Este texto nasceu sob a inspiração do Preto Velho que sirvo como médium (a inspiração é dele, as palavras são minhas) em apontamentos sobre Obediência, a partir da frase de Lísias no livro Nosso Lar, capítulo 45;
"Só é verdadeiramente livre quem aprende a obedecer. Parece paradoxo e, todavia, é a expressão da verdade."
Cada vez que um Guia de Umbanda “baixa” num terreiro ele traz consigo “apenas” uma imensa vontade de servir ao Alto, no que muitas vezes é denominado de missão.
Para os que estão no terreiro, até podem entender que esta lhes dirá respeito, afinal cada um veio ali para expor e resolver o “seu caso”, mas a verdade é que a tal missão , em muitas vezes, é provação ao espírito que se apresenta como Caboclo, Preto Velho, Exu ou outra roupagem possível.
Conseguirá o espírito transmitir a mensagem que ultrapassa a barreira da fumaça, do trejeito caracterizador, da postura, do desenho pontuador?
Esta mesma que precisará vir do mais profundo do "seu" ser, como constatação de real transformação?
Não falamos aqui de expiação ou punição (ainda que muitas vezes se faça por estas vias), mas de tomada de consciência de que o espírito é luz e precisa nela e por ela transcender suas trevas interiores.
Conseguirá o espírito manter a vibração original do propósito que o levou até aquele terreiro, a despeito da passível inconstância do médium, da possível alteração da corrente mediúnica por vezes invigilante, dos assistentes inconsequentes do valor de seus pensamentos e até mesmo dos avulsos desencarnados?
Pois que a despeito de tantos fatores, sua firmeza se fia na fé inabalável de que o Alto o sustenta e mantém, e sem isso, sua missão é vazia e inútil.
Por saber disso, tudo o que fizer não será por si e para si, mas num paradoxo que só os que compreendem que “só é livre quem aprende a obedecer”, tudo o que puder fazer será pelos desígnios e providência Divinas. Não é dele, nem para ele que o sentimento de gratidão deverá ser dirigido, já que foi tão somente um instrumento, e eis aqui a provação a que este espírito se subjugou, desapegar-se.
Despojar-se de encontrar reconhecimento por algo que sabe não ser seu, e mesmo assim, descobrir-se integrante e integrado ao Poder Gerador que o enleva e leva para a incrível jornada de quanto mais não ser mais o Ser saberá.
Quando um Guia de Umbanda vem, ele nada traz, de si, mas somente Daquele que o envia e nele deposita sua Força e Poder.
Isto o torna humilde e consciente da responsabilidade de ser portador de um Bem que precisará, ao retornar ao mundo espiritual, devolver ao legítimo Senhor(a), Fonte e Matriz de tudo o que o espírito pôde criar.
O que traz um Guia de Umbanda quando vêem ao terreiro? Nada, de si mesmo, tão somente tudo o que o Todo faz viver em seu coração.
Felizes o que sabem que nada pedem de si a quem nada de si pode dar, mas que pedem aos que trazem o Todo para o encontro do Todo em cada um.
Hoje é dia de Gira de Preto Velho!
“Eu andava perambulando
sem ter nada prá comer,
Fui pedir às almas santas
para vir me socorrer (bis)
Foram as almas que me "ajudou" (bis)
Meu divino espírito santo
Louvo a Deus Nosso Senhor (bis)
Quem pede às Almas, a Almas dá
Filho de pemba, é que não sabe aproveitar”
UMBANDA é o assombroso equilíbrio da Força na Leveza, pois que tudo o que é sólido, como as nossas certezas sobre o que é Umbanda, se desmancham... no ar.
sábado, 9 de julho de 2011
sábado, 21 de maio de 2011
OPERAÇÕES CÁRMICAS - por Wagner Borges
Dedico este texto à todos os estudantes espirituais, em especial em Umbanda!
Quando o anjo do carma aparece, muita coisa muda na vida das pessoas.
De seu movimento, surgem as ondulações dos acontecimentos, a repulsão ou atração das energias, o ciclo das leis de causa e efeito.
Oportunidades e desventuras se alternam sob seu trabalho.
Que as pessoas de má intenção se acautelem, pois o anjo do carma está operando e administrando os pensamentos e atos de cada ser humano.
Quem viola as leis do equilíbrio vital, tem que arcar com as consequências inevitáveis de seus atos.
Não se trata de cobrança divina ou de punição cósmica.
É apenas o princípio natural de Causa e Efeito.
Se o equilíbrio vital é quebrado por alguém, o anjo do carma entra em ação, operando as devidas disposições cármicas* e atrelando-as ao campo espiritual do causador da ação. Não há como enganar o Universo.
O anjo do carma sabe que a pessoa é imortal e, por isso, ele não se apressa.
Sua ação pode ser agora, após a morte, ou na próxima existência...
* * *
É inexorável: as repercussões dos atos retornam ao centro que originou suas causas.
É vital: fazer o Bem sem olhar a quem e estar ligado à produção de energias sadias no contexto das vidas.
É importante: expandir a consciência e o amor por todos os planos...
É correto dizer: “se a semeadura é livre, a colheita é obrigatória!”
* * *
Os sábios espirituais orientam:
- Abstenha-se de gerar causas que levem a efeitos deletérios.
- Siga o fluxo da vida e torne-se amigo das forças sutis que movimentam as ondas de luz na existência de todos.
- Ordene os pensamentos, equilibre as emoções e seja flexível na manifestação diária.
- Prime por uma conduta ética, não por causa da opinião de alguém, mas porque isso faz bem e atrai as vibrações de seres de luz.
* * *
Medite no seguinte:
1. Você age;
2. O efeito correspondente aparece;
3. O tempo passa;
4. O anjo do carma aparece e opera as devidas equações de reajuste e equilíbrio;
5. Sob sua ação inexorável, ocorre uma série de eventos em sua vida;
6. Você se pergunta, confuso: por que isso?
7. O anjo responde invisivelmente: “a cada um segundo suas obras”;
8. Você se vê envolvido em uma teia de acontecimentos e de relações inevitáveis;
9. Você sofre;
10. Então, surgem duas opções:
- Você abre a mente e melhora sua manifestação na vida;
- Você se revolta e gera novas repercussões negativas à frente;
11. Pense em tudo o que você está lendo aqui e veja para onde sua vida o está levando;
12. Combata o egoísmo;
13. Renove a consciência;
14. FAÇA O BEM! (sem esperar recompensas);
15. O anjo do carma está sempre presente. Não duvide disto!
16. Diga não ao terror!
17. Diga SIM ao AMOR!
18. Termine as batalhas emocionais no campo de seus sentimentos;
19. Esqueça as ofensas e sinta-se livre!
20. PAZ E LUZ!
- Os Iniciados** –
(Recebido espiritualmente por Wagner Borges – Texto extraído do livro “Viagem Espiritual – Vol. 3” – Editora Universalista - 1998.)
- Notas:
* Cármicas – do sânscrito Karma - ação, causa - toda ação gera uma reação correspondente; toda causa gera o seu efeito correspondente. A esse mecanismo universal os hindus chamaram carma. Suas repercussões na vida dos seres e seus atos podem ser denominados de consequências cármicas.
** Os Iniciados - grupo extrafísico de espíritos orientais que opera nos planos invisíveis do Ocidente, passando as informações espirituais oriundas da sabedoria antiga, adaptadas aos tempos modernos e direcionadas aos estudantes espirituais do presente.
Composto por amparadores hindus, chineses, egípcios, tibetanos, japoneses e alguns gregos, eles têm o compromisso de ventilar os antigos valores espirituais do Oriente nos modernos caminhos do Ocidente, fazendo disso uma síntese universalista. Estão ligados aos espíritos da Fraternidade da Cruz e do Triângulo. Segundo eles, são “iniciados” em fazer o bem, sem olhar a quem.
domingo, 1 de maio de 2011
Cadê os defensores do bom mocismo que não vêem isso?????
Em 2009, escrevi um texto que deixo link mais abaixo, falando o que pensava sobre o assunto humor e religião, onde no caso por conta de um artigo escrito por Alexandre Cumino, onde este levantando a bandeira da defesa da Umbanda, indignava-se com um extinto quadro exibido na MTV.
Autocrítica, o bicho-papão dos umbandistas!
http://espacoabertoestudosumbanda.blogspot.com/2009/11/autocritica-o-bicho-papao-dos.html
De lá para cá, a cartilha do politicamente correto ou como gosto de chamar guia do bom mocismo não me reles não me toques se acirrou, afinal este não deixa de ser um outro lado do movimento de política de afirmações positivas ou como também gosto de chamar, farinha pouca meu pirão primeiro (tradução = depois de tanto tempo tendo direitos negados e aviltados, estimula-se e incentiva-se hoje a tomada deste mesmos direitos, nem que seja fazendo o mesmo que se fazia antes, negando e sufocando direitos alheios, entre estes, o da livre expressão de pensamento).
Off: No assim chamado movimento umbandista, temos os comandos de caça aos fomentadores de aspectos não condizentes com que se deve crer pelo que se apresenta que seja Umbanda conforme reza a cartilha do assim é e pronto!.
Off: No assim chamado movimento umbandista, temos os comandos de caça aos fomentadores de aspectos não condizentes com que se deve crer pelo que se apresenta que seja Umbanda conforme reza a cartilha do assim é e pronto!.
Seria mesmo este o preço a ser pago para ter-se os direitos (quase sempre desatrelados dos deveres) salvaguardados? Tenho comigo, numa teoria da conspiração, que a "jogada" dos que sempre estiveram na classe dos acima da lei, os exclusivos, é mesmo esta: Fazendo acreditar aos que foram alijados, que cada um por seus atributos, seja merecedor de um lugar ao sol, nem que seja num canto de laje, e assim qualquer outro, distinguido por atributo diferenciado, seja visto e repelido como estranho, enquanto que a ideia de um bem comum abrangente a todos é deitada por terra, ou numa linguagem mais aberta, quem pode mais chora menos na concessão de benesses.
Pois bem, o que dirão os bons moços destas ousadias abaixo?
COMÉDIA MTV - Nossa Senhora do Offline (Inteiro)
Marcelo Adnet - Fala sonhando que eu te escuto
E por fim, uma verdadeira aula de tolerância e radicalidade, retirado do blog do jornalista Reinaldo Azevedo;
Walter Williams
http://veja.abril.com.br/blog/reinaldo/tag/walter-williams/
Economista, negro, adversário das cotas raciais, defensor radical do livre mercado, o professor da Universidade George Mason afirma:
“Eu valorizo muito a livre associação. Quando você diz que acredita na livre associação, você deve permitir que as pessoas sejam livres para se associarem de forma que você despreza. É o verdadeiro teste do comprometimento [com o que se acredita].
Enquanto os bons moços pensam...
Paz e Luz!!!
quarta-feira, 6 de abril de 2011
Tenda Espírita São Jorge - Entrevista concedida ao blog ArtFolk
Matéria merecedora de divulgação, especialmente pelo intuito de preservação da memória da história da Umbanda com àqueles que de modo mais presente a viveram. Poucos pesquisadores nesta área, história da religião de Umbanda, conseguem manter isenção, ou seja, sem enfiar sua colher.
Junte com o que há de testemunhas que afirmam de pé junto pelo que souberam falar sobre o que aconteceu, quem sabe, sofram da mesma síndrome de Chicó, personagem do Auto da Compadecida; " Não sei, só sei que foi assim!", e pronto, olha lá o que era para esclarecer e ampliar horizontes, ajudando mais é entornar o caldo.
Destaques em vermelho meus.
http://www.artefolk.com.br/index.php/entrevistas/tenda-espirita-sao-jorge/
Tenda Espírita São Jorge
Olá queridos!
No dia 16/11/1908 foi aberta a casa Nossa Senhora da Piedade, chefiada pelo Caboclo das 7 Encruzilhadas. Em 1918 o Caboclo das Sete Encruzilhadas recebeu ordens do astral superior para fundar sete tendas para propagação da Umbanda. As Tendas receberam os seguintes nomes:
• Tenda Espírita Nossa Senhora da Guia;
• Tenda Espírita Nossa Senhora da Conceição;
• Tenda Espírita Santa Bárbara;
• Tenda Espírita São Pedro;
• Tenda Espírita Oxalá;
• Tenda Espírita São Jorge e
• Tenda Espírita São Jerônimo.
A Tenda Espírita São Jerônimo fechou, infelizmente. As outras continuam abertas e, pra nossa imensa alegria, conseguimos contato com a Tenda Espírita São Jorge.
Extremamente simpáticos e solícitos, a entrevista foi respondida pela irmã Marizeli, médium da casa e presidente do conselho, e pelo irmão Pedro Miranda, diirigente dos trabalhos espirituais. O Presidente da Tenda é o Sr. José Carlos Lopes Coelho (Tico).
Espero que gostem!
Axé!
***
ArteFolk - A Tenda Espírita São Jorge, segundo nos consta, foi fundada pouco depois do Sr. Zélio iniciar a Umbanda por um dos freqüentadores da casa em que ele fazia as reuniões. O senhor poderia nos contar um pouco da história da Tenda Espírita São Jorge?
TESJ – A Tenda Espírita São Jorge foi a sexta casa fundada com a orientação direta do Caboclo das Sete Encruzilhadas, em 15 de fevereiro de 1935. João Severino Ramos era médium da Tenda Espírita Nossa Senhora da Guia quando recebeu orientação para fundar a Tenda Espírita São Jorge, cujo mentor é um Mestre do Himalaia que veio trabalhar na seara de Umbanda na irradiação de Ogum, apresentando-se como Ogum Timbiri. João Severino Ramos, desencarnado em fins de 1973, relatava as maravilhas que assistiu, às margens do rio Macacu, onde muitos incrédulos se tornaram fiéis seguidores de Umbanda e do Caboclo das Sete Encruzilhadas. Ele era um exemplo vivo. A primeira vez que lá estivera, vira várias demonstrações da presença de um poder superior. Mas continuava descrente. E pediu uma prova que pudesse ser considerada conclusiva. Através da mediunidade de Zélio, manifestava-se nesse dia o Orixá Malê, que atuava, principalmente, no combate aos trabalhos de magia negra e na cura de obsediados. Apanhando uma pedra, o Orixá Malê jogou-a na testa de Severino. Vendo-o cair no rio, os seus companheiros correram para o socorrer, temerosos de que a correnteza o levasse. “Não se movam” – ordenou o Orixá Malê – “Ele voltará sozinho”.
Minutos depois, João Severino transpôs a margem do rio transfigurado. Incorporara uma entidade que daria, depois, o nome de Ogum Timbiri e se tornaria guia espiritual da Tenda Espírita São Jorge.
ArteFolk – Nos dias de hoje muito é discutido com relação às raízes da Umbanda. Alguns dizem que é Africana, remontando aos primórdios da civilização no continente Negro. Outros dizem que é centenária e brasileira, tendo início nas mãos do Caboclo das Sete Encruzilhadas. O senhor acha essa discussão realmente válida? E qual é a sua opinião quanto ao surgimento da Umbanda?
TESJ – Não vemos a Umbanda como uma religião ou culto afro. Vemos como uma religião brasileira. O povo e, conseqüentemente, a cultura brasileira, se caracterizam pela miscigenação, pelo sincretismo, pela inclusão. Assim, uma religião que se inicia nesta pátria tem várias raízes. Não consideramos que os seus primórdios estejam apenas no continente africano. Pensamos que teve seu início sim com o Caboclo das Sete Encruzilhadas, mas os fenômenos dos quais ela trata são tão antigos quanto o espírito do homem no planeta. Assim como Kardec não criou nada novo, apenas deu uma explicação filosófica e científica para fenômenos que estudou, o Caboclo das Sete Encruzilhadas não descobriu ou inventou nada novo, somente deu legitimidade ao trabalho de espíritos que eram excluídos de outras correntes religiosas – como o espiritismo ou kardecismo e o candomblé.
Achamos que esta discussão não é válida porque apenas cria cisões e preconceitos dentro do próprio movimento umbandista. Quanto ao surgimento oficial, para nós da Tenda Espírita São Jorge, e não poderia ser diferente, se deu com o advento do Caboclo das Sete Encruzilhadas.
ArteFolk – Na época do Caboclo das 7 Encruzilhadas, como era: a dinâmica das giras? (horários, uniformes, regras, etc)
TESJ – As giras aconteciam às segundas, quartas e sextas feira das 20 às 22 horas. O dirigente, na primeira quinta-feira de cada mês, participava das reuniões de estudo com o Caboclo das Sete Encruzilhadas. Era grande o número de médiuns e de consulentes. A Tenda funcionava então na Rua Dom Gerardo, nº 45, em prédio alugado. Quando este prédio foi requisitado pelo dono, a Tenda ficou um tempo parada enquanto se construiu, às pressas, um terreiro em Vila Isabel (Rua Senador Nabuco, 122) onde hoje funcionamos, e muitos consulentes se afastaram bem como alguns médiuns também fundaram suas próprias casas. A diminuição do corpo mediúnico fez com que as giras ficassem restritas às segundas feiras e somente algumas poucas giras festivas ocorrem em outros dias da semana. A mudança geográfica – da Praça Mauá para Vila Isabel – e a situação de risco que a cidade como um todo sofre no atual contexto também é fator que contribui para um certo esvaziamento. Quanto ao uniforme, ainda é o mesmo, semelhante ao da Tenda Espírita Nossa Senhora da Piedade e outras casas surgidas na época: guarda-pó branco com o símbolo da tenda no bolso esquerdo da parte de cima e calça branca por baixo do guarda-pó (feminino); jaleco com o símbolo da tenda no bolso esquerdo e calça branca. Em giras festivas é permitido o uso de roupas que estejam de acordo com a entidade ou orixá homenageado.
ArteFolk – E os trabalhos em si? (corimbas, atabaques, etc).
TSSJ – O trabalho em si, no que diz respeito a corimbas e atabaque continua o mesmo. Muitas corimbas são as mesmas cantadas desde 1935 e quanto ao uso de atabaque, a Tenda Espírita São Jorge iniciou sem o seu uso mas de há muito o incorporou a seus trabalhos.
ArteFolk – Como é a hierarquia dos médiuns? Havia graus como pai pequeno e assim por diante? Se havia, como esses graus eram distribuídos aos filhos?
TESJ – A Tenda Espírita São Jorge tinha um diretor dos trabalhos espirituais e dois irmãos que formavam com ele a direção dos trabalhos.
Durante muito tempo tínhamos Feliciano José Lopes – Diretor dos Trabalhos Espirituais e Tia Albina e José Cândido como auxiliares. Com a mudança da Rua Dom Gerardo para Vila Isabel a tenda sofreu algumas alterações. Atualmente temos um Diretor dos Trabalhos Espirituais.
Naquela época, tínhamos apenas, como hoje, médiuns já desenvolvidos para o trabalho de terreiro e médiuns em desenvolvimento.
ArteFolk – E hoje, vocês ainda seguem como no passado ou adaptações foram feitas?
TESJ – As adaptações são feitas como fato natural sem deixar de observar os princípios da Tenda.
ArteFolk – Fala-se também dos “desrespeitos aos fundamentos da Umbanda”, citando algumas modernizações ou apropriações feitas por alguns seguimentos, como a Umbanda Exotérica, Umbanda Branca, Umbanda de Nação. O senhor entende essas apropriações (estudos dos chakras, como exemplo) como influências negativas no culto e na prática?
TESJ – Existe apenas uma Umbanda, mas como já dissemos acima, esta é uma religião de inclusão que se constrói e se renova a cada dia e não há desrespeito a seus fundamentos desde que não se afaste da prática do amor e da caridade e do lema de que se dá de graça aquilo que de graça se recebeu. A mediunidade é um dom divino que não pode ser passível de comercialização. A Tenda Espírita São Jorge, com uma forte ligação com o Oriente, jamais poderia achar que o estudo dos chakras é um desrespeito aos fundamentos da Umbanda.
ArteFolk – Dentro dos terreiros pelo Brasil, vemos os trabalhos de linhas como baianos, boiadeiros, marinheiros, malandros, além dos conhecidos caboclos, pretos velhos, crianças e exus. Como a Tenda Espírita São Jorge encara essas linhas?
TESJ – Assim como no passado a Umbanda abraçou caboclos e pretos velhos, que eram excluídos de outros segmentos, hoje ela abraça ciganos, boiadeiros, marinheiros, malandros. A Tenda encara com naturalidade. Não consideramos linhas, mas sim entidades que se agregam a outras vibrações por suas afinidades. Boiadeiros se afinizam com Caboclos, malandros e marinheiros com Exus e Pomba Giras. Ciganos em geral com Exus e Pombas Giras, embora alguns tenham também afinidade com Caboclos.
ArteFolk – E os Orixás, para vocês, o que é o Orixá? Vocês os cultuam?
TESJ – Orixás são as vibrações das forças da Natureza e são cultuados como tal.
ArteFolk – Hoje encontramos várias federações as mais diferentes que dizem defender a Umbanda. O que o senhor acha delas?
TESJ – A grande maioria palco para a vaidade de alguns que se utilizam da Umbanda em seus próprios interesses. Algumas poucas tentam de fato e sinceramente dignificar o trabalho dos umbandistas.
ArteFolk – Temos leitores do mundo todo, o senhor gostaria de deixar alguma mensagem para eles?
TESJ – O que se poderia deixar de mensagem para todos os que sinceramente desejam seguir a sagrada lei de Umbanda é relembrar as palavras de dois grandes Caboclos: o Caboclo das Sete Encruzilhadas que nos deixou a mensagem –
Umbanda manifestação do espírito para a prática da caridade, lembrando que a nós foi dada a graça de sermos os instrumentos para esta manifestação –
e do Caboclo Mirim –
Umbanda tem fundamento e é coisa séria para quem é sério ou quer se tornar sério. Que nos tornemos então sérios trabalhadores da sagrada seara de Umbanda, praticando com amor a caridade. Sempre alerta como nos ensinou Pai Oxalá, orando e vigiando.
________________________________
Tenda Espírita São Jorge
Fundada em 15/02/1935
Rua Senador Nabuco, 122. Vila Isabel
Tel: begin_of_the_skype_highlighting (21)25764669 end_of_the_skype_highlighting
http://tendaespiritasaojorge.blogspot.com
________________________________
Umbanda – 1908-2008
Cem anos de manifestação do espírito para a prática da caridade.
________________________________
Tenda Espírita São Jorge
Fundada em 15/02/1935
Rua Senador Nabuco, 122. Vila Isabel
Tel: begin_of_the_skype_highlighting (21)25764669 end_of_the_skype_highlighting
http://tendaespiritasaojorge.blogspot.com
________________________________
Umbanda – 1908-2008
Cem anos de manifestação do espírito para a prática da caridade.
Parabéns aos idealizadores do blog ArtFolk!!! (21)25764669
quinta-feira, 31 de março de 2011
Monja Coen Sensei - Sobre a (in)tolerância
"O que nos separa mais do que tudo é o desconhecimento. Por que só discrimina, separa e se acha superior e melhor, aquele que é fraco! Aquele que ainda não entendeu que NÓS SOMOS este corpo conjunto de inter-ser. E que bom que somos diferentes! E que bom que somos brancos , amarelos, e vermelhos e negros"
"É um absurdo, como você falou, a gente fazer uma guerra dizendo que é pela paz.
Quando falam prá mim;
"Eu luto pela paz!", eu falo;
Na esperança de que muitos irmãos de fé compreendam as palavras desta Mestra, em especial no trato consigo e com os outros, que interna e externamente, são apenas diferentes, mas inter-seres deste corpo cósmico que ora habitamos.
Não há salvadores, não há heróis, não há guerreiros, não há escolhidos, há apenas a construção de cada um com aquilo que diz crer e viver!
"Umbanda é Paz e Amor,
Um mundo cheio de Luz,
É força que nos dá vida,
E a grandeza nos conduz
Avante, filhos de fé!
...levando ao mundo inteiro,
a bandeira de Oxalá!"
quarta-feira, 30 de março de 2011
APROVADA DELEGACIA DE CRIMES CONTRA INTOLERÂNCIA NO RJ
O Rio de Janeiro criará uma delegacia especializada em investigação de atos violentos e discriminatórios por racismo, intolerância religiosa e demais manifestações de preconceito.
A criação da delegacia especializada foi aprovada pela Assembleia Legislativa do Rio, que recuperou um projeto de lei de 2008 que tinha sido vetado. Os deputados derrubaram o veto, transformando em lei o projeto de autoria do deputado Átila Nunes.
O projeto teve votos contrários da bancada evangélica. Alguns deputados afirmaram que "a proposta do Átila Nunes fará com que pastores sejam impedidos de externarem suas opiniões sobre práticas demoníacas, porque poderão ser enquadrados pela nova delegacia". O projeto que data de 2008 só se tornou lei agora, porque os deputados evangélicos tentaram de todas as formas criar obstáculos para a tramitação do projeto. Para eles, "é um cerceamento da liberdade de se poder criticar a macumbaria e outras formas de manifestações ditas religiosas", numa clara crítica aos cultos afro-brasileiros.
A nova delegacia estará dedicada a registrar, investigar e adotar todos os procedimentos policiais aplicáveis nos casos de racismo e intolerância religiosa nos quais ocorra violência ou discriminação da vítima. Também oferecerá aos cidadãos um telefone gratuito para receber denúncias de agressões ou atos discriminatórios.
"O Rio de Janeiro, apesar de ser tão liberal, é o estado que mais registra casos de discriminação e preconceito racial, religioso e por condição socioeconômica ou procedência nacional", afirmou o deputado Átila Nunes, autor da proposta vitoriosa. Segundo o deputado, denúncias de racismo são registradas a cada 15 dias nas delegacias do Rio de Janeiro. Átila Nunes, afirmou que a frequência com que esses crimes ocorrem no estado justificam a criação de uma delegacia especializada. Ele citou ainda os casos de ofensas a obesos.
Átila disse que a ideia partiu de seu filho, Átila Nunes Neto, que chamou atenção para a necessidade do Rio de Janeiro ter uma delegacia especializada para crimes contra intolerância, em razão da quantidade de casos registrados, que incluem até depredações de centros umbandistas.
Caberá à delegacia registrar, investigar, abrir inquérito e adotar os demais procedimentos policiais nos casos que envolvam violência ou discriminação. De acordo com a proposta, a delegacia deverá disponibilizar atendimento telefônico gratuito para receber denúncias
ÍNTEGRA DO PROJETO DE LEI Nº 1609/2008 QUE CRIA A DELEGACIA DE CRIMES RACIAIS E DELITOS DE INTOLERANCIA – DECRADI =
Autor: Deputado Átila Nunes =
A ASSEMBLÉIA LEGISLATIVA DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO RESOLVE:
Art. 1º - Fica criada a Delegacia de Crimes Raciais e Delitos de Intolerância – DECRADI, com a finalidade de combater todos os crimes praticados contra pessoas, entidades ou patrimônios públicos ou privados, cuja motivação seja o preconceito ou a intolerância.
Art. 2º - Compete à DECRADI, registrar, investigar, abrir inquérito e adotar os demais procedimentos policiais necessários, nos casos que envolvam violência ou discriminação contra as pessoas, objetivando a efetiva aplicação da Legislação em vigor e assegurar os direitos de todos os cidadãos, independente de cor, raça ou credo religioso.
Art. 3º - A DECRADI disponibilizará uma linha telefônica 0800 com o objetivo de receber denúncias e informações sobre discriminação ou desrespeito à cidadania ou qualquer outro tipo de agressão.
Art. 4º - As despesas decorrentes da aplicação desta Lei correrão por conta do Orçamento do Estado, que fica autorizado a abrir crédito suplementar.
Art. 5º - Esta lei entrará em vigor na data de sua publicação, revogadas as disposições em contrário.
Plenário Barbosa Lima Sobrinho, 10 de Junho de 2008.
DEPUTADO ÁTILA NUNES
JUSTIFICATIVA
A luz dos últimos acontecimentos amplamente divulgados na mídia falada, escrita e televisionada, que demonstram ser grande o preconceito e a intolerância, seja racial, religiosa ou de cor, com fatos, onde a violência e o desrespeito contra as pessoas tem sido a causa principal de atos de vandalismo, agressões físicas e verbais.
Toda imprensa noticiou recentemente a perseguição religiosa sofrida pelos umbandistas, sendo expulsos das comunidades por membros do tráfico de drogas ou templos umbandistas sendo invadidos e depredados por seguidores de outras religiões.
Faz-se necessário criar uma delegacia especializada para o atendimento desses casos, tendo em vista o aumento contínuo das ocorrências de crimes, cada vez mais violentos e graves, que merecem todo o amparo por parte do Poder Público, para cumprir o que determina os incisos VI e VIII do art. 5º Constituição Federal, garantindo-se assim o direito a liberdade, a vida e a segurança.
Pelo exposto, conto com o apoio dos meus pares na aprovação do presente projeto.
domingo, 13 de fevereiro de 2011
Entrevista com Leal de Souza
Entrevista com Leal de Souza, publicada no "Jornal de Umbanda" de outubro de 1952, com o título de UMBANDA - uma Religião típica do Brasil.
"Leal de Souza, poeta, escritor e jornalista e um dos mais antigos umbandistas do Brasil. Dirige a Tenda N. Sª da Conceição, considerada por José Álvares Pessoa, uma das Tendas mestras".
Diz Leal de Souza: - "A Linha Branca de Umbanda é realmente a Religião Nacional do Brasil, pois que, através dos seus ritos, os espíritos ancestrais, os pais da raça, orientam e conduzem a sua descendência. O precursor da Linha Branca foi o Caboclo Curugussu, que trabalhou até o advento do CABOCLO DAS SETE ENCRUZILHADAS que a organizou, isto é, que foi incumbido, pelos guias superiores, que regem o nosso ciclo psíquico, de realizar na terra a concepção do Espaço. Esse espírito une a intransigência à doçura. Quando se apresentou pela primeira vez, em 15 de novembro de 1908, para iniciar a missão. mostrou-se como um velho de longa barba branca; vestia uma túnica alvejante; que tinha em letras luminosas a palavra CARIDADE.
Depois, de longos anos, assumiu o aspecto de um caboclo vigoroso; hoje é uma claridade azul no ambiente das Tendas. A sua missão é, portanto, a de preparar espíritos encarnados e desencarnados que deverão atuar no espaço e na terra, na época futura em que ocorrerá um acontecimento da importância do advento de Jesus no mundo antigo. O CABOCLO DAS SETE ENCRUZILHADAS chama Umbanda os serviços de caridade, a demanda os trabalhos para neutralizar ou desfazer os da magia negra. A organização da Linha é um primor minucioso. Espanta a sabedoria dos espíritos que se apresentam como caboclos e pretos velhos a que são tanto mais humilde e quanto mais elevados. Em geral, as pessoas que frequentam as sessões, não as conhecem na plenitude da sua grandeza, porque tratam do seu caso pessoal, sem tempo para outras explanações. O CABOCLO DAS SETE ENCRUZILHADAS, que é dotado de rara eloquência, quando se manifesta em público, costuma adaptar a sua linguagem à compreensão das pessoas menos cultas, que consideradas como sendo as mais necessitadas de conforto espiritual. Foi esse espírito que há vinte anos, conforme ficou apurado num inquérito policial, reproduziu o milagre do Divino Mestre, fazendo voltar á vida, uma moça cuja morte fora atestada pelos médicos. PAI ANTÔNIO, o principal auxiliar do Caboclo das Sete Encruzilhadas, e que baixa pelo mesmo aparelho, ZÉLIO DE MORAES, e que eu já vi discutir medicina com os doutores. É o espírito mais poderoso do meu conhecimento. A seguir, Leal de Souza referiu-se a outras Entidades que baixaram em Tendas de Umbanda: na Tenda São Jerônimo, há entre outros, dois espíritos de grande poder e vasta ciência, que utilizam o mesmo aparelho, Anísio Bacinca; pai João da Costa do Ouro e o Caboclo da Lua. Este, quando saiu da minha Tenda para fundar a de Xangô, estava ditando a um oficial do Exército um livro sobre o "Império dos Incas".
O chefe do Terreiro da Tenda de Oxalá é Pai Serafim e seus trabalhos tem produzido milagres; baixa por Paulo Lavoir, médium como não há muitos. Pai Elias, baixa pelo doutor Maurício Marques Lisboa, presidente da Tenda Filhos de Santa Bárbara. É velhíssimo e sapientíssimo. Segundo outros guias, esse espírito numa de suas encarnações, foi Sumo Sacerdote da Babilônia e depois Papa, em Roma, para chegar como preto-velho no terreiro de Umbanda. Nota-se que Pai Elias foi Sumo Sacerdote, mas o seu aparelho não é Sumo Sacerdote de Umbanda. O individuo que se envaidece desse título seria um doente de vaidade e morreria de ridículo... Catumbé, da Tenda São Miguel, baixa por Luiz Pires: é filósofo e alquimista. Pai Vicente, que baixa pela Sra. Corina da Silva, presidente da Tenda de Pedro, na Ilha do Governador, é um espírito de um saber profundo, que abrange a literatura, a filosofia de todos os tempos. Os seus trabalhos produzem efeitos miraculosos.
Citei apenas alguns espíritos de meu conhecimento, pois como esses, os há em todas as Tendas. Não esqueçamos que o labor desses espíritos tem duas finalidades: atrair a criatura e ensiná-la a amar e a servir o próximo. Com sua manifestação, pelo corpo dos médiuns, provam a imortalidade da alma e os benefícios que fazem, servem para elevar o beneficiário, pela meditação ao culto e ao amor ao Deus e, portanto, a prática de suas leis"
Retirado do livro "Umbanda e o Poder da Mediunidade", Matta e Silva, 3ª edição revista e atualizada, 1987, Editora Freitas Bastos.
"Leal de Souza, poeta, escritor e jornalista e um dos mais antigos umbandistas do Brasil. Dirige a Tenda N. Sª da Conceição, considerada por José Álvares Pessoa, uma das Tendas mestras".
Diz Leal de Souza: - "A Linha Branca de Umbanda é realmente a Religião Nacional do Brasil, pois que, através dos seus ritos, os espíritos ancestrais, os pais da raça, orientam e conduzem a sua descendência. O precursor da Linha Branca foi o Caboclo Curugussu, que trabalhou até o advento do CABOCLO DAS SETE ENCRUZILHADAS que a organizou, isto é, que foi incumbido, pelos guias superiores, que regem o nosso ciclo psíquico, de realizar na terra a concepção do Espaço. Esse espírito une a intransigência à doçura. Quando se apresentou pela primeira vez, em 15 de novembro de 1908, para iniciar a missão. mostrou-se como um velho de longa barba branca; vestia uma túnica alvejante; que tinha em letras luminosas a palavra CARIDADE.
Depois, de longos anos, assumiu o aspecto de um caboclo vigoroso; hoje é uma claridade azul no ambiente das Tendas. A sua missão é, portanto, a de preparar espíritos encarnados e desencarnados que deverão atuar no espaço e na terra, na época futura em que ocorrerá um acontecimento da importância do advento de Jesus no mundo antigo. O CABOCLO DAS SETE ENCRUZILHADAS chama Umbanda os serviços de caridade, a demanda os trabalhos para neutralizar ou desfazer os da magia negra. A organização da Linha é um primor minucioso. Espanta a sabedoria dos espíritos que se apresentam como caboclos e pretos velhos a que são tanto mais humilde e quanto mais elevados. Em geral, as pessoas que frequentam as sessões, não as conhecem na plenitude da sua grandeza, porque tratam do seu caso pessoal, sem tempo para outras explanações. O CABOCLO DAS SETE ENCRUZILHADAS, que é dotado de rara eloquência, quando se manifesta em público, costuma adaptar a sua linguagem à compreensão das pessoas menos cultas, que consideradas como sendo as mais necessitadas de conforto espiritual. Foi esse espírito que há vinte anos, conforme ficou apurado num inquérito policial, reproduziu o milagre do Divino Mestre, fazendo voltar á vida, uma moça cuja morte fora atestada pelos médicos. PAI ANTÔNIO, o principal auxiliar do Caboclo das Sete Encruzilhadas, e que baixa pelo mesmo aparelho, ZÉLIO DE MORAES, e que eu já vi discutir medicina com os doutores. É o espírito mais poderoso do meu conhecimento. A seguir, Leal de Souza referiu-se a outras Entidades que baixaram em Tendas de Umbanda: na Tenda São Jerônimo, há entre outros, dois espíritos de grande poder e vasta ciência, que utilizam o mesmo aparelho, Anísio Bacinca; pai João da Costa do Ouro e o Caboclo da Lua. Este, quando saiu da minha Tenda para fundar a de Xangô, estava ditando a um oficial do Exército um livro sobre o "Império dos Incas".
O chefe do Terreiro da Tenda de Oxalá é Pai Serafim e seus trabalhos tem produzido milagres; baixa por Paulo Lavoir, médium como não há muitos. Pai Elias, baixa pelo doutor Maurício Marques Lisboa, presidente da Tenda Filhos de Santa Bárbara. É velhíssimo e sapientíssimo. Segundo outros guias, esse espírito numa de suas encarnações, foi Sumo Sacerdote da Babilônia e depois Papa, em Roma, para chegar como preto-velho no terreiro de Umbanda. Nota-se que Pai Elias foi Sumo Sacerdote, mas o seu aparelho não é Sumo Sacerdote de Umbanda. O individuo que se envaidece desse título seria um doente de vaidade e morreria de ridículo... Catumbé, da Tenda São Miguel, baixa por Luiz Pires: é filósofo e alquimista. Pai Vicente, que baixa pela Sra. Corina da Silva, presidente da Tenda de Pedro, na Ilha do Governador, é um espírito de um saber profundo, que abrange a literatura, a filosofia de todos os tempos. Os seus trabalhos produzem efeitos miraculosos.
Citei apenas alguns espíritos de meu conhecimento, pois como esses, os há em todas as Tendas. Não esqueçamos que o labor desses espíritos tem duas finalidades: atrair a criatura e ensiná-la a amar e a servir o próximo. Com sua manifestação, pelo corpo dos médiuns, provam a imortalidade da alma e os benefícios que fazem, servem para elevar o beneficiário, pela meditação ao culto e ao amor ao Deus e, portanto, a prática de suas leis"
Retirado do livro "Umbanda e o Poder da Mediunidade", Matta e Silva, 3ª edição revista e atualizada, 1987, Editora Freitas Bastos.
Assinar:
Postagens (Atom)