um sonho em comum: juntar recursos e adquirir sua própria terra. Lennie gosta de animais e carrega um rato em seu bolso. O centro da historia se dá em uma fazenda de cevada. George tem que falar por Lennie, tamanha inocência. Fato este que poderia prejudicar ambos. Mantêm relações amistosas com os outros empregados. Há também a perseguição por parte de Curley, filho do dono da propriedade, boxeador fracassado e marido de uma insinuante mulher. Essa mulher será uma constante fonte de problemas. Colocará Lennie ,e conseqüentemente George, em apuros. George se enturma com Slim, um capataz, enquanto Lennie permanece isolado, enturmando-se com os animais.Mas mostra uma produtividade descomunal na colheita. Por ciúmes, ocorre uma briga entre Lennie e Curley, onde o gigante destroça a mão do boxeador. Fazem amizade com um velho negro, Crooks, que também passará a partilhar do sonho. Mas um dia ocorre um acidente, Lennie quebra involuntariamente o pescoço da mulher de Curley. Como se fosse um animalzinho. Lennie foge como um rato e é perseguido por ordem do agora viúvo.

Aqui, a relação deixa a mutualidade e passa a ser comensal, onde o que resta a Lennie é matar com dignidade seu amigo George. Em troca de manter o sonho.

É um livro de escrita bastante simples, mas mesmo assim muito profundo. Onde a força da mensagem está principalmente nos laços e na complexidade das mais simples relações."

Dados retirados de http://pt.shvoong.com/books/novel/1777969-ratos-homens/


Mas a pergunta que não cala: O que anda roendo estes homens ou estes ratos?????


Paz e Luz!

quinta-feira, 29 de outubro de 2009

Quando o Amor fala mais...

Após ter feito uma postagem hoje mesmo neste espaço, no meio do dia recebi via intuição esta mensagem de um Amigo Espiritual.

Quem sabe eu aprenda que nunca estamos sozinhos, em especial, quando somos amados, mas nem por isso tal amor signifique conivência ou condescendência;

"Filho Amado,

Há muito tenho observado tua luta contra a negativa tendência de observar o que por vezes indica ser deletério em teu jardim interior.

Tal postura até seria recomendável, se soubesses te conduzir com o necessário equílibrio, se não perdesses tempo e energia ao te ocupar em demasia nos espinhos e ervas daninhas.

Pois que agindo assim, deixas de te alegrar e embevecer pelo singelo botão de flor que traz em si a promessa da delicadeza e doçura de um perfume que jamais se repetirá.

Quando te decidirás filho?

Regarás as flores ou te queixarás dos espinhos?

Pois como já entendes-te, mas ainda não compreendes-te: A semeadura é livre, mas a colheita será obrigatória.

Cuida do teu jardim, para que nele as boas palavras frutifiquem e embelezem por onde quer que vás.

Ocupa-te de Amar!

Do teu Irmão José Félix"

quarta-feira, 28 de outubro de 2009

Estou morrendo, isto é que importa!

Dia desses dizia a mulher que amo e é a estrela que alumeia meu caminho, o quanto nos últimos tempos me sentia feliz, o quanto o preço pago por decisões dificeis, dolorosas resultaram em brilho nos olhos, os mesmos olhos que agora enxergam as manhãs e o pôr-de-sol, as pessoas conhecidas ou não, a Espiritualidade e a Umbanda com nova face e sentido.

O quanto meu coração se alargou prá que houvesse mais Amar e menos Amado.

O quanto se revelou importante ferir este mesmo coração prá descobrir como é fulgaz a vida e que não estamos aqui para mendigar quireras das mãos de supostos semeadores.

O quanto se revelou primordial cuidar e velar da pequenina flor do campo que nasçe em meu jardim do que admirar o vistoso buquê na mesa posta e preparada para os flashes.

O quanto o peso e a paz da mão de um Caboclo, Preto Velho, Baiano e Exu me fizeram chorar, trabalhar, levantar e seguir sem medo de minha própria consciência.

Estou morrendo! E cada momento me é irrecuperável.

Estou morrendo! E por isso, cada beijo que não dou na mulher que amo é imperdoável!

Estou morrendo! E cada abraço que refugo aos que amo verdadeiramente me será pesado na balança do Tribunal Maior.

Estou morrendo! E por isso mesmo, não tenho mais tempo prá focar em máscaras e meias-verdades e jogos de poder.

Estou morrendo! E já não quero me ocupar com àqueles que na definição desta Senhora no vídeo abaixo circulam ao redor;

"AMAR E MUDAR AS COISAS ME INTERESSA MAIS"

http://www.youtube.com/watch?v=3fwmU3XUslY

Estou morrendo! Que falta me fará o fato de não me dizerem face a face o que não tiveram coragem e honestidade em dizer antes?

Estou morrend0! Quem haverá de me ferir com mais gratidão do que a mão da Irmã Morte?

Estou morrendo! Quem poderá me receber nos seus braços com maior doçura que a Irmã Vida?

Estou morrendo! E continuo vivo, pois que imortal somos!

Estou morrendo! Então, se de tuas maõs e boca, os gestos e palavras não vierem transparentes e sinceros, não queira me roubar o pouco tempo que me resta!


CÂNTICO NEGRO

JOSÉ RÉGIO

"Vem por aqui" - dizem-me alguns com os olhos doces
Estendendo-me os braços, e seguros
De que seria bom que eu os ouvisse
Quando me dizem: "vem por aqui!"
Eu olho-os com olhos lassos,
(Há, nos olhos meus, ironias e cansaços)
E cruzo os braços,
E nunca vou por ali...
A minha glória é esta:
Criar desumanidades!
Não acompanhar ninguém.
- Que eu vivo com o mesmo sem-vontade
Com que rasguei o ventre à minha mãe
Não, não vou por aí! Só vou por onde
Me levam meus próprios passos...
Se ao que busco saber nenhum de vós responde
Por que me repetis: "vem por aqui!"?

Prefiro escorregar nos becos lamacentos,
Redemoinhar aos ventos,
Como farrapos, arrastar os pés sangrentos,
A ir por aí...
Se vim ao mundo, foi
Só para desflorar florestas virgens,
E desenhar meus próprios pés na areia inexplorada!
O mais que faço não vale nada.

Como, pois, sereis vós
Que me dareis impulsos, ferramentas e coragem
Para eu derrubar os meus obstáculos?...
Corre, nas vossas veias, sangue velho dos avós,
E vós amais o que é fácil!
Eu amo o Longe e a Miragem,
Amo os abismos, as torrentes, os desertos...

Ide! Tendes estradas,
Tendes jardins, tendes canteiros,
Tendes pátria, tendes tetos,
E tendes regras, e tratados, e filósofos, e sábios...
Eu tenho a minha Loucura !
Levanto-a, como um facho, a arder na noite escura,
E sinto espuma, e sangue, e cânticos nos lábios...
Deus e o Diabo é que guiam, mais ninguém!
Todos tiveram pai, todos tiveram mãe;
Mas eu, que nunca principio nem acabo,
Nasci do amor que há entre Deus e o Diabo.

Ah, que ninguém me dê piedosas intenções,
Ninguém me peça definições!
Ninguém me diga: "vem por aqui"!
A minha vida é um vendaval que se soltou,
É uma onda que se alevantou,
É um átomo a mais que se animou...
Não sei por onde vou,
Não sei para onde vou
Sei que não vou por aí!

terça-feira, 27 de outubro de 2009

Eu não quero que me tolerem, Eu quero que me respeitem!!!!! 2

Livro sobre Exu causa guerra santa em escola municipal

http://odia.terra.com.br/portal/rio/html/2009/10/livro_sobre_exu_causa_guerra_santa_em_escola_municipal_42866.html

Professora umbandista diz que foi proibida de dar aulas em unidade de Macaé, dirigida por diretora evangélica

POR RICARDO ALBUQUERQUE, RIO DE JANEIRO

Rio - As aulas de Literatura Brasileira sobre o livro ‘Lendas de Exu’, de Adilson Martins, se transformaram em batalha religiosa, travada dentro de uma escola pública. A professora Maria Cristina Marques, 48 anos, conta que foi proibida de dar aulas após usar a obra, recomendada pelo Ministério da Educação (MEC). Ela entrou com notícia-crime no Ministério Público, por se sentir vítima de intolerância religiosa. Maria é umbandista e a diretora da escola, evangélica.

A professora Maria Cristina mostra desenhos feitos por alunos após a leitura: mães evangélicas se rebelaram.

A polêmica arde na Escola Municipal Pedro Adami, em Macaé, a 192 km do Rio, onde Maria Cristina dá aulas de Literatura Brasileira e Redação. A Secretaria de Educação de lá abriu sindicância e, como não houve acordo entre as partes, encaminhou o caso à Procuradoria-Geral de Macaé, que tem até sexta-feira para emitir parecer. Em nota, a secretaria informou que “a professora envolvida está em seu ambiente de trabalho, lecionando junto aos alunos de sua instituição”.A professora confirmou ontem que voltou a lecionar.

“Voltei, mas fui proibida até por mães de alunos, que são evangélicas, de dar aula sobre a África. Algumas disseram que estava usando a religião para fazer magia negra e comercializar os órgãos das crianças. Me acusaram de fazer apologia do diabo!”, contou Maria Cristina.

Sacerdotisa de Umbanda, a professora se disse vítima de perseguição: “Há sete anos trabalho na escola e nunca passei por tanta humilhação. Até um provérbio bíblico foi colocado na sala de professores, me acusando de mentirosa”.

Negro, pós-graduado em ensino da História e Cultura Africana e Afro-Brasileira, o diretor-adjunto Sebastião Carlos Menezes aguardará a conclusão da procuradoria para opinar. “Só posso lhe adiantar que a verdade vai prevalecer”, comentou. Pastor da Igreja Presbiteriana do Brasil, Sebastião contou que a diretora Mery Lice da Silva Oliveira é evangélica da Igreja Batista.

ATÉ CINCO ANOS DE PRISÃO“Se houver preconceito de religião, acredito que deva ser aplicado todo o rigor da lei”, afirmou o coordenador de Direitos Humanos do Ministério Público (MP), Marcos Kac.

O crime de intolerância religiosa prevê reclusão de até 5 anos. Em caso de injúria, a pena varia de 3 meses a 2 anos de prisão. O MP poderá entrar com ação pública penal se comprovar a intolerância religiosa. “Caso contrário envia à delegacia para inquérito”, explicou Kac.Alunos do 7º ano leram a obra: referências ao folcloreEm 180 páginas, o livro ‘Lendas de Exu’, da Editora Pallas, traz informações sobre uma das principais divindades da cultura afro-brasileira.

O autor da obra, Adilson Martins, remete ao folclórico Saci Pererê para explicar as traquinagens e armações de Exu.

Na introdução, Martins diz que ele é “um herói como tantos outros que você conhece”. Em Macaé, 35 alunos do 7º ano do Ensino Fundamental leram o livro. Nas religiões afro-brasileiras, Exu é o mensageiro entre o céu e a terra, com liberdade para circular nas duas esferas. Por isso, algumas pessoas acabam o relacionando a Lúcifer.O presidente da Comissão de Combate à Intolerância Religiosa, Ivanir dos Santos, garantiu que outros autores de livros, como Jorge Amado e Machado de Assis, sofrem discriminação nas escolas: “As ideias neopentecostais vêm crescendo muito, desrespeitando a lei”.

Ivanir explicou que o avanço da discriminação religiosa provocou o agendamento de um encontro, dia 12 de novembro, com a CNBB: “Objetivo é formar uma mesa histórica sobre os cultos afro e estabelecer uma agenda comum”. VIVA VOZAté mães de alunos me proibiram de falar sobre a África“Acusam-me de dar aula de religião.

Não é verdade. No livro ‘Lendas de Exu’, de Adilson Martins, há histórias interessantes, são ótimas para trabalhar com os alunos. Li os contos, como se fosse uma contadora de histórias, dramatizando cada uma delas.

Praticamos Gramática, e os alunos ilustraram as histórias de acordo com a imaginação deles. Não dá para entender por que fui tão humilhada. Até mães de alunos, evangélicas, me proibiram de falar sobre a África”.MARIA CRISTINA MARQUES, professora, 48 anos


Os fatos falam por si!

segunda-feira, 26 de outubro de 2009

"Eu não quero que me tolerem, Eu quero que me respeitem!"

Absolutamente maravarilhosa a entrevista desta Senhora, Makota Valdina; Professora aposentada da rede pública municipal e Educadora do bloco afro Ilê Aiyê, Valdina Pinto é uma referência para as comunidades negras de Salvador, sendo reconhecida como mestra nos ambientes intelectuais nacionais e internacionais pela articulação entre a prática e a teoria da sabedoria bantu. Makota Valdina é ainda membro do Conselho Estadual de Cultura da Bahia e do Fórum Cultural Mundial. No ano de 2005 foi proclamada "Mestra de Saberes" pela Prefeitura Municipal de Salvador, além de ter sua vida retratada em um documentário financiado pela Fundação Cultural Palmares / MinC.


Saiba mais sobre as religiões afro-brasileiras


http://video.globo.com/Videos/Player/Entretenimento/0,,GIM1146629-7822-SAIBA+MAIS+SOBRE+AS+RELIGIOES+AFROBRASILEIRAS,00.html



Assim como a entrevita da umbandista Marilena Matos.



Então, amigos umbandistas; OUÇAMOS, REFLITEMOS E VIVENCIEMOS o que estas Senhoras nos trazem.


O senão que me permito é afirmar que a Umbanda é crença de matriz africana.



Paz e Luz!

terça-feira, 13 de outubro de 2009

Que os salvadores deslizem pelo fio da navalha!

Estranhos e curiosos são os caminhos que trilhamos quando usamos as palavras (nossas ou de outros) para simbolizar e significar os devaneios ou pesadelos que transitam dentro de nós. Postei um texto de Arnaldo Jabor, “Devo pedir champagne ou cianureto?”, na comunidade que participo, adicionando ao final que repetia a pergunta do autor e pedia alguma ajuda ao demais na resposta. Eis que recebi do Amigo e Mano (hum... vai dar problema com os demais, já que coloquei duas estrelas, rsrsrsrs) Cláudio Zeus, um dos cúmplices neste blog e noutras estripulias.

“Não sei o seu caso, Deni, mas eu, tranquilamente, pediria o champagne e o desfrutaria na certeza de que FAÇO O QUE POSSO e se não posso tudo, FAÇA MAIS QUEM POSSA E QUEIRA FAZER!

Planto minhas sementes como sei e posso e, se germinarem, tudo bem. Se não germinarem não serei eu, com certeza, o responsável pelos solos inférteis. E se eu parar a cada momento pra sofrer pelo que não consigo melhorar nos outros, meu caminho vai ficar compriiiiiiiiiiiiido!!!!! Trabalhooooooso!!! E vou acabar deixando, talvez, de encontrar mais solos férteis por perda de tempo com os inférteis.

Ou você ainda acredita em "salvadores do mundo e dos povos"? Ou que você seja um deles?”

Arre égua!!!! Que mania mais besta de dizer o que pensa sem esconder cartas na manga e mesmo assim gostamos mais e mais do cabra!!!!

Respondi ao Cláudio lá, mas aproveitei suas palavras tbm por ter a mania besta de “ruminar”, afinal como já disse alguém “uma vida sem reflexão não vale ser vivida”. Após ter escrito os textos “Orgulho Umbandista? Escolho Convicção!” e “Ô pirdissaum qui é de ruminá sô!”, fui tocando a vida, “apenas um rapaz latino-americano, sem dinheiro no banco (e na carteira tbm), sem parentes importantes”, “sem lenço e sem documento”, mas de todo modo grato por ainda ter pão com manteiga no café da manhã.

Feliz por enxergar-me nas convicções com as quais construo minha identidade.

Compareci ao coquetel de confraternização ocorrido no dia 04/10 em Bauru para posse da nova diretoria da FEURO. Entre rostos amigos e desconhecidos, procurando manter sintonia com o que passava em meu coração, na medida do possível, com o que o cérebro símio analisava e o que captava o “outro cérebro” dos pensamentos e vibrações ali presentes.

Será que o pessoal não aprendeu ainda que pensamento a gente “pega” no ar, Mãe Benedita?

Talvez muitos não saibam, fui ativo participante da Umbanda Fest, capitaneada por Ricardo Barreira, de meados de 2006 até 2007, me desligando em definitivo por divergências com seu timoneiro.

Deixamos de falar a mesma língua, de concordar com os rumos e projetos propostos (minha postura questionadora, por vezes sarcástica nem sempre foi usada com a necessária sabedoria para dosar tais formatos explosivos de expressão). As rusgas foram se tornando cada vez mais sérias, ainda que tivéssemos tentado por vezes aparar arestas, algo mais corrosivo corria abaixo da capa conciliadora colocada por nós (em mim demorou muito para ser curado) e enquanto a ferida aberta doeu, motivou a dizer sobre o porquê de haver me desligado para algumas poucas pessoas em que confiei o relato.

Não menti, mas tenho consciência de que o mesmo foi pintado com as cores da mágoa, da desilusão e do amor-próprio machucado. (Lembram quando disse antes sobre poça emocional parada que vai infectando?).

Logo, nada mais correto e salutar que a ruptura ocorre-se, atitude que tomei numa quinta-feira em reunião para fechamento de pauta da edição da Umbanda Fest 2007 que se realizaria no domingo. Fiz questão de participar e colaborar, palavra dada é compromisso, e cumprir compromisso é o mínimo de quem diz viver e ter como maior herança, vergonha na cara.

Deixo claro ter sincera gratidão pela Espiritualidade que orienta o atual presidente da FEURO, muito me ajudaram e aconselharam. Assim como respeito sua trajetória de luta.

Soube, mais tarde, que minha atitude a uns fosse tomado como despeito motivado por inveja (nada mais longe da verdade, julgamentos unilaterais nunca se aproximam do quadro por completo) e a outros ainda, com contumaz maledicência, destilar veneno medíocre, com o claro objetivo de lucrar dividendos, sejam lá quais.

Mas o quê? Você não acredita que tudo isso até aqui relatado seja possível numa religião que prega amor, caridade, humildade, fraternidade, verdade, ética e honestidade?

Acorde! A religião ou o assim chamado movimento umbandista é feito por seres humanos encarnados (e tbm, de desencarnados), falhos, indecisos, maledicentes, arrogantes, possessivos, tendenciosos, mesquinhos e ignorantes. Aos que vão estrilar com a parte dos desencarnados;

Ora, não somos e são espíritos e estamos TODOS em jornada de evolução espiritual? Ou como indicou Kardec (mesmo não sendo umbandista, apenas usou outras palavras para dizer o que os Espíritos da Linha Branca de Umbanda dizem quase diariamente aos seus filhos de fé): perfectíveis = Suscetíveis de perfeição ou de aperfeiçoamento.

Salvo se pra vc vale o endeusamento ou a subserviência cega...

O que não significa que TODOS assim sejam ou se revelem, na banda de lá (e de cá).

E a Umbanda como fica? A Umbanda mesmo é outra conversa.

É possível, talvez, vislumbra-la no silêncio obsequioso de Exu, no abaixar de olhos dos Pretos-Velhos, na contenção do gesto vigoroso dos Caboclos, nas lágrimas do Amigo Espiritual que a tudo suporta de nossas mazelas tão e somente por AMOR...

A Umbanda mesmo? Só mergulhando no seu oceano...

Você não acredita que “escuta o que fiquei sabendo...”, corre solto por debaixo dos panos no meio umbandista, assim como “quem conta um conto, aumenta um ponto”?

Mas aí, cada um que “compre” de olhos fechados ou averigue o peixe que estão a lhe passar não é mesmo?

Mas o quê tudo isso tem a ver com o papo do Jabor, Cláudio Zeus, hein?

Tem a ver com “você ainda acredita em "salvadores do mundo e dos povos"? Ou que você seja um deles?”. Tem a ver com o que escolho cultivar em meu jardim interior...

Desde cedo, questiono os discursos, posturas e propostas doutrinárias, políticas, hierárquicas, etc. E claro que não é concebível a critica pela critica sem ação: “Fé sem obras é fé morta”, mas aprendi que igualmente não é concebível a ação sem reflexão, sem direito a questionamentos, sem propostas com transparência, senão ficamos iguais robôs ou ovelhas;

Vida de Ovelha, by Ricardo Machado

http://vozesdearuanda.blogspot.com/2008/07/vida-de-ovelha.html

Nisto consiste o valor dos questionamentos do Cláudio Zeus, examinar NOSSA postura de SALVADORES e DEFENSORES de uma doutrina ou prática.

Que papel assumimos ou nos investimos com o qual “vende-se” o peixe e com qual embrulho.

E prq não examinar tbm, por extensão, a postura de OVELHAS e SEGUIDORES?

Percebo que em muito do que fazia, havia tal motivação, procurava “revelar” nos outros àquela mesma luz que “enxergava”. E claro, indicando que seguissem o foco da luz que o meu farolete apontava. E não é assim que agem os salvadores? Não basta despertar os outros, é preciso que estes o sigam, apoiando e confiando cegamente, esperando suas orientações, enxergando-os como modelos e ícones de tudo aquilo que queremos ser e ter.

Ah! Como sou grato ao Pe. Beto, na sua palestra sobre Nieztsche, onde pude através de suas reflexões libertar-me de uma leitura equivocada que fiz deste filósofo aos 14 anos e (des)norteou minha vida por longos anos.

Minutos antes da palestra começar, relatei a este a quem considero Irmão Espiritual, minha esperança de que naquela noite eu pudesse justamente deixar de lado tal leitura equivocada e lá quase no final quando uma professora disse sobre o perigo que é muitos adolescentes lerem o filósofo, sem algum acompanhamento e orientação, seu olhar buscou o meu e ali a libertação neste encontro ocorreu.

Nieztsche é um “herege sagrado”, que destrói todo e qualquer salvador e não o contrário fomenta-os como muitos entendem e se espelham.

“Alma minha, afastei de ti toda a obediência, toda a genuflexão e todo o servilismo”

Cada um é que precisa acordar/revelar/superar-SE na descoberta da própria luz. E sacar que esta ilumina o caminho escuro, difícil e perigoso dentro de nós.

Cada um é cada um, único, construtor da sua história e estórias, suas fraquezas e potencialidades, sua perfectibilidade atuando na doutrina aqui ou acolá.

Cada um é responsável pelas escolhas que faz. Se há os que aceitam e aplaudem sem questionar, com qual direito posso apontar o dedo e dizer, está errado?

“Supera-te a ti mesmo, até no teu próximo e
não consintas te dêem um direito que possas conquistar.
O que tu fazes ninguém pode te forçar a fazer.
Fica sabendo: não há recompensa.
O que se pode mandar a si mesmo deve obedecer.
E há quem saiba mandar, mas esteja ainda muito longe de saber obedecer.”


Cada qual faça o que pode e esteja ao seu alcance e faça mais quem pode e queira mais.

E todos estão fazendo algo, conscientes ou não dos propósitos, se alegrando ou envergonhando pelo resultado. Todos estão semeando e colhendo, através de um silêncio, olhar, não-gesto, sorriso, perdão, pensamento, texto, lágrima, esperança.

Todos são imprescindíveis!!! Os que lutam um dia, um ano, décadas, uma vida inteira. Não é pela quantidade de ações que irá se medir o valor de uma pessoa, mas sim pela qualidade do conteúdo dos propósitos que seu coração abriga.

Aos que fazem com o pouco que podem que o façam com alegria e humildade (conscientes do seu valor) e desejo de servir a um propósito maior do que sua salvação ou um lugarzinho no céu.

E que os que possam e queiram mais, não desprezem, ridicularizem ou sabotem por egoísmo, desejo de aplausos ou reconhecimento, mediocridade ou vaidade de que a semeadura alheia possa trazer frutos mais saborosos que os seus, os projetos dos que procuram fazer com o pouco que esteja ao alcance.

Vigiemos o que vai em nosso coração, para que nele, a semente do orgulho e da ilusão não venha frutificar em posturas que descobriremos simulacros daquele mesmo ego ladino e sorrateiro. Sua especialidade é nos fazer acreditar que aquela bandeira que procuramos hastear no mais alto mirante não possui a nossa fuça estampada.

Oremos para que nossas ações e propósitos sejam a mais singela e bela oferenda a ser apresentada ao Senhor da Vida.

Que roçemos nosso jardim a cada dia, para receber e abrigar as boas sementes que Jesus através da Umbanda e seus Mensageiros quer nele deitar.

Semeemos hoje e sempre o que há de melhor em nós, acreditando mais na semente do que no solo.

Tocando em frente - Almir Sater

Ando devagar porque já tive pressa
Levo esse sorriso porque já chorei demais
Hoje me sinto mais forte, mais feliz quem sabe
Só levo a certeza de que muito pouco eu sei
Eu nada sei
Conhecer as manhas e as manhãs,
O sabor das massas e das maçãs,
É preciso amor pra poder pulsar,
É preciso paz pra poder sorrir,
É preciso a chuva para florir
Penso que cumprir a vida seja simplesmente
Compreender a marcha e ir tocando em frente
Como um velho boiadeiro levando a boiada
Eu vou tocando os dias pela longa estrada eu vou
Estrada eu sou
Conhecer as manhas e as manhãs,
O sabor das massas e das maçãs,
É preciso amor pra poder pulsar,
É preciso paz pra poder sorrir,
É preciso a chuva para florir
Todo mundo ama um dia.
Todo mundo chora
Um dia a gente chegae no outro vai embora
Cada um de nós compõe a sua história
Cada ser em si carrega o dom de ser capaz
De ser feliz
Conhecer as manhas e as manhãs
O sabor das massas e das maçãs
É preciso amor pra poder pulsar,
É preciso paz pra poder sorrir,
É preciso a chuva para florir
Ando devagar porque já tive pressa
E levo esse sorriso porque já chorei demais
Cada um de nós compõe a sua história,
Cada ser em si carrega o dom de ser capaz
De ser feliz

Paz e Luz!

Semeemos e sigamos em paz com nossa consciência!


Tocando em frente na voz de Elizabete Lacerda

http://www.youtube.com/watch?v=yXvxjnve6NY