sábado, 10 de julho de 2010

Indignação dói!

O texto abaixo, de autoria de Cleide Canton, com citação de trecho de um discurso proferido por Ruy Barbosa, diz muito, sobre como me sinto muitas e muitas vezes.

Diz sobre o que já ouvi e ouço, li e leio, vi e vejo, senti e ainda sinto de esperança e desilusão.

Diz muito também como me sinto das tantas vezes que traí meus sonhos, valores e coerência interior, por medo ou covardia, por enganar-me acreditando que compreendia e o não ter sido compreendido podia ter sido simples falta de uma melhor comunicação, ter dito não quando não era a resposta e sim quando era sim.


Enquanto cidadão e umbandista.

Aos que estão atentos, cada dia é um novo dia...


Sinto vergonha de mim

Sinto vergonha de mim
por ter sido educadora de parte desse povo,
por ter batalhado sempre pela justiça,
por compactuar com a honestidade,
por primar pela verdade
e por ver este povo já chamado varonil
enveredar pelo caminho da desonra.

Sinto vergonha de mim
por ter feito parte de uma era
que lutou pela democracia,
pela liberdade de ser
e ter que entregar aos meus filhos,
simples e abominavelmente,
a derrota das virtudes pelos vícios,
a ausência da sensatez
no julgamento da verdade,
a negligência com a família,
célula-mater da sociedade,
a demasiada preocupação
com o "eu" feliz a qualquer custo,
buscando a tal "felicidade"
em caminhos eivados de desrespeito
para com o seu próximo.

Tenho vergonha de mim
pela passividade em ouvir,
sem despejar meu verbo,
a tantas desculpas ditadas
pelo orgulho e vaidade,
a tanta falta de humildade
para reconhecer um erro cometido,
a tantos "floreios" para justificar
atos criminosos,
a tanta relutância
em esquecer a antiga posição
de sempre "contestar",
voltar atrás
e mudar o futuro.

Tenho vergonha de mim
pois faço parte de um povo que não reconheço,
enveredando por caminhos
que não quero percorrer...

Tenho vergonha da minha impotência,
da minha falta de garra,
das minhas desilusões
e do meu cansaço.
Não tenho para onde ir
pois amo este meu chão,
vibro ao ouvir meu Hino
e jamais usei a minha Bandeira
para enxugar o meu suor
ou enrolar meu corpo
na pecaminosa manifestação de nacionalidade.

Ao lado da vergonha de mim,
tenho tanta pena de ti,
povo brasileiro!


"De tanto ver triunfar as nulidades,
de tanto ver prosperar a desonra,
de tanto ver crescer a injustiça,
de tanto ver agigantarem- se os poderes
nas mãos dos maus,
o homem chega a desanimar da virtude,
a rir-se da honra,
a ter vergonha de ser honesto"
Trecho de discurso de Ruy Barbosa










sexta-feira, 9 de julho de 2010

Preçes aos umbandistas que escolhem servir!


Tagore, três poemas, um só desejo...

Umbanda, em sua bandeira, três estrelas-guias: HUMILDADE, AMOR E CARIDADE.

Sigamos confiantes!



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Senhor, esta é súplica que eu dirijo a ti:
fere, fere a raiz da miséria no meu coração.

Dá-me forças para suportar alegremente as
minhas alegrias e tristezas.

Dá-me forças para que o meu amor frutifique
em serviço.

Dá-me forças para que eu nunca despreze o pobre,
nem dobre os meus joelhos
diante do poder insolente.

Dá-me forças para elevar minha mente
muito acima da pequenez do dia-a-dia.

E, finalmente, dá-me forças para entregar
com amor a minha força à Tua Vontade

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Que eu nunca peça ficar livre dos perigos,
mas coragem para enfrentá-los.


Que eu nunca mendigue paz para a minha dor,

mas coração forte para dominá-la.


Que eu não procure aliados na batalha da vida,

mas a minha própria força.


Que eu não anseie medrosamente pela salvação,

mas esperança e paciência
para conquistar a minha liberdade.

Senhor, garante que eu não tão covarde para sentir
a tua misericórdia
apenas no meu triunfo.


Permite-me encontrar teu aperto de mão
no meio do meu fracasso!

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Pai, permite que onde o coração
não teme
e a cabeça fica erguida;

onde o conhecimento é livre;


onde o mundo não foi estilhaçado em
pedacinhos
pelas paredes domésticas;

onde as palavras brotam da verdade profunda;


onde a luta incansável estende os braços
para a perfeição;


onde a clara torrente da razão não se perdeu
no deserto arenoso
e monótono da rotina morta;

onde a mente é conduzida por ti em direção
a pensamentos e ações
abrangentes.

Permite, meu Pai, que a minha pátria desperte
dentro desse céu de liberdade.

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Rabindranath Tagore - O Sol da índia

Rabindranath Tagore, ou Rabíndranáth Thákhur. Poeta, contista, dramaturgo e crítico de arte hindu; nascido em Calcutá.

Seu pensamento abriu novos caminhos para a interpretação do misticismo, procurando atualizar as antigas doutrinas religiosas nacionais; recebeu o Prêmio Nobel de Literatura em 1913; principais obras poéticas : O Jardineiro, O Carteiro do Rei, e Pássaros Perdidos.

Tagore nasceu no dia 7 de Maio de 1861 em Calcutá. Ele foi o maior poeta moderno da Índia e o gênio mais criativo da renascença indiana.

Além de poesia, Tagore escreveu canções (letras e melodias), contos, novelas, peças de teatro (em prosa e verso), ensaios sobre diversos temas incluindo críticas literárias, textos polêmicos, narrativas de viagens, memórias e histórias infantis. Grande parte de sua obra está escrita em Bengali. Gitanjali (1912), uma tradução e interpretação de uma obra poética em Bengali do original Gitanjali de 1910 fez com que Tagore ganhasse o Prêmio Nobel de Literatura em 1913.

Colaborou em revistas americanas, tendo obras publicadas em francês, inglês e espanhol. Realizou conferências no Uruguai, Argentina, França, Estados Unidos. Recebeu o título de "Doutor Honoris Causa e Membro Honoris Causa" de universidades e associações do Brasil e outros países, e de Oficial da Legião de Honra da França e da Ordem do Leão Branco da Tcheco-Eslováquia.

Tagore morreu em 7 de agosto de 1941 na casa onde nasceu, em Calcutá.

Músico, poeta, contista, teatrólogo e filósofo, publicou muitas obras de cunho místico e profundamente humano. Filho de uma família de reformadores religiosos e sociais, que a todo custo procurou libertar a Índia dos preconceitos milenares que esmagavam o povo.

Tagore é uma ocidentalização do nome que em sânscrito quer dizer "homem nobre", "senhor". Em casa era chamado de Rabi que no idioma dos seus quer dizer "o Sol".

PAZ E LUZ!

terça-feira, 6 de julho de 2010

Ajustando a miopia - alguma contribuição ao movimento religioso umbandista

Evocando o exemplo de conduta e esperança no porvir, postura dos que pagam o preço por sua coerência e sabem que plantam sementes as quais não irão assentar sob a sombra e tampouco saborear os frutos, do Sr. Zélio de Moraes, médium instrumento fundador, inspirado e orientado pelo espírito do Sr. Caboclo das Sete Encruzilhadas, mentor espiritual anunciador, após a criação da Tenda Espírita Nossa Senhora da Piedade, a 1ª e originária Tenda Mater/Raiz/Fonte de UMBANDA neste pedaço de plano de manifestação.

Cientes da lição contida na parábola do semeador, o semear não é mero atributo/prerrogativa de um só (lembremos que o Evangelho diz o semeador e não o fulano ou o sicrano semeador, ou seja, importa a mensagem, não o mensageiro), pois a seara é grande e a fome espiritual maior ainda, fundaram outras Tendas com o objetivo principal, no meu ver, de irradiar a mensagem do Alto, transformando a tantos quantos a estas recorressem. Adeptos ou socorridos.

Mensagem esta, que não encontrava (e porque não dizer, ainda não encontra) acolhida nos campos cultos e incultos, serenos ou extravagantes, propícios ou áridos.

Parte desta mensagem dizia: "Aprenderemos com os que sabem mais e ensinaremos os que sabem menos". Compreendo, que ao dizer isso, o Caboclo não se referia apenas aos tantos espíritos desencarnados que tem algo a dizer e a ouvir, mas também aos encarnados, mesmo que sem títulos de doutores ou outros quaisquer, também são possuidores de vivências e sabedoria para compartilhar com os que estão de ouvidos abertos.

Isso não quer necessariamente dizer, como muitos querem entender, que tendo algo a dizer um espírito que se apresente como x, y ou z, num terreiro de Umbanda, já se possa criar uma gira/culto destes mesmos x, y ou z.

Mas deve ser a tal beleza da diversidade, não é mesmo?

Instalaram Tendas-núcleos disseminadoras desta nova mensagem e, de certo modo, modelos de conduta a serem seguidos, trazendo para toda uma massa de espíritos, do lado de lá e cá, endurecidos ou cegos, bases esclarecedoras, formadoras e retificadoras.

O mesmo entendimento pode ser estendido à criação da 1ª Federação Espírita de Umbanda, que além de pretender organizar o movimento religioso, também visava esclarecer. Se seguiram ou não conforme nepotismos dos seus dirigentes é outra conversa.

Parece-me que ao agir assim, semearam, médium e mentor, exemplos vivos e perenes de profunda humildade, reconhecendo a necessidade de que é preciso estimular ao movimento religioso umbandista, lideranças e participantes conscientes do papel fundamental do esclarecimento e da informação transparente. Além, é claro do principal, a transformação dos valores interiores.
Sem dogmatismos, subserviência ou obediência cega.

A Umbanda ensina a libertar consciências, não só num chão de terreiro, mas através também do trabalho isento de interesses escusos, transformador e motivador do movimento humano religioso.

Evocando os exemplos supracitados, quero manifestar algumas sugestões que há muito tempo foram colocadas como devaneio, mas que, ao menos para mim, ainda são caminhos...

Tomemos como exemplo a prefeitura de uma cidade, se nela ESTÁ ocupando o cargo de prefeito, um cargo é apenas um cargo, a pessoa ESTÁ prefeito, ela não É prefeito, assim como em qualquer outra instituição, não existe pessoa insubstituível, inclusive os que se entronizam vitalícios.

Se nela ESTÁ um prefeito que tenha um perfil descentralizador na delegação de funções e no intuito de melhor abranger as várias regiões da cidade e deste modo aos cidadãos, o mesmo coloca nestas sub-prefeituras, representantes capacitados para acolher, orientar e solucionar os problemas e situações, pois estão muito mais próximos.

Sabe o prefeito que não poderá estar em todos os lugares, nem tampouco conhecer a todos e a todas as situações com o qual cada região convive.

Ou seja, para administrar bem uma cidade, o prefeito delega funções e poderes a outras pessoas para que possam em trabalho conjunto, atender, senão em sua maior ou grande parte, ao menos as partes mais diretamente afetadas da coletividade.

Pois bem, me pergunto se do mesmo modo esta situação não poderia ser utilizada nas chamadas representações organizadas do movimento umbandista. E o faço na mais absoluta esperança da ideia de igualdade, democracia, não-personalismo, criação de novas lideranças e melhor ainda, nova conscientização dos umbandistas esteja sendo um fato. Mais que um longo e repetitivo fado...

As representações organizadas possuem um corpo diretivo correto? Os componentes do corpo diretivo, chamados diretores, certamente não moram todos no mesmo bairro ou prédio, tal como se fosse uma comunidade fechada, logo, moram em diferentes bairros e conhecem (se não conhecem, passam a fazê-lo), a realidade dos templos religiosos e dos adeptos da região onde estão.

Ora, não parece interessante que estes mesmos diretores, estando capacitados:

-Conheçam legislação sobre direitos e deveres das religiões, organização de movimento civil, legislação municipal, noções de organização básica de reuniões, e assim;

-Incentivem a legalização dos templos, orientando sobre feitura de estatuto, atas, modelos de documentos, contabilidade, mais até do que a mera filiação (inclusive);

-Organizem núcleos bases com os terreiros da região onde estão, para discutirem situações e ações de fortalecimento para apoio mútuo;

-Organizem e estimulem ações cidadãs, por exemplo, a formulação de cartilhas ou visitas as escolas do bairro, associação de moradores para mini-palestras sobre o que É e o que NÃO é Umbanda, esclarecendo e buscando assim disseminar informações corretas buscando superar o estigma criado pelos que mistificam, iludem, detratam e distorcem;

Ora, não parece interessante que aproveitem aptidões e talentos existentes nas fileiras do terreiros das regiões onde estão para cursos de formação, tais como: artesanato, música, alfabetização, alvenaria, higiene básica, nutrição, etc.?

Não duvido que haja nestas fileiras: pedreiros, professores, músicos, advogados, lavradores, enfermeiros, nutricionistas, etc.

Não são ou fazem questão de se denominarem, IRMÃOS DE FÉ?

Estes núcleos-bases serviriam como ponte ou posto avançado, além de polo irradiador de informações, trabalhando na linha "pense globalmente; aja localmente". Inclusive, podendo se apoiar e colaborar com outros movimentos já existentes nos seus bairros, desde que haja entendimento.

Enfim, são sugestões de alguém que acredita que as pessoas quando estimuladas a acreditarem em si, através de informações isentas de cor partidária, transparentes sobre direitos e deveres, adquirem forças e abrem suas asas, alçando vôos mais altos. Ao invés simplesmente de se abrigarem "frágeis" sob as asas de uma única ave, que pode ora se apresentar como uma galinha, ora um sorrateiro falcão.

É possível que estas sugestões já estejam sendo aplicadas e tomara que sim.

Confesso, sinceramente, que adoraria saber que estou mal informado.

Obs.: Para quem ainda não entendeu ou não sabe, com sua licença Sr. Caboclo das Sete Encruzilhadas...

Umbanda é a manifestação de ESPÍRITOS, DESENCARNADOS E ENCARNADOS para a prática da CARIDADE, no sentido do AMOR FRATERNO, e neste sentido;

A cobrança monetária pela prática caritativa dos atendimentos espirituais;
O desrespeito ou a não adequação às leis terrenas em nome de um poder maior ou liberdade de expressão irrestrita;
A utilização de sacrifício ritual de animais;
A permissão ou conivência com assédio sexual e promiscuidade;
O não incentivo ao estudo e aprimoramento de conhecimentos culturais e valores conscienciais maiores;
O engodo de soluções miraculosas e fáceis através de barganhas com os espíritos;
A humilhação, o preconceito e discriminação social, moral, sexual, étnica, religiosa, financeira;
NADA DISSO É OU PERTENCE À UMBANDA!

domingo, 4 de julho de 2010

O que realmente vai ser pesado não é o que estará estampado.

"Enquanto os homens exercem seu podres poderes,
motos e fuscas avançam os sinais vermelhos.
E perdem os verdes,
somos uns boçais"
Podres Poderes - Caetano Veloso

Para que nos salvemos desta boçalidade cotidiana e sufocante, ainda que em silêncio e solitário, salte no abismo da poesia e lhes garanto, nunca serás abandonado...

O PRÍNCIPE FELIZ - Oscar Wilde

Era uma vez um Príncipe, que morreu, e depois da sua morte construíram-lhe uma estátua para que toda a gente visse a sua beleza. Tinha duas safiras nos olhos e um rubi na ponta da sua espada.

Existia uma Andorinha que não partiu com as suas amigas, porque se tinha apaixonado por um junco. A certa altura, ela fartou-se do tal junco e foi para a cidade.

A Andorinha abrigou-se entre os pés do Príncipe Feliz. Ela pensava para si própria que tinha encontrado um quarto coberto de ouro, pois o Príncipe era revestido de ouro.

De repente, quando a Andorinha estava prestes a adormecer, caiu-lhe uma gota na cabeça. Ela, muito admirada, olhou para cima e não viu nenhuma nuvem. De seguida caiu a segunda. Quando a Andorinha se preparava para ir embora, caiu-lhe a terceira gota; foi nessa altura que olhou para cima e reparou que as gotas vinham dos olhos do Príncipe Feliz.

Muito espantada, perguntou-lhe porque chorava e o Príncipe Feliz, disse-lhe que estava a chorar, porque, antes de morrer e de o colocarem naquele lugar mais alto, nunca tinha reparado nas pessoas pobres, no seu povo, enfim.

"Enquanto os homens exercem
Seus podres poderes
Índios e padres e bichas
Negros e mulheres
E adolescentes
Fazem o carnaval...
"

Mas agora, que reparava nisso tudo, quem lhe dera ainda estar vivo!

O Príncipe Feliz viu uma costureira a fazer um vestido para uma dama e logo pediu à Andorinha para lhe levar o seu rubi, pois o seu filho estava doente e com febre. O menino pedira à mãe tangerinas, mas a ela não tinha dinheiro para lhas comprar.

"Enquanto os homens exercem
Seus podres poderes
Morrer e matar de fome
De raiva e de sede
São tantas vezes
Gestos naturais...
"

Então, o Príncipe voltou a pedir à Andorinha, convencendo-a a ficar. E lá foi ela colocar o rubi na mesa da costureira; de seguida foi ao quarto do menino e bateu as suas asas junto dele de tal modo que o menino perdeu a temperatura e adormeceu tranquilamente.

A Andorinha voou, poisou no ombro do Príncipe Feliz e disse-lhe tudo o que fizera. A certa altura, a Andorinha sentiu-se muito quente, apesar do ar fresco.

O Professor de Ornitologia viu uma Andorinha no Inverno e foi logo ao Jornal Local comunicar a estranheza.

"Ou então cada paisano
E cada capataz
Com sua burrice fará..."


A Andorinha disse ao Príncipe que nessa noite iria para o Egito, mas ele pediu-lhe que ficasse mais uma noite, porque vira um jovem escritor num sótão, com frio e fome, que não conseguia acabar a sua história. Ele, desta vez, pediu-lhe que levasse um dos seus olhos que eram feitos de belas e raras safiras.

"Eu quero aproximar
O meu cantar vagabundo
Daqueles que velam
Pela alegria do mundo...
"

A Andorinha disse-lhe que não! Mas o Príncipe implorou-lhe e assim convenceu-a!

Ela tirou-lhe uma safira, levou-a ao jovem, deixando-a nas violetas murchas da sua mesa. Quando a lua apareceu, ela voltou para o Príncipe Feliz.

Queria despedir-se dele, mas o Príncipe pediu-lhe que ficasse mais uma noite, porque na praça mais abaixo estava uma menina que vendia fósforos e que os tinha estragado porque caíra! E que o pai lhe ia bater se não levasse dinheiro para casa. A Andorinha retirou-lhe a outra safira e levou-a “À Pequena Vendedora de Fósforos”.

A Andorinha disse, por fim ao Príncipe Feliz, que ele agora estava cego e que ficaria com ele para sempre.

O Príncipe disse-lhe que estava coberto de ouro e pediu-lhe que o levasse aos pobres que, quando viram o ouro, disseram que assim já tinham pão…

"Será, será, que será?
Que será, que será?
Será que essa
Minha estúpida retórica
Terá que soar
Terá que se ouvir
Por mais zil anos..."


Chegou a neve e a Andorinha teve cada vez mais frio.

Ela informou o Príncipe que ia embora e pediu-lhe para lhe beijar a mão. Mas o príncipe disse-lhe para ela lhe beijar os lábios e logo o coração dele se partiu em dois.

O Presidente da Câmara viu o Príncipe todo cinzento e sem jóias. Por isso decidiu pôr a estátua na fornalha a derreter, e assim fazer uma estátua sua, mas reparou que o seu coração não derretia. Deitaram-no ao lixo, onde também se encontrava a Andorinha morta.

"Queria querer gritar
Setecentas mil vezes
Como são lindos
Como são lindos os burgueses
"

Deus pediu a um dos seus anjos para ir buscar as duas coisas mais preciosas da cidade. O Anjo levou-lhe o coração do Príncipe e a Andorinha.

Deus disse-lhe que fizera a escolha certa.

Disse-lhe também que no seu jardim, no Paraíso, a Andorinha cantará para sempre assim como, na sua cidade do ouro, o Príncipe o honrará para sempre.

"Enquanto os homens
Exercem seus podres poderes
Morrer e matar de fome
De raiva e de sede

São tantas vezes
Gestos naturais
Eu quero aproximar
O meu cantar vagabundo
Daqueles que velam
Pela alegria do mundo...

Indo mais fundo
Tins e bens e tais!
Indo mais fundo
Tins e bens e tais!
Indo mais fundo
Tins e bens e tais!
"


Compreenda quem quiser e puder...


Paz e Luz!

sábado, 3 de julho de 2010

O vento sopra onde quer!

Olá Ricardo Machado! Espero contar com sua compreensão ao não designá-lo como Mestre, ainda que você tenha, por certo, merecido receber tal titulação, mas é que desde muito mais novo tenho certa propensão a não acatar ou ter relação cordial com autoridades e titulações, rsrsrs.

Isso me valeu passeios por camburão, dedo em riste, ameaças e tapas, demissões, e traições também.

Garanto porém que sou respeitoso, como filho de Umbanda consciente da postura necessária a quem de fato a mereça.

Recebi teu retorno sobre a postagem feita aqui referente à vc e ao seu trabalho no blog Ouvindo as Vozes de Aruanda. E resolvi explicitar, como venho fazendo há algum tempo, abertamente neste meu play-ground como me senti em relação ao mesmo.

Você escreveu;

"Sinceramente, hoje, ao ler este texto, senti um misto de alegria, decepção, tristeza e de dever cumprido."

Olha, eu fico surpreso que ainda exista quem ainda sinta, como nós, tantas emoções e não se afogue, rsrsrsrs

Afinal a impressão que tenho é que vivemos em tempos monocromáticos, no sentido de sentimentos e emoções.

Tanto que ando pensando em chamar esta turma que está sempre prá cima de Uhú! Bandistas.

Não é auspicioso sabermos que há tanta gente tão bem resolvida emocionalmente e espiritualmente, especialmente após receber seus diplomas e honrarias em tantos cursos, workshops, teologias e ações no "meio umbandista"?

"Alegria por sua deferência à minha pessoa, pelo texto maravilhoso que escreveu e pela mensagem que deixou usando este belo vídeo da composição de Bob Dylan."

Quem diria que o Bob Dylan, um dia foi magrinho e não tinha uma ruga não é mesmo? E ainda por cima iria ficar com a cara do Vincent Price? rsrsrsrs

"Decepção, de mim para comigo mesmo, por não ter sido suficiente diligente para ter lido este texto antes."

Confesso que aguardava até um tempo maior para que, talvez, você lesse o mesmo e talvez, se dispusesse a comentar, então fique tranquilo, se algo tenho aprendido é que as coisas vão acontecendo no devido tempo.

"Tristeza por saber que, infelizmente, poucas são as pessoas com a hombridade, caráter, tirocínio e capacidade de pensar sozinho e tirar suas próprias conclusões, como é o seu caso e de seus parceiros no blog, dentro da Umbanda. Talvez se todos pensassem e analisassem as coisas como vocês, eu teria sido poupado de muitos momentos desagradáveis no assim chamado "meio umbandista".

Quer saber mesmo o que eu penso sobre o "meio umbandista"? Aí vai;



"O sentimento de dever cumprido, fica por conta de que eu, no passado, no presente e, com certeza, no futuro, continuarei zelando por esta "Umbanda de Todos Nós", por mais que os interesses dos "poderosos da banda" possam me levar a outros 10 anos de calúnias, injúrias, difamações, e toda a sorte de ameças, trabalhos de magia e tudo mais, que os "babás do santo rebolado" tanto dirigem à mim."

Não nos preocupemos tanto, 2012 vem aí e se Deus for misericordioso, como creio que é, sem o lálálálá do Silvio Santos ao fundo.

"Realmente, não somos amigos... mas com certeza, considero você e todos os Umbandistas realmente compromissados com a Senhora da Luz Velada como IRMÃOS."

Um dia, um espírito denominado Tiana escreveu;

Umbanda é a montanha
Que todos terão que galgar
Muitos serão os chamados
Poucos conseguirão chegar!

https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEi0p9Lhr44xj_d7-kfgy87GE_QFYQzfiRshyphenhyphenzpm9lKCnH8fMNULQCjNT8s97MudevTitjZelNgSMqnB9mlYKeo-uti57AWMJMmwW-Z24bVFMxWIl_sk-BaDHDeljfy4z45aMIUjlZ5Y3j0/s1600/Figura+25.JP

A caminhada torna a muitos de nós Irmãos...

"Enfim, permita que minha vaidade aflore e tome este texto como uma homenagem ao meu trabalho e minha luta."

Se bem que vaidade não "cai muito bem" não é mesmo? rsrsrsrsrs.

Sigamos confiantes no trabalho e na luta de zelar e cuidar bem do nosso chão, de nossos corações e consciências, pois é daí e é aí que nos encontraremos para o devido encontro com a verdade.

"
Manáh, Ásé e Bençãos."

Que haja Paz e Luz em todos os teus caminhos!

Deixa a gira girar!

Amar você me fez um idiota e como isso é bom!

Há quanto tempo eu protelo escrever neste "meu" espaço sobre o que sinto por você Cláudia? Muito, muito tempo.

Possivelmente por nem sempre e nem todo dia te amar com a mesma intensidade que os manuais de amor eterno e que dizem até que a morte nos separe vaticinam e protocolam.

Certamente, por não ter sido um companheiro que por muitas vezes a fez se sentir amada e valorizada.

Nos reencontramos prá aprender algo que deixamos esquecido? Talvez, talvez. Mas, se assim for, a oportunidade é agora e não estou muito a fim de esperar prá uma outra.

Sempre é muito tempo, já disse um alguém.

Até que a morte nos separe acontece todos os dias quando cada um de nós de vai cumprir seus deveres mundanos e muitas vezes no peito rola um desânimo total, mesmo que estejamos loucos de vontade de voltar para casa e renascer para vida no reencontro do abraço que é a fonte da eterna juventude.

Eu te amo, você me ama, mas não é todo dia e nem é a todo momento, sentimos tristeza, raiva, mágoa, um do outro nas tantas vezes que insanos deixamos que coisas chatas escureçam o que nos vai aqui dentro.

E o que nos vai aqui dentro é uma verdade que brota continuamente em nós, como um riacho que vem do fundo de uma caverna e traz água límpida, fresca e transformadora;

Nós somos duas pessoas idiotas que amam a Vida acima de tudo, e cada pequena flor esquecida, cada asa de borboleta caída no bosque, cada gole de caféééééééééééé que juntos bebemos, cada desenho que juntos assistimos e nos emociona e sendo nosso encontro nesta encarnação um trupicão desajeitado que começou num vamos ver até onde isso vai dar que termina (ou melhor recomeça) em longos abraços, beijos e amassos e mãos que sobem e descem, pernas que se enroscam e corpos que se esvaem em muito suor e gozo de risadas e felicidade, quero te dizer;

Amo você! Amo você! Amo você!

Especialmente por me fazer um idiota especial, já que durante muito, muito tempo, fui o o visceral, o profundo, o sério, enfim o chato encarapaçado sr. certinho.

As manhãs de sol solitárias me trazem pequenas verdades que me dizem muito sobre o que vale de verdade viver, um bom café, um carinho do raio deste amigo sol e o sentimento profundamente idiota de que amar você me faz um ser melhor.

Te aguardo para o nosso reencontro de renovação na nossa fonte de juventude eterna, com ou sem roupa, o mergulho será total!

Só os idiotas são felizes

Ailin Aleixo

Nada mais libertador do que rir de si mesmo.
Idiotice é vital para a felicidade.
Gente chata essa que quer ser séria, profunda, visceral. Putz, coisa pentelha.
A vida já é um caos, por que fazermos dela, ainda por cima, um tratado do Schopenhauer? Deixe a pungência para as horas em que ela é inevitável: mortes, separações, dores. No dia-a-dia, pelo amor de Deus, seja idiota. Ria dos próprios defeitos, tire sarro de suas inabilidades.
Ignore o que o boçal do seu chefe proferiu. Pense assim: quem tem que carregar aquela cara feia, todos os dias, inseparavelmente, é ele. Pobre dele.
Milhares de casamentos acabaram-se não pela falta de amor, dinheiro, sexo, sincronia, mas pela ausência de idiotice. Quem disse que é bom dividirmos a vida com alguém que tem conselho pra tudo, soluções sensatas, objetivos claramente traçados mas não consegue rir quando tropeça?
Que sabe resolver uma crise familiar mas não tem a menor idéia de como preencher as horas livres de um fim de semana? Sim, porque é bem comum gente que fica perdida quando se acabam os problemas.
E daí, o que elas farão se já não têm por que se desesperar?
Em suma: desaprenderam a brincar. Eu não quero alguém assim comigo. A realidade já é dura; piora se for densa. Dura e densa, ruim. Brincar, legal. Entendeu?
Esqueça o que te falaram sobre ser adulto, tudo aquilo de não brincar com comida, não falar besteira, não ser imaturo, não se descontrolar, não demonstrar o que sente. É muito não.
Dá pra ser feliz com tanto não? Pagar as contas, ser bem-sucedido, amar, ter filhos - tarefa brava. Piora, muito, com o peso de todos aqueles nãos.
Tenha fé em uma coisa: dá certo ser adulto e idiota.
Aliás, tudo fica bem mais fácil ser for regado a idiotice, bom humor. Manuel Bandeira foi um grande homem e um grande poeta. Disse certa vez: "E por que essa condenação da piada, como se a vida fosse só feita de momentos graves ou só nesses houvesse teor poético?" Estava certo.
Adultos podem (e devem) contar piadas, ir ao fliperama, beliscar a bunda da mulher, sair pelados pela cozinha. Ser adulto não é perder os prazeres da vida - e esse é o único "não" aceitável.
Teste a teoria. Uma semaninha, pra começar. Veja e sinta as coisas como se elas fossem o que são: passageiras. A briga, a dívida, a dor, a raiva, tudinho vai passar, então pra que tanta gravidade? Já fez tudo o que podia para resolver o problema? Parou, chorou, pediu arrego?
Ótimo, hora da idiotice: entre na Internet, jogue pebolim, coma um churrasco grego. Tá numas de empinar pipa no sábado? Vá.
Quer conversar com sua namorada imitando o Pato Donald mas acha muito boçal? E é, mas e daí? Você realmente acha que ela vai gostar menos de você por isso? Ela não vai, tenha certeza.
Só vai gostar mais, porque é delicioso estarmos com quem sorri e ri de si mesmo.
Eu fico chateada por não ser tão idiota quanto gostaria; tenho uma mania horrível de, sem querer, recair na seriedade. Então o mundo fica cinza e cada lágrima ganha o peso de uma bigorna. Nessas horas não preciso de cenhos franzidos de preocupação. Nessas horas tudo de que preciso é uma bela, grande e impagável idiotice. Como sair pra jogar paintball - ou, melhor ainda, me olhar fixamente no espelho até notar como fico feia com os olhos vermelhos e o nariz escorrendo.
Como fico ridícula quando esqueço que tudo passa.

quinta-feira, 1 de julho de 2010

Do abismo entre o que se ouve, o que se diz e o que se pratica

Transcrevo uma mensagem deixada pela Amiga Espiritual de nossa Casa, Irmã Maria Amélia da Conceição, na última 3ª-feira 29/06 e que por caminhos outros me levaram de encontro a um texto de Dom Helder Câmara.

Em mim despertaram um profundo silêncio e reflexão diante do que realmente é importante e do que move, possivelmente, muitas consciências que creem agir em nome de algo maior...

"Falar em silêncio é falar de amor.
E falar de amor,é lembrar Maria.
Maria a senhora do sim e do silêncio.
Quando o anjo lhe anunciou a vontade do Pai, Maria questionou, mas confiando na palavra de Deus que disse, não temas Maria, ela silenciou.
Maria sempre meditou a palavra e guardava em seu coração.
Quando o soldado rasgou o coração de Jesus, ela recordou-se da palavra e por isso permaneceu em silêncio.
Maria é a virgem do silêncio na manjedoura, é a virgem do silêncio no calvário.
Em maria o mistério de Deus se manifesta na plenitude e silencia por completo tudo que é ideia e imagem humana.
É a virgem do silêncio que acolhe as palavras em seu coração.
É a virgem do silêncio que nem mesmo ao seu filho responde, sua resposta é: eu estou aqui eu estou de pé.

Jesus havia olhado para cima e tinha dito:

"Meu Deus! Meu Deus! Porque me abandonaste?
"

Mas quando olhou para baixo, ele olhou sua mãe que o olhava em silêncio.
Os olhos silenciosos de Maria foram os olhos de Deus, os olhos do pai.
Maria sofreu profundamente a paixão afetiva e moral vendo seu filho ali, sabendo que ele era Deus.
A dor mortal de Jesus foi a maior de todas, porque ele carregava as misérias de toda a humanidade, e Maria estava ali sofrendo em silêncio.
É MEUS IRMÃOS, o silêncio é de ouro, mas o barulho é de prata.

Quantas vezes você parou para ouvir você mesmo(a) ?, e seu irmão, você silencia para ouvi-lo(a) ?

Ou nem mesmo o deixa acabar o assunto, e já entra com o seu?
Muitas vezes gritando muito alto para não deixar duvida nenhuma de que está certo?
Vc já experimentou ficar em silêncio, e meditar a exemplo de Maria, tudo o que Deus espera de vc ? e também para sentir como tem se comportado, diante dos reveses da vida ?
Silenciar meus irmãos não é ficar mudo diante de uma situação, mas deixar que o Espirito Santo possa agir em nós para que o nosso silêncio seja um silêncio de amor de justiça e paz.
Quem é esta sombra tão bela, que se veste de sol e resplandece mais
E esse silencio Altíssimo, de amor, Maria és tú !!!"
recebido pela médium Ray

Diálogo
Dom Hélder Câmara

"Meus queridos amigos, há temas aos quais é preciso voltar sempre.
Um deles é a dificuldade e a necessidade importantíssima de AUTÊNTICO DIÁLOGO.

Recordemos uma verdade verdadeiríssima:
Se discordas de mim, tu me enriqueces.

Se és sincero e buscas a verdade e tentas encontrá-la como podes, ganharás tendo a honestidade e a modéstia de completar teu pensamento com o pensamento, mesmo de pessoas, que te pareçam muito menos inteligentes e cultas do que tu.

Um dos argumentos mais sérios que nos leva a escutar quem nos fala e, até a ouvir, quem discorda de nós, é saber que Deus fez a inteligência humana incapaz de abraçar o erro total.

Se um sistema filosófico ou econômico, social, um sistema qualquer, for erro de cima a baixo e de lado a lado não há nem perigo de que a inteligência do homem parta para o erro total.

Se a inteligência avança, podes ter certeza de que, no meio dos erros, há verdades prisioneiras.

Ora, quem sabe, quem discorda de mim pode ter descoberto sementes de verdade que me escaparam.

Quem pode pretender ser dono da verdade e ter o monopólio do Espírito Santo.

Feliz de quem se acostuma a ouvir com ouvidos de ouvir porque também é um perigo não ter idéias firmes, ser um cabeça de vento que gira pra onde o vento sopra.

Ótimo é ter idéias, ter princípios, ter opções, prioridades. Mas, permanecer de verdade e não só de faz de conta aberto a ouvir e a aceitar tudo o que é válido.

Atenção, amigos, nós todos precisamos de matricular-nos na escola do diálogo e começar aprendendo de verdade a ouvir.

E fiquemos alertas para a tentação de achar formidáveis, geniais, os que falam de acordo com o que nós pensamos.

E de queimar como quadrados, caretas, os que têm a ousadia de discordar de nós.

Adotemos como um de nossos lemas, queridos, se discordas de mim, tu me enriqueces."

Penso que os textos acima sirvam para reflexões interiores a quem assim se dispuser e também valem para a notícia veiculada hoje e que ao menos para mim, demonstra o quanto estamos distanciados do que que vêm a ser um real diálogo no que chamamos sociedade democrática em que vivemos.

Em todos os seus círculos...


ABUSO DE AUTORIDADE EM TENDA DE UMBANDA
http://webcache.googleusercontent.com/search?q=cache:u_9Ny_63VQwJ:www.jornalabsoluto.com.br/+Cristiane+Tomaz+de+Oliveira+santa+catarina&cd=1&hl=pt-BR&ct=clnk&gl=br

Trecho final da matéria;

EMBASAMENTO JURÍDICO: A assessoria de imprensa que fez o relise para a Tenda de Umbanda Caboclo Pajelança enviou também embasamento jurídico.


CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA FEDERATIVA DO BRASIL DE 1988

Art. 5º Todos são iguais perante a lei, sem distinção de qualquer natureza, garantindo-se aos brasileiros e aos estrangeiros residentes no País a inviolabilidade do direito à vida, à liberdade, à igualdade, à segurança e à propriedade, nos termos seguintes:

VI - é inviolável a liberdade de consciência e de crença, sendo assegurado o livre exercício dos cultos religiosos e garantida, na forma da lei, a proteção aos locais de culto e a suas liturgias;

VII - é assegurada, nos termos da lei, a prestação de assistência religiosa nas entidades civis e militares de internação coletiva;

VIII - ninguém será privado de direitos por motivo de crença religiosa ou de convicção filosófica ou política, salvo se as invocar para eximir-se de obrigação legal a todos imposta e recusar-se a cumprir prestação alternativa, fixada em lei;

CÓDIGO PENAL - DECRETO-LEI N.º 2.848, DE 7 DE DEZEMBRO DE 1940

CAPÍTULO I: DOS CRIMES CONTRA O SENTIMENTO RELIGIOSO

Ultraje a culto e impedimento ou perturbação de ato a ele relativo

Art. 208 - Escarnecer de alguém publicamente, por motivo de crença ou função religiosa; impedir ou perturbar cerimônia ou prática de culto religioso; vilipendiar publicamente ato ou objeto de culto religioso:

Pena - detenção, de 1 (um) mês a 1 (um) ano, ou multa.

Parágrafo único - Se há emprego de violência, a pena é aumentada de um terço, sem prejuízo da correspondente à violência.

LEI Nº 7.716, DE 5 DE JANEIRO DE 1989 - Define os crimes resultantes de preconceito de raça ou de cor.

Art. 1º Serão punidos, na forma desta Lei, os crimes resultantes de discriminação ou preconceito de raça, cor, etnia, religião ou procedência nacional. (Redação dada pela Lei nº 9.459, de 15/05/97)

Nota: Assim dispunha o artigo alterado: "Art. 1º Serão punidos, na forma desta Lei, os crimes resultantes de preconceitos de raça ou de cor."

Art. 20. Praticar, induzir ou incitar a discriminação ou preconceito de raça, cor, etnia, religião ou procedência nacional. (Redação dada pela Lei nº 9.459, de 15/05/97)

Pena: reclusão de um a três anos e multa.

LEI Nº 9.459, DE 13 DE MAIO DE 1997 - Altera os artigos. 1º e 20 da Lei nº 7.716, de 5 de janeiro de 1989, que define os crimes resultantes de preconceito de raça ou de cor, e acrescenta parágrafo ao art. 140 do Decreto lei nº 2.848, de 7 de dezembro de 1940.

"Art. 1º Serão punidos, na forma desta Lei, os crimes resultantes de discriminação ou preconceito de raça, cor, etnia, religião ou procedência nacional."

"Art. 20. Praticar, induzir ou incitar a discriminação ou preconceito de raça, cor, etnia, religião ou procedência nacional.

Pena: reclusão de um a três anos e multa.

Art. 2º O art. 140 do Código Penal fica acrescido do seguinte parágrafo:

"Art. 140. (...) § 3º Se a injúria consiste na utilização de elementos referentes a raça, cor, etnia, religião ou origem:

Pena: Reclusão de um a três anos e multa".

Lei de Abuso de Autoridade - Lei Nº 4.898, de 9 de dezembro de 1965 - Regula o Direito de Representação e o processo de Responsabilidade Administrativa Civil e Penal, nos casos de abuso de autoridade.

Art. 3º. Constitui abuso de autoridade qualquer atentado:

d) à liberdade de consciência e de crença;

e) ao livre exercício do culto religioso;

h) ao direito de reunião."


Paz e Luz, sob a bandeira da Verdade!