terça-feira, 7 de outubro de 2008

A VC JOÃO CARLOS!

Puxa que bom poder escrever sobre vc João Carlos. Eu que sempre busquei estar com gente boa como amigo, na maioria das vezes quebrei a cara ( viu o que é que dá acreditar mais nos outros do que em si mesmo?) fui encontrar e de modo virtual um grande irmão (nada de 1984 por favor hein?). Mais do que um Irmão de Fé, um Irmão de Alma mesmo.

Tantas pessoas passam por nossas vidas e poucas muito poucas mesmo deixam suas indeleveis impressões em nossos corações, a grande maioria deixa cicatrizes que demoram prá curar.

Por isso mesmo, tenho sido orientado a dar valor e atenção aos verdadeiros AMIGOS, aos que são Amigos em si e de si mesmos.

A vc que admiro, respeito e guardo do lado esquerdo fo peito. A vc que com sua maravilhosa rabugice (que dupla formaríamos na praça, nenhum outro veínho sobreviveria, rsrsrsrsrsrs).

A vc Amigo querido, de todo meu coração NOSSOS (MEU E DONA ONÇA WICCA) abraço e.....


PARABÉNS! NÃO ESQUEÇA DE ENCOMENDAR MUITA GEMADA COM AMENDOIM E CARACU (OSTRAS DEVEM SER MUITO CARAS MESMO AÍ NO RJ).

EM ÚLTIMO CASO, VAI DE AZULZINHO (não, não é viagra é prozac mesmo)!

rsrsrsrsrsrsrsrsrsrsrsrsrs


SORRIA E SIGA O SOL!

ELE BRILHA MESMO PRÁ NÓIS RANZINZAS, LÍNGUAS-PRETAS!


Paz e Luz!

segunda-feira, 6 de outubro de 2008

O ALABÊ DE JERUSALÉM - A ÓPERA

Olá! É mexe aqui, mexe acolá e encontramos coisas na internet que maravilham nossos olhos, ouvidos e corações.

Absolutamente maravilhoso esta Ópera, que fala sobre um africano que conheceu Jesus e volta 2.000 anos depois para contar sua história. Hoje, este espírito é identificado como O Alabê de Jerusalém. A autoria desta Ópera é de Altay Veloso.

Visite o site e delicie-se com os textos, fotos e vídeos;



http://blog.oalabeloja.com/



http://www.youtube.com/watch?v=v4jFjgX-UYE



http://www.oalabeloja.com/loja/snoticias.asp




Um título de matéria que muito me emocionou: Amor e Ética ultrapassam religião.

Absolutamente perfeito! Um dia, um dia viveremos estas verdades em toda plenitude.


Paz e Luz!

sábado, 4 de outubro de 2008

Meus respeitos a quem os merece 02

Vixe! Hoje eu tô inspirado (e tbm sem nada prá fazer,rsrsrsrsrs).

Este vídeo eu já conhecia há muito e acredito que vc também. É curtinho, mas para àqueles que como Pai Agenor Miranda Rocha, possuidores de sabedoria e profundidade, é proseando que vai-se ensinando e para quem tem olhos, ouvidos e humildade, vai se aprendendo;

Pai Agenor Miranda Rocha
http://www.youtube.com/watch?v=jolSVI5FHVo



Meus agradecimentos hoje e sempre,

Paz e Luz!

Ô DEIXA A UMBANDA MELHORAR!

Olá! Que a Paz esteja contigo que me lê! Se já não falei antes, faço agora, comprei assim que foi lançado o cd TODO MUNDO QUER UMBANDA, Pai Pedro Miranda, Ayom Records. É que alegria pude sentir a cada verso, a cada ponto cantado. Como minha consciência se expandiu em esclarecimentos pelas visões que pude ter nas paisagens às quais fui levado neste cd, que aliás é duplo.

Pude relembrar ou melhor foi aberto em minha mente o portal para retornar as lembranças de minha infância no terreiro de minha avó, Dona Angelina, Mãe Mina, Tenda de Umbanda do Caboclo Rompe Mato, meu Pai Espiritual e ainda hoje Patrono Espiritual de nossa Tenda.

Como é gratificante ouvir pontos de Umbanda em sua originalidade, muito ao contrário do show business que se transformou o enxame de cantores e "músicas" que é oferecido ao Povo de Santo da Umbanda, sedento de exaltação, mas arredio quando o assunto é estudar, questionar e olhar para o passado enquanto tradição.

Deixo para leitura esta matéria encontrada aqui: http://www.acervoftu.blogspot.com/

Pai Pedro Miranda, meu Saravá Fraterno de umbandista e filho de fé!

Parabéns Ayom Records por este resgate.

Monday, September 29, 2008

Pai Pedro Miranda na FTU!!! SENSACIONAL!!


Pai Pedro Miranda nas dependências da Ayom Records:
disposição, bom humor e espiritualidade

Texto: William de Ayrá (Obashanan)

Fotos: Antônio Luz (Aratish) e Yatacyara (Vivian Lerner)

Pai Pedro desce do carro cantando quando chega do aeroporto, trazido por nosso irmão Ivanildo o Aratiara, um dos alabês da Ordem Iniciática do Cruzeiro Divino. Nada de bagagem, apenas sua bengala e um saquinho com seus documentos. No pescoço uma guia de Exu cruzada com Omulu, seu orixá, guia essa que ganhou do Exu Sr. Capa Preta, quando veio à FTU pela primeira vez. "Eu nunca a tiro do pescoço." - nos disse quando da sessão de gravação na Cabana de Pai Omulu no Rio. "A coloco sempre ao lado da minha cama quando vou dormir. É minha companheira!"
Mesmo para quem já o conhece é surpreendente sua disposição e no que pese sua idade, parece que a vivência por quase oito décadas convivendo com milhares de terreiros por esse Brasil afora em nada afetaram sua alegria e sua fé nas coisas da "Banda".
"Cara, ele cantou o caminho inteiro!", diz Aratiara, me olhando com o mesmo espanto que tive quando conheci Pai Pedro Miranda nas dependências da FTU. Um misto de alegria e respeito, pois aqueles pontos trazem importantíssimas informações do passado do Movimento Umbandista, que afinal de contas estavam se perdendo e assim como eu, Aratiara é um amante dos cânticos e invocações das religiões brasileiras. "É que ele é um mestre que ensina cantando..." respondi, correndo para abrir a porta da sede da Ayom Records para Pai Pedro ir descansar. Ao entrar, seu vozeirão já emendou um ponto bem antigo de saudação: "Quando nessa casa entrei, eu louvei a cumeeira, eu louvei dono da casa, eu louvei família inteira..." Eu sabia que não haviam intenções rituais em seu canto, mas como a voz tem axé, vai saber... sua louvação estava mais que bem vinda.


Emocionados todos aplaudiam Pai Pedro de pé ao final de cada ponto

Sentou-se à mesa e pediu um copo d'água. Só. Homem simples, Pai Pedro não se interessa por grandes festejos e honrarias. Mas gosta de uma prosa e iniciamos uma conversa bem longa sobre a Umbanda do passado, seus personagens e suas curiosidades, enquanto preparávamos o almoço. Toca o celular, é um dos seus filhos de santo, o Renato, que estava a caminho, ele e mais três vinham do Rio de Janeiro de carro. Parecia preocupado. Digo-lhe que Pai Pedro está bem e corro para atender agora a campainha, consciente de que hoje em dia somos escravos de ruídos eletrônicos. Era Hilário Bispo, o Babal'Arena, que vinha entrevistar Pai Pedro para seu blogue. Já de cara se afinizaram, dois batutas bons de papo, umas três horas de conversa gravada (que em breve disponibilizaremos aqui no Ayom) que não foi interrompida nem com a carne de panela com arroz e feijão.
Entre uma lembrança e outra, Pai Pedro cantava sempre um ponto que havia ouvido num terreiro aqui, noutro ali e com sua memória excepcional lembrava-se dos fatos com uma riqueza de detalhes impressionante, desde o nome dos envolvidos até o endereço dos terreiros em questão. Contou-nos histórias incríveis dos tempos de Pai Zélio de Morais, da fundação da Tenda São Jorge, e de outros personagens importantíssimos para o povo do santo, tais como Pai Tancredo da Silva Pinto, Pai Joãozinho da Gomeia, Pai Matta e Silva e muitos outros eventos tais como a incrível manifestação do Exu Sete da Lira, um marco na história da religiosidade brasileira, que em breve também contaremos aqui. E sempre, claro, lembrando pontos cantados, de raiz e de louvação.



Os alabês da FTU e da Cabana de Mestre Omulu, juntos,
acompanhando Pai Pedro Miranda
Depois de quase uma centena de cafezinhos e muitas cachimbadas, em meio a risadas e boas lembranças, nos dirigimos para a FTU, onde quase trezentas pessoas aguardavam ansiosamente a sua presença. Ao ser anunciado, Pai Pedro fêz uma quase-prece de abertura, louvando a todos os Orixás, guias e protetores de nossa Umbanda e pedindo permissão para que ele pudesse cantar suas invocações e louvações naquele espaço sagrado.

Trezentas pessoas se aglomeraram para ver Pai Pedro Miranda
na Faculdade de Teologia Umbandista

Então, surpresa, o que se viu foi a presença de um artista extremamente profissional, com perfeita consciência de espaço e de um carisma com o público só visto em grandes cantores. Se a FTU pretende aproximar os saberes acadêmicos dos tradicionais, a apresentação de Pai Pedro foi um grande exemplo da unidade que se pode conseguir neste quesito, quando o assunto é música.
Uma curiosidade, que exemplifica a impressionante memória de Pai Pedro Miranda é o fato de que em seu disco, duplo, podemos ouvir mais de quarenta cantigas. Pai Pedro cantou apenas três delas em sua apresentação, que durou duas horas. Todas os outros pontos apresentadas foram vindo na hora, "inéditos", jamais gravados, cantigas antiqüíssimas, já completamente esquecidas e que foram relembrados facilmente por ele. Começou com pontos incríveis de Preto Velho. Num deles, repentinamente se empolgou, jogou a bengala para o cambone e saiu para o meio da galera, puxando uma roda onde todos dançaram extasiados.
Pai Pedro fez uma emocionante louvação aos Caboclos

Depois com uma saudação maravilhosa aos caboclos, mandou mais meia hora de pontos incríveis de nossos ancestrais da raça vermelha. A platéia era toda ouvidos. Muitos dos pontos eram clássicos da invocação umbandista e a maioria desconhecidos. Uma pausa de 15 minutos, Pai Pedro foi abraçado por Pai Rivas, que sempre aberto a todas as formas de Umbanda, ratificou o convite para que Pai Pedro comparecesse no I Congresso de Umbanda do Século XXI a ser realizado em novembro. Pai Pedro descansou um pouco e respondeu a perguntas de vários irmãos umbandistas, curiosos que estavam por conhecerem detalhes e curiosidades da Umbanda dos primeiros anos.
Pai Pedro encerrou o evento com pontos de Yemanjá e Xangô
Pai Pedro voltou cantando pontos de Yemanjá e de Xangô, regendo os alabês como faz um maestro com sua orquestra e numa emocionante despedida, saudou a corimba e os alabês e a todos os presentes. Finalizado o evento, o levamos para descansar, não sem antes ele cantar para alguns irmãos uns pontinhos de Omulu e de Boiadeiros. No dia seguinte, seguimos ao aeroporto, Pai Pedro como sempre alegre e disposto, brincando com os funcionários da empresa aérea. Ao nos despedirmos, ouvimos Pai Pedro de longe, cantando baixinho ao entrar no embarque: "...deixa a Umbanda melhorar... deixa a Umbanda melhorar..." Sim, senhores, que a Umbanda possa sempre melhorar, produzindo homens que se dedicam tanto a ela como Pai Pedro, este exemplo de ser humano e Umbandista, doando-se de alma, mais do que de corpo - como deve ser com quem chega a sua idade com vontade de trabalhar pela espiritualidade - atento à idéia sempre viva de que Umbanda é trabalho, fé, amor e caridade, mas acima de tudo Umbanda é alegria e felicidade.

Ayan Irê Ô!

quinta-feira, 2 de outubro de 2008

Somos um país de analfabetos

Por Deus! E ainda tem àqueles que vendem a ílusão de que se tivermos um representante neste ou naquele lugar, o nosso povo terá x ou y benefícios. Quando será que o bem comum estará na pauta, ao invés de se afundarem as trincheiras?


"A verdadeira democracia tem de oferecer

todos o direito de saber ler e escrever,

pensar, questionar e escolher"

Segundo pesquisa do confiável IBGE, estamos num vergonhoso lugar entre os países da América Latina, no que diz respeito à alfabetização. O que nos faltou e tanto nos falta ainda? Posso dizer que tem sobrado ufanismo. Não somos os melhores, não somos invulneráveis, somos um país emergente, com riquezas ainda nem descobertas, outras mal administradas. Somos um povo resistente e forte, capaz de uma alegria e fraternidade que as quadrilhas, o narcotráfico e a assustadora violência atuais não diminuem. Um povo com uma rara capacidade de improvisação positiva, esperança e honradez.

O sonho de morar fora daqui para escapar não vale. Na velha e sisuda Europa não há um sol como este. Recordo meu espanto na primeira estada por lá, num verão, vendo o sol oblíquo e pálido. Lá não se ri, não se abraça como aqui. Eles trabalham mais e ganham mais, é verdade. A pobreza por lá é menos pobre porque, se fosse miserável, morreriam todos de frio na primeira nevasca. O salário-desemprego é tão bom que, infelizmente, muitos decidem viver só com ele: o mercado de trabalho lá também é cruel, e com os estrangeiros, nem se fala. Em muitas coisas somos muito melhores.

Mas somos um país analfabeto. Alfabetizado não é, já disse e escrevo freqüentemente, aquele que assina seu nome, mas quem assina um documento que leu e compreendeu. A verdadeira democracia tem de oferecer a todos esse direito, pois ler e escrever, como pensar, questionar e escolher, é um direito. É questão de dignidade. Quando eu era professora universitária, na década de 70, já recebíamos nas faculdades vários alunos que mal conseguiam escrever uma frase e expor um pensamento claro. "Eu sei, mas não sei dizer nem escrever isso" é uma desculpa pobre. Não preciso ser intelectual, mas devo poder redigir ao menos um breve texto decente e claro. Preciso ser bem alfabetizado, isto é, usar meu instrumento de expressão completo, falado e escrito, dentro do meu nível de vida e do nível de vida do meu grupo.

Para isso, é essencial uma boa escola desde os primeiros anos, dever inarredável do estado. Não me digam que todas as comunidades têm escolas e que estas têm o necessário para um ensino razoável, para que até o mais pobre e esquecido no mais esquecido e pobre recanto possa se tornar um cidadão inteiro e digno, com acesso à leitura e à escrita, isto é, à informação. Um sujeito capaz de fazer boas escolhas de vida, pronto para se sustentar e que, na grave hora de votar, sabe o que está fazendo. Enquanto alardeamos façanhas, descobertas, ganhos e crescimento econômico, a situação nesse campo está cada vez pior. Muito menos pessoas se alfabetizam de verdade; dos poucos que chegam ao 2º grau e dos pouquíssimos que vão à universidade, muitos não saem de lá realmente formados. Entram na profissão incapazes de produzir um breve texto claro. São desinteressados da leitura, mal falam direito. Não conseguem se informar nem questionar o mundo. Pouco lhes foi dado, pouquíssimo lhes foi exigido.

A única saída para tamanha calamidade está no maior interesse pelo que há de mais importante num país: a educação. E isso só vai começar quando lhe derem os maiores orçamentos. Assim se mudará o Brasil, o resto é conversa fiada. Investir nisso significa criar mais oportunidades de trabalho: muito mais gente capacitada a obter salário decente. Significa saúde: gente mais bem informada não adoece por ignorância, isolamento e falta de higiene. Se ao estado cabe nos ajudar a ser capazes de saber, entender, questionar e escolher nossa vida, é nas famílias, quando podem comprar livros, que tudo começa. "Quantos livros você tem em casa, quantos leu este mês? E jornal?", pergunto, quando me dizem que os filhos não gostam de ler. Família tem a ver com moralidade, atenção e afeto, mas também com a necessária instrumentação para o filho assumir um lugar decente no mundo. Nascemos nela, nela vivemos. Mas com ela também fazemos parte de um país que nos deve, a todos, uma educação ótima. Ela trará consigo muito de tudo aquilo que nos falta.

Lya Luft. Veja num. 2080

Por dentro da Igreja Universal

Este e outros textos podem ser encontrados no blog http://deldebbio.wordpress.com/


“Você daria um presente com o valor
de um real para alguém? E para Deus?”

Pastor Israel

Vendendo a alma a Deus
Todo mundo sabe que vender a alma para o diabo não é um bom negócio. Você está na pior, endividado, passando fome e sem perspectivas. O demônio surge lhe oferecendo uma melhora de vida substancial, dinheiro vivo, mulheres em abundância, casa, piscina e champagne liberado em troca de uma única assinatura. Você assina, mal sabendo que acaba de vender sua alma ao demônio, e que só vai reencontrá-la no inferno. Menos mal que ainda tenha toda a vida terrena para aproveitar, antes de passar o resto da eternidade em algum círculo de Dante.

Agora imagine se ao invés de lhe dar prontamente uma vida melhor, o diabo pedir um sacrifício, uma doação espontânea e de coração, de uma quantia em dinheiro que certamente irá lhe fazer falta. Você resiste, mas ele bate o pé e diz que este é o desafio que terá de cumprir se quiser ter um retorno material abundante. Soa como um absurdo? Pois é assim que o Deus da Igreja Universal do Reino de Deus (IURD) concede graças aos fiéis. Ele cobra, determina prazos, afirma que se o desafio for mantido, sua vitória será inevitável e nada ficará no seu caminho. “Arrasador”, murmura ele ao pé do ouvido.

Tudo bem, você diz. Afinal, Deus é Deus, dá pra confiar. O problema é que nos cultos da Igreja Universal do Reino de Deus não é ele quem fala, mas gente de carne e osso. São os pastores que pedem seu dinheiro, tentam convencê-lo que as notas guardadas no seu bolso são sujas e não lhe pertencem. Abra mão delas e o caminho da salvação se lançará a sua frente. Diluídos na massa de fiéis, todos são cobrados igualmente, convocados a provar sua fé mediante pagamento à vista. E a maioria paga. À vista dos olhos atentos do pastor.

O Império da Fé
A Igreja Universal do Reino de Deus (IURD) foi fundada em 9 de julho de 1977 no Rio de Janeiro pelo Sr. Edir Macedo, então pastor da igreja evangélica Nova Vida. Dez anos depois de se converter ao pentecostalismo, Macedo abandonou a igreja, abriu oficialmente as portas da IURD em um pequeno local do subúrbio carioca e se autoproclamou bispo. Nos primeiros anos de culto sua igreja apenas sobrevivia, até que uma fiel vendeu um terreno e doou o dinheiro para os cofres da igreja. Edir Macedo usou o capital para comprar 10 minutos diários na rádio Metropolitana.

A palavra de Edir Macedo propagada pelas ondas de rádio logo daria início à igreja que atualmente mais cresce no mundo. Quase trinta anos depois do primeiro culto, o fundador da Universal é dono de dois jornais com tiragem superior a um milhão de exemplares, trinta rádios e uma rede nacional de tv. Cerca de seis milhões de fiéis freqüentam as reuniões em algum dos mais de dois mil templos espalhados por todo o país, e nas últimas eleições trinta e quatro deputados se elegeram sob a tutela da IURD.

Em Porto Alegre fica a sede estadual da IURD no RS, conhecida como Templo Maior ou Catedral da Fé. Além deste, há muitos outros espalhados pela cidade. Há sedes regionais, que se localizam nos principais bairros de Porto Alegre e coordenam as igrejas locais, que atendem comunidades pequenas e localizadas. Todos os templos da cidade respondem à sede de Júlio de Castilhos, e este à sede nacional, a Catedral da Fé em São Paulo. Há ainda uma sede mundial, em Del Castilho, no Rio de Janeiro, para qual todos os templos do mundo devem prestar contas, direta ou indiretamente.

A Igreja Universal é um fenômeno inegável e sua crescente influência política e midiática tem papel fundamental na disseminação da igreja por todo o Brasil e o mundo. Mas as transmissões pelas tvs, os pronunciamentos de rádio e os textos nos jornais não dizem mais do que uma ínfima parte do que realmente significa ser fiel da Universal. Ter a fé verdadeira, a “fé inteligente” são conceitos que o público só conhece quando entra nos templos em horário de culto.

A “fé inteligente” é uma expressão cunhada por Edir Macedo, que significa uma crença que não se baseia no emocional, mas em uma força sobrenatural apoiada por experiências reais. Nos cultos e na tv é comum o pastor se referir ao público pedindo-lhe para não se deixar mover pelo sentimento, demonstrando assim “atitudes de fé verdadeira”. Em boas palavras, assinar um cheque de 1000 reais no momento em que o pastor pede, com a consciência do retorno garantido daquele dinheiro multiplicado pelo tamanho da fé com que foi depositado, é um belo exemplo de uma atitude assim. Há uma estranha inversão de parâmetros aqui, quando normalmente o que deve impedir uma pessoa de doar seu dinheiro espontaneamente para fundos escusos é a razão, os pastores dizem que é a emoção, o que confere um ar de irracionalidade ao indivíduo que prefere ficar com o próprio dinheiro.

Para compreender este e outros conceitos, os pilares de pregação da IURD, os meios pelos quais a Universal age e cresce tão vertiginosamente, não é recomendado ficar parado. Se a IURD ganha mais terreno a cada dia, é porque tem dinheiro para se expandir, se tem dinheiro, é porque as pessoas doam, e se doam mesmo passando por toda sorte de dificuldades na vida, tem de haver um motivo. Fui à sede de Júlio de Castilhos nos dias de maior movimento e pude olhar nos olhos dos desesperados e necessitados que oram, clamam e dão tudo o que têm para abastecer os cofres dos templos.

Aula de Marketing com a Universal
Um dos diferenciais da Igreja Universal é a realização de cultos segmentados. Cada dia da semana é destinado a atingir um público. Nas palavras do pastor Maurício, “é para permitir que todos alcancem Jesus. Se não fizéssemos cultos para cada grupo, atingiríamos sempre o mesmo público, deixando de lado os que precisam de uma reunião mais voltada às suas necessidades”. O Congresso Empresarial é uma reunião voltada para comerciantes, empresários e pessoas com problemas financeiros em geral. Acontece na segunda-feira sob os cuidados do pastor Israel e é altamente propagandeado durante todo fim de semana pelos canais da Universal. No culto, Israel guia as orações dos 318 pastores presentes, determinando a vitória e o sucesso financeiro da platéia.

Era segunda-feira, entrei um pouco acuado pelo tamanho da estrutura interna do templo. Ao chegar, há uma espécie de lobby, uma ante-sala onde os freqüentadores conversam entre si ou recebem orientações dos pastores antes do início do culto. Ali ficam portas de vidro para o local real de celebração, uma enorme sala com incontáveis fileiras de bancos dispostos em conjuntos que cortam a sala verticalmente, todas obviamente de frente para o altar, que fica elevado a pouco mais de um metro e meio do chão. Cinco mil assentos compõem o espaço para o público.

Às sete o movimento parecia fraco, mas o congresso empresarial é dia de casa cheia. Aos poucos chegam os fiéis, alguns de terno, carregando maletas, vindos direto do trabalho. Outros mais à vontade, vestindo roupas casuais e acompanhados da mulher e por vezes dos filhos. Antes do início do culto, os pastores correm as fileiras, parando para conversar com aquele senhor com cara de comerciante, o marido cheio de dívidas na loja ou a mulher com jeito de empresária. Neste dia, o público se distingue por ser mais bem arrumado, é a nata da Universal. Sentado, vendo a dedicação das centenas de pastores em ceder seu tempo e sua lábia para aconselhar os presentes, não é difícil de perceber que o congresso é um dia especial para a Universal.

Sete e meia em ponto começa o show. A multidão aglomerada nos lugares próximos do altar, cerca de três mil distribuídos pela igreja, se levanta e começa a bater palmas para a entrada triunfal do pastor, que chega aos gritos de “Palmas para Jesus!”. Israel fala alto no microfone, gesticula com força, se move constantemente e impõe-se de forma admirável, sua presença de palco é digna de um líder das massas. Nas palavras do próprio: “Se eu entrar aqui murcho, desanimado, fazer uma reunião monótona alguém vai me respeitar? Alguém vai acreditar que Jesus está em mim?”

Há algum tempo circula na Internet um vídeo gravado por um ex-pastor em que e o Bispo Macedo orienta um grupo de pastores sobre como devem atuar. Você não pode baixar a cabeça, diz ele, tem que ser um herói para o povo. E na igreja universal os pastores são mesmo ídolos, astros respeitados e obedecidos, porta-vozes inquestionáveis da palavra de Deus. A necessidade de reforçar a autoridade sobre o fiel é visível durante todo o culto. “Tá ligado?”, o pastor grita, sempre no fim de uma afirmação, ao que o público responde com dois aplausos, demonstrando atenção e obediência.

“É certo gente, a pessoa vir ao culto todos os dias, orar, participar da reunião e não ofertar?”
Não! O coro foi emblemático. Os fiéis sabem, estar na Universal e não ofertar não é certo, mas ir aos cultos e não dizimar é o mesmo que enxugar gelo no sereno. Não funciona. O público é lembrado a toda hora da importância de ofertar, pois é dando que se recebe. Recebe bênçãos. O dinheiro deve ser usado na sustentação da obra de Deus, além de servir de prova de fé. Quem se sacrifica, dando seu dinheiro à Igreja, o faz para provar que acredita no poder de Deus. E crê que ele vai mudar sua vida, para melhor. “Cada trocado será dobrado”, diz o pastor sempre, anunciando o melhor negócio do século, trocar dinheiro por mais dinheiro.

Ao contrário do que acontece na igreja católica, a bênção prometida a quem participa ativamente da reunião da Universal e oferta sempre que possível não é de ordem espiritual. A grande vantagem da IURD sobre as demais religiões cristãs é a promessa do retorno garantido de suas preces ainda na terra. É muito raro ouvir pregações sobre a salvação espiritual ou o fim dos dias nos templos da Igreja de Edir Macedo. Pelo contrário, os pastores sempre pedem ao fiel que desafie Deus a tirá-lo da miséria imediatamente.

Há um momento do culto de segunda-feira em que os 318 pastores se reúnem em cima do altar, e aos gritos, de olhos e punhos cerrados, convocam o público a gritar com Deus. O enorme templo vibra com a exasperação das pessoas em furor. De todos os lados se ouvem gritos de ódio e de súplica. Ao meu lado, em um dos três congressos empresariais que visitei, havia um senhor que gritava: “quero parar de sofrer! Não agüento mais ser humilhado! Minha empresa não anda, minhas dívidas não acabam!”

O desespero das pessoas que freqüentam a Universal é evidente, um outro senhor segurava trêmulo o envelope do dízimo vazio enquanto o pastor pedia que os fiéis fossem entregar sua parte. Três é o número de vezes em que se pede dinheiro em um dia normal de culto na Universal. Logo no início, é requisitado o dízimo. Dez por cento de tudo que o fiel tiver conseguido durante a semana. Nos seis dias em que freqüentei a igreja, de 60 a 70% do público foi com o envelope na mão em direção ao altar, confirmando a situação de dizimista.

No congresso empresarial, cada vez que o pastor pede uma oferta espontânea além do dízimo, uma outra multidão atende ao pedido. É difícil de acreditar mas Israel sempre começa a rodada pedindo uma doação de mil reais ao público. Normalmente uma ou duas pessoas assinam um cheque na hora e entregam a quantia ao pastor. Em seguida o teto fica mais baixo; 500, 400, 300, 200, no final o pastor aceita qualquer moeda, mas não sem antes ter garantido muito dinheiro para a obra de Deus. Ao meu lado um pai de família assinou um cheque de 200 reais, sem hesitar. Israel grita, estimulando os fiéis a darem tudo que possuem consigo “Eu sei, senhor Jesus, que isso é uma vergonha, mas um real é tudo o que eu tenho! E eu vou te dar, porque eu quero que essa situação mude, não quero mais ser esse derrotado, andar com essa miséria na carteira! Eu quero vencer!”.

O segredo da universal é tratar dos males terrenos oferecendo soluções terrenas, dinheiro para quem precisa de dinheiro, família para quem precisa de família. E principalmente em atribuir as desgraças e infortúnios das pessoas a fatores externos, eximindo-as de qualquer culpa. Os fiéis da universal são pobres coitados, pessoas que precisam de ajuda, mas que não admitem ter cometido erro algum a não ser o de ter dado abertura a encostos pela falta de fé. O público é dominado, assiste a um espetáculo regido pelos pastores, um show convincente, com sessões de exorcismo semanais e testemunhos de fiéis bem sucedidos.

A Universal cresce pois usa a linguagem do povo. E em um mundo regido pela cruel lógica do mercado, talvez não seja tão absurda a idéia de pagar pelas bênçãos de Deus. A IURD é uma empreitada bem organizada, os cultos são segmentados para garantir o fluxo de dinheiro diário de cada público, jovens, empresários, solitários, desesperados e famílias. O segredo do sucesso da Igreja Universal do Reino de Deus é oferecer pronto atendimento às necessidades do povo, ao invés de fazê-lo trilhar por caminhos tortuosos rumo a uma salvação espiritual abstrata e distante da realidade que envolve os fiéis. Quando perguntado sobre o crescimento da Universal, o pastor Maurício me respondeu: “Nós somos os únicos que ouvimos o clamor do povo”. Não deixa de ser verdade.

Por: Luiz Carlos Damasceno Jr.




terça-feira, 30 de setembro de 2008

Então compreendi do por que ainda estou aqui...

Olá! Putz! Dei uma cagada no último domingo, ao menos assim estou vendo. É que fui a feira de manhãzinha com a Dona Onça e como sempre fazemos, paramos na barraca de pastel do nosso amigo Jorge. Eis que surge um rapaz, um menor presumo, pedindo para pagarmos um salgado e em seguida de pronto uma marmitex, disse-lhe que escolhe-se e de pronto também pedi para a atendente que lhe desse uma pastel. Nunca dou dinheiro, mas se me pedem algo para comer não nego. Para minha surpresa o moleque recusou o pastel, dizendo que não o queira, sem pestanejar levantei e enfiei o dedo em riste na cara dele e disse para nunca mais me pedir nada. O moleque assustou mas não amarelou, aí não amarelei tbm. Mas o clima ficou pesado, pois o moleque não saia do lugar e eu tampouco, até que lhe dei um safanão ordenando que desse vaza dali. O moleque até armou soco, mas acabou saindo, não sem olhar para mim e desafiar.

O "estranho" é que não senti necessariamente raiva, mas foi tão automático o impulso que tive que não sei mesmo explicar, não me senti mal quando já aconteceu em outras situações, na verdade tudo pareceu muito, muito natural mesmo.

Dona Onça disse que foi muito natural também, natural do ego. E aí ao olhar minha caixa postal, encontro o texto abaixo e fiquei triste, mas hoje fico na espera dos esclarecimentos que mais dia menos dia virão.

Mas fico pensativo mesmo do quanto podemos ser "testados", não por Deus ou por um tribunal, mas por nossa própria consciência, em relação ao que cremos e fazemos, ou melhor, como vivemos o que cremos.

De fato, tudo o que é sólido se desmancha no ar, em especial nossas firmes convicções de que estamos prontos....

DIAS DE INICIAÇÃO – MOMENTOS ESPECIAIS DA ALMA
(Quando Morre o Orgulho e Surge a Compreensão Serena e Real)
- Por Wagner Borges -
Há coisas que são decisivas na evolução.
Há decisões e passos que definem jornadas de vida.
E a maneira como lidamos com isso pode acrescentar algo, ou não.
Discernimento aliado com sentimentos reais ilumina a consciência.
Às vezes, até mesmo o choro limpo e verdadeiro é capaz disso.
É sempre bom falar com a voz do coração em cada palavra.
Para que elas tenham o selo da Luz! Para que estejam em harmonia com a vida.
Encontros, desencontros e reencontros fazem parte do crescimento humano.
O importante é como reagimos e determinamos as causas que guiam nossos rumos.
Toda causa gera seu efeito correspondente - na Terra ou no Invisível.
Apego, birra, mágoa e teimosia fazem muito mal para o discernimento.
Em contrapartida, mente aberta e coração generoso fazem muito bem.
O perdão acrescenta mais luz ao Ser. É porta aberta para novas asceses evolutivas.
A verdade, sem máscaras ou esquemas ilusórios, é o melhor remédio!
Levantar os véus do ego é o cerne das iniciações sérias.
Um passo à frente na trilha muda muitas coisas... Sempre para melhor.
Tergiversar no caminho é perigoso. É como negar a si mesmo a entrada em mais Luz.
Há dias que são de iniciação, e que determinam repercussões. .. Algumas delas, sutis.
Nestes dias, que são especiais, o Ser é testado seriamente. São dias de consecução!
Por onde o Ser escolher seguir, presenças extrafísicas compatíveis seguirão junto...
Isso é lei da vida. A cada um segundo suas obras. Causas geram efeitos...
Grandes desobsessões são realizadas silenciosamente em dias assim.
Tudo depende do que o Ser apresenta diante das provas e como faz sua trilha.
Levantar o véu das ilusões não é difícil. Complicado é ver a verdade de frente.
Pois, quando a Luz revela o olho espiritual, o Ser chora de coração aberto.
Porém, se suas lágrimas forem luminosas, serão redentoras e iniciáticas.
Todo iniciado já passou por isso e já chorou muito em silêncio.
Sim, há dias de iniciação. São secretos. Determinam escolhas e companhias.
Quem compreende isto, abre o coração e se entrega ao Todo.
Nestes momentos, só a prece dá forças ao Ser, para agüentar a força da Luz.
E ninguém de fora poderá compreender tal condição. É dentro do Ser.
Sim, o iniciado se segura nas Mãos do Ancião dos Dias, para vencer suas provas.
Sabe que, sem Ele, tudo fica pobre e sem alma. Por isso, ora com respeito e amor.
Toda transformação demanda tempo e esforço. Das trevas para a Luz.
O processo é dentro do Ser, seu verdadeiro templo. É alquimia interior.
Um passo à frente na trilha... Reencontro com a Luz e novas aberturas.
Tergiversação na entrada do caminho... Choque nos muros de si mesmo e estagnação.
A verdade é que cada um dá o que tem dentro de si mesmo.
Quem quer mais luz, que busque a Luz! Quem ama realmente, sabe.
O Todo* está em tudo!
P.S.: Como o sábio Thot** ensinava aos iniciados nas terras quentes do antigo Egito:
“O Inefável é invisível aos olhos da carne, mas é visível à inteligência e ao coração.”
(Esses escritos são dedicados ao sábio mentor espiritual Ramatís).
Paz e Luz.
São Paulo, 09 de setembro de 2008.
- Notas:
* O TODO: expressão hermética para designar o Poder Absoluto que está em tudo. O Supremo, O Grande Arquiteto Do Universo, Deus, O amor Maior Que Gera a Vida. Na verdade, O Supremo não é homem ou mulher, mas pura consciência além de toda forma. Por isso, tanto faz chamá-lo de Pai Celestial ou de Mãe Divina. Ele é Pai-Mãe de todos.
** Toth – dentro da Cosmogonia egípcia antiga era o escrivão dos deuses, o mensageiro celeste, o grande iniciado. Posteriormente, os gregos o chamaram de Hermes Trismegistro, o três vezes grande.