segunda-feira, 9 de novembro de 2009

Umbanda, contagem regressiva: 101, 100, 99.......1908

Como estamos, ao menos nós umbandistas, na semana que nos aproxima da data considerada oficial do surgimento da Umbanda no plano terreno, julgo importante reavivar textos e considerações que, ao menos assim valorizo, nos aproximam muito mais do que foi proposto do que o querem nos fazer acreditar com tergiversações para bovino cair nos braços de Morpheus.

Basta um tanto de boa vontade e discernimento, além é claro da famosa auto-crítica...

Estes são trechos pinçados das fitas de aúdio das entrevistas que o Sr. Zélio de Moares e o Sr. Caboclo das Sete Encruzilhadas feitas pela jornalista Lilian Ribeiro da TULEF e que até o momento foram disponibilizadas no excelente blog de Pai Solano e Mãe Maria, Meus Respeitos!

A íntegra dos textos pode ser encontrada em:

http://wwwcasabrancadeoxala.blogspot.com/

"Zélio de Moraes, beirando os 80 anos, conserva uma vibração poderosa, difícil de ser igualada pêlos jovens médiuns de hoje.

Sua figura miúda, simples, a vivacidade do seu olhar do mundo, a humildade com que verá tampado as passadas, escusando-se entrar em pormenores de alguém extraordinário presenciado por diversos umbandistas e por estes confirmado, a figura de Zélio, desperta o mais profundo respeito e um carinho imenso por este homem destituído de vaidade, mas senhor de uma inteligência e de uma sensibilidade fora do comum, que abandonou a carreira que se iniciava, a Marinha, e não chegou a conhecer as distrações comuns da juventude do seu tempo, para se dedicar totalmente a missão de caridade, para a qual fora escolhido acompanhado sempre pela esposa Isabel, trabalhando apenas para prover o sustento da família.

Zélio nunca aceitou retribuição nos seus trabalhos de cura e caridade."

"no dia 15 de novembro de 1908, quando o Caboclo das 7 Encruzilhadas anunciou a fundação de uma Tenda Espírita de Caboclos e Pretos Velhos, que eram recusados nas mesas kardecistas e teriam oportunidade de trabalhar no cumprimento de sua missão espiritual."

"
Faz várias considerações sobre as previsões que ele fez, de tudo que se passou neste meio século e recomenda, qualquer religião é uma boa religião, desde que lhe permita, desejar ao próximo o que se deseja para si mesmo, cumprir os mandamentos da Lei de Deus, e ser perfeito em qualquer religião, mas principalmente na religião Espírita, para que o médium possa ser um instrumento que possa ser utilizado."

"A Umbanda, (continua o Caboclo da 7 Encruzilhadas), tem progredido e vai progredir, é preciso haver sinceridade na Umbanda, este amor de irmão para irmão, porque eu sempre preveni aos companheiros de muitos anos, a vil moeda vai atrapalhar os médiuns de umbanda, haverá médiuns que vão se vender e que vão ser mais tarde expulsos, como Jesus expulsou os vendilhões do Templo. O perigo do médium homem é a consulente mulher, e da médium mulher é o consulente homem, é preciso estar sempre de prevenção porque os próprios obsessores que atacam as nossas casas, fazem que toque alguma coisa no coração da mulher que fala para o chefe do terreiro, como faz atacar o coração do homem que fala a mãe de santo do terreiro.

É preciso ter muito cuidado, haver moral, para que a Umbanda progrida e seja sempre uma Umbanda de humildade, amor e caridade."

"
A lembrança que Jesus veio ao planeta Terra na humilde manjedoura não foi por acaso, foi porque o Pai assim o quis, determinou, porque podia ter procurado uma casa de um potentado daquela época, foi escolher aquela que seria a mãe de Jesus, o espírito que vinha traçar a humildade, os seus passos, para ter paz, saúde e felicidade."

"Porque era descalço e de branco, podia ser rico, mas andava assim
É uma verdade absoluta, aqui não era general nem operário.
A matança de bicho, não se matava bicho não tem tambor não tem coisa nenhuma, essa é a nossa umbanda de humildade, amor e caridade"


"Escuta meu filho, o Sr. é mediqueiro?
Ele disse: sou
Então espera ai que o caboclo vai mudar de roupa e já volta pra falar contigo.
Abaixou, foi lá, sacudiu, sacudiu, levantou, disse: Agora vamos conversar meu irmão, porque quando eu fui vivo e fui médico como tu
, e deu um show para este homem"

"E o que eu gastei, perdi casas, por isto eu estou dizendo, hoje todo mundo é médium, e todo mundo, o que piora nos médiuns é a vaidade, o caboclo é o mais humilde dos espíritos que baixa planeta terra. Humildade, amor e caridade, de branco, descalço e assim, mas hoje pra ter um terreiro precisa vestir de encarnado, de verde, de amarelo."

"Não é só isso Sr Zélio, o que está acontecendo também aqui no Rio de Janeiro, olha que eu vim transferido do Pará pata cá em 1964, eu levei tais anos procurando um terreiro pra eu ir trabalhar, tais anos, todo terreiro que eu ia, eu olhava, quando não me cobravam tinham atabaque, tinha uma série de coisas que eu nunca, aquilo me fazia mal inclusive, não estou habituado a isto então eu não aceitava, e não aceitava"

"Estamos vivendo no Rio de Janeiro também uma espécie de Piracema de terreiro, todo camarada que sacode a cabeça acha que já está em condições de abrir um terreiro e sai pra trabalhar fazendo bobagem por ai a fora."

"(Zélio) Ninguém sabe a responsabilidade de ser presidente de uma nova tenda
e ter tenda, porque a nossa tenda tem muitos sócios, porque nos gastamos só de prédio 1 milhão, é preciso ter muito sócio, mas este mês minha filha puxou 334 contos pra completar a despesa da tenda, já viu que não é brincadeira, né? Agora, .......................... porque nao se aceita nada, se o sr. precisar de um ponto de pólvora, nos damos a pólvora, o Sr. é sócio, paga como sócio o que ela fez foi .......................................................

De modos que isto tudo é dificil nao é?"


"Meus queridos irmãos, neste momento, vindo do espaço, permitam que neste estudo para amenizar sofrimentos dos que estão na terra, encarcerados em seus corpos, estou satisfeito porque tem gente que é feliz, porque todos vocês vem me ajudando na obra que tomei a missão, no espaço, de implantar, a Umbanda de humildade, amor, e caridade, aproveitei um jovem moço em meio daqueles senhores, velhos kardecistas.

Tomei a missão e vejo neste instante grande representação, não estão todas porque por este Brasil a fora, criei Tendas de Umbanda construtivas, sadia, com moral e dando de graça o que de graça se recebe."

"E venho encontrando e dando força aos dirigentes destas Tendas, e aos médiuns, para que esta Tenda possa sempre ser grande e ser o espelho das outras Tendas, porque meus irmãos, infelizmente, o nosso irmão Floriano que está ao meu lado sabe perfeitamente disto, só desejava encontrar de branco, com roupas de pouco custo, nada de seda, nada de cores que pudessem ficar triste ou conter a mortalha na vestimenta. A Umbanda de humildade, amor e caridade, é esta que se prática em nossa Tenda, Tenda de Nossa Senhora da Piedade.

Meus irmãos, as outras Tendas nepotistas, podem fazer aquilo que bem desejarem, poderão fazer o que quiserem, mas eu posso garantir uma coisa, o meu aparelho nunca aceitou a vil moeda em troca de uma cura ou de um feito, porque a vil moeda só serve para atrapalhar o homem ou mulher que é médium, E vocês sabem perfeitamente que existem Tendas que aceitam."


"Por isso meus irmãos, que vocês possam fazer a caridade, possam receber de Deus sua misericórdia e que todo médium tome fazer o bem, curar com suas mãos, com sua reza, andando numa linha reta, numa consciência pura e limpa, e não reverter a vil moeda, enfim, olhar para o seu semelhante como se fosse um verdadeiro irmão, com este amor de irmão para irmão."

"Você feche os olhos para a casa de seus vizinhos, feche a boca para não se virar contra quem quer que seja, não julgue para não ser julgado, pense em Deus que a paz encontrará em sua casa.”

"Faça do evangelho e tomando por ensinamento as minhas palavras a nossa Tenda começou a seguir o seu ritmo, aquele que eu desejava."

"
Com paz, saúde e felicidade, com humildade, amor e caridade, sou e serei sempre o humilde Caboclo da 7 Encruzilhadas."


Quem quiser e puder e tiver olhos para ver, ouvidos para ouvir, consciência para examinar, que bom!


Paz e Luz!

sexta-feira, 6 de novembro de 2009

Cosmoética e Consciência

Olá! Espero que a leitura deste texto possa chegar em boa hora ao seu coração, assim como chegou ao meu.

São em pequenas "coincidências" como esta que nos revelam muitas vezes como somos muito Amados, assim penso, pois são palavras, músicas e vozes que chegam em situações onde nos parecem que tudo à nossa volta se torna escuridão.

Mas se mantivermos o necessário resguardo de elevar uma prece, muitas vezes singela, tantas vezes contida numa única palavra, LUZ! e nos abandonarmos nos braços de tão grande Amor, creia, como diz o salmo 23: "Ainda que eu ande pelo vale escuro e sombrio da morte, não temerei mal algum, pois Tú estás comigo!", nossas vidas estarão resguardadas.

Deixo o link para o acesso ao programa do querido Prof. Wagner Borges, Viagem Espiritual, levado ao ar todas ás 5ªs-feiras na Rádio Mundial, de onde transcrevi o texto que segue abaixo.

http://multimidia.ippb.org/?p=374#more-374

Neste programa, o Wagner falou sobre algo que todos, em especial os estudantes espirituais, não importa a doutrina, DEVERIAM (negrito e afirmação minha sobre suas colocações) prestar mais atenção:

Existe uma ética no plano terreno e existe uma Ética no plano espiritual, e podemos muitas vezes enganar aos outros ou mesmo nos enganar, nossas ações podem receber aprovação no mundo, mas ao plano espiritual, tudo aquilo que sentimos, pensamos e vibramos fica registrado em nosso perispírito e para além da nossas máscaras e mentiras, para além de nossas hipocrisias e engodos, os espíritos podem enxergar o que de verdade cremos e aí...


Tua vida não é só tua, mas também de quem te ama
Por que tu te tornas responsável por aqueles que cativas
Teus passos repercutem nos outros mesmo indiretamente
E nem mesmo o corpo que vestes no momento é teu.

O que te pertence realmente são tuas escolhas, teus atos e tua vontade,
E as repercussões disso em tua jornada.

Tua canção não é só tua
Porque outros a escutam através de ti.
Teus pensamentos viajam longe e alcançam outras mentes
Teus sentimentos tanto podem irradiar luz como podem espetar e machucar a outros corações

Tudo depende de ti

Queres irradiar tua luz ou ferir a alguém?

O que move teus propósitos?
Se tu afetas aos outros para o bem ou para o mal é certo que os outros também te afetam
Há uma interdependência automática no universo.

Tudo é questão de sintonia.

Se te ligas aos interesses deletérios e vazios de consciência, sofrerás a repercussão psíquica de tal ligação.

Por que há inteligências sombrias interligadas nas faixas mentais negativas prontas para intrusões psíquicas nas mentes em sintonia e elas te molestarão, sem que tu mesmo saibas disso.

Contudo, se te ligas aos objetivos mais nobres e profundos, como denodo, paciência e esclarecimento, terás uma coluna de luz descendo sobre tua cabeça e um sol em teu coração.

Porque o que ligares no céu, será ligado aqui embaixo também.
E na verdade este céu é em teu coração.
Então ligue teu psiquismo aos bons propósitos.

Não procures por demandas ou desforras de algum revez

Trabalhas em ti mesmo a paciência e a compreensão
Que o teu querer seja o da luz
Que o teu bem seja a paz de espírito
Que a tua senda seja o teu sorriso
Que tu saibas dizer não para o teu ego e sim para a consciência cósmica que te aguarda no porvir

Tua canção não é só tua, nem teu corpo, nem tua vida
Lembra-te disso
E caminhas com sabedoria em tua vontade, tuas escolhas e teus atos
Por que isso é da tua conta

E tudo que semeares na senda tu mesmo colherás, porque todo efeito procura a sua causa correspondente, seja na terra ou no espaço

Tu colherás o que plantares
Portanto, esqueces de qualquer mal que te fizeram e vença tuas fraquezas

Tens um sol no teu peito e o céu é em teu coração

E não te esqueças, tudo passa
Ergue-tes das cinzas do teu ego
E levanta tua cabeça para a Luz
Há um grande Amor operando em ti, torna-te digno dele
Para que tua senda seja linda e teu labor iluminado por celestes energias

Tua vida não é só tua
Por que o Todo está em tudo
Então para frente!
Rumo à Consciência Cósmica.

Wagner Borges

Paz e Luz!

quinta-feira, 5 de novembro de 2009

Se é melhor ser Amado que Temido, ou antes Temido que Amado.

"Reportando-me às outras qualidades já referidas, digo que cada príncipe deve desejar ser tido como piedoso e não como cruel: não obstante isso, deve ter o cuidado de não usar mal essa piedade. César Bórgia era considerado cruel; entretanto, essa sua crueldade tinha recuperado a Romanha, logrando uní-la e pô-la em paz e em lealdade.

O que, se bem considerado for, mostrará ter sido ele muito mais piedoso do que o povo florentino, o qual, para fugir à pecha de cruel, deixou que Pistóia fosse destruída.

Um príncipe não deve, pois, temer a má fama de cruel, desde que por ela mantenha seus súditos unidos e leais, pois que, com mui poucos exemplos, ele será mais piedoso do que aqueles que, por excessiva piedade, deixam acontecer as desordens das quais resultam assassínios ou rapinagens: porque estes costumam prejudicar a comunidade inteira, enquanto aquelas execuções que emanam do príncipe atingem apenas um indivíduo.

O príncipe, contudo, deve ser lento no crer e no agir, não se alarmar por si mesmo e proceder por forma equilibrada, com prudência e humanidade, buscando evitar que a excessiva confiança o torne incauto e a demasiada desconfiança o faça intolerável.

Nasce daí uma questão: se é melhor ser amado que temido ou o contrário. A resposta é de que seria necessário ser uma coisa e outra; mas, como é difícil reuni-las, em tendo que faltar uma das duas é muito mais seguro ser temido do que amado.

Isso porque dos homens pode-se dizer, geralmente, que são ingratos, volúveis, simuladores, tementes do perigo, ambiciosos de ganho; e, enquanto lhes fizeres bem, são todos teus, oferecem-te o próprio sangue, os bens, a vida, os filhos, desde que, como se disse acima, a necessidade esteja longe de ti; quando esta se avizinha, porém, revoltam-se.

E o príncipe que confiou inteiramente em suas palavras, encontrando-se destituído de outros meios de defesa, está perdido: as amizades que se adquirem por dinheiro, e não pela grandeza e nobreza de alma, são compradas, mas com elas não se pode contar e, no momento oportuno, não se torna possível utilizá-las.

E os homens têm menos escrúpulo em ofender a alguém que se faça amar do que a quem se faça temer, posto que a amizade é mantida por um vínculo de obrigação que, por serem os homens maus, é quebrado em cada oportunidade que a eles convenha; mas o temor é mantido pelo receio de castigo que jamais se abandona.

Deve o príncipe, não obstante, fazer-se temer de forma que, se não conquistar o amor, fuja ao ódio, mesmo porque podem muito bem coexistir o ser temido e o não ser odiado.

Um príncipe sábio deve empenhar-se em fugir ao ódio.

Que o príncipe pense em fugir àquelas circunstâncias que possam torná-lo odioso e desprezível.

Os homens em geral julgam mais pelos olhos do que pelas mãos, porque a todos cabe ver, mas poucos são capazes de sentir.

Todos vêem o que tu aparentas, mas poucos sentem aquilo que tu és."

Trechos de O Príncipe, de Nicolaus Maclavellus

Encontrado em http://metanoia7.wordpress.com/2007/03/21/se-e-melhor-ser-amado-que-temido-ou-antes-temido-que-amado/


Pois é Tio Machiavelli...

quarta-feira, 4 de novembro de 2009

Paz sem voz não é paz, É MEDO!

"Porque onde estiver o vosso tesouro, aí estará também o vosso coração.
A candeia do corpo é o olho; assim que, se o teu olho for límpido, todo o teu corpo terá luz.
Porém se teu olho for maligno, todo teu corpo será tenebroso.

Assim que se a luz que em ti há, são trevas; quão grandes são tais trevas?
Ninguém pode servir a dois senhores, porque ou há de aborrecer a um e amar ao outro ou se dedicará a um e desprezará ao outro.

Não podeis servir a Deus e as riquezas do mundo."
Evangelho de Mateus, cap. 06

Uma pessoa que muito estimo certa vez me disse; ”Vai conhecendo os umbandistas, vai!”, quando expus a proposta do projeto Espaço Aberto para Estudos da Umbanda, um espaço para troca de idéias e aprendizado mútuo, sem mestre sabe tudo, professor ou iluminado, gratuito, sem viés doutrinário x/y/z, que conduzi enquanto tive condições. Tivesse eu ouvido ao sábio conselho teria evitado uma série de dissabores, no entanto, não teria conhecido o que e como vai aos corações umbandistas do que dizem crer e viver.
Assim como não teria conhecido o que vai em meu próprio coração...

Ah não! Não tenho vocação para masoquista não, rsrsrsrsrsrs (apesar de ter sido avisado como é que iam rolar as coisas...).

Por conta do texto “Que os salvadores deslizem pelo fio da navalha!”, recebi recados carregados de ataques e ofensas pessoais (bem condizentes com quem de olhos embargados repete: “Umbanda é paz e amor, um mundo cheio de luz....”), e em sua maioria com a assinatura: Anônimo.

Coisas do tipo: “ce si acha o sabe tudo, se liga otário”, “babaca covarde”, “a inveja mata, morre logo”, “levanta a bunda e vai fazer algo pela Umbanda”, “num guentô o rojão, agora fala mal de quem trabalha”, “teu rabo vai arde na encruza”, entre os mais leves. Fazendo referência, segundo estes “umbandistas”, a supostas calúnias, difamações e tentativas de “queimar” ao atual presidente da FEURO, Ricardo Barreira.

Como enfeite deste pudim de jiló: “Quem é vc prá falar e o que vc fez, além de ficar urubuzando quem faiz, hein?”.

É possível não terem lido com o devido desprendimento ou limpado suas lentes para alcançar o que tentei dizer. Por isso penso ser meu dever buscar o esclarecimento, pois a falha na comunicação pode ter sido minha. Mas me permito perguntar também:

Custava terem a hombridade de perguntar antes ao invés de utilizar o recurso baixo e pequeno da ofensa?

Mas qual o quê, ninguém pode dar aquilo que não têm ou ainda não buscou.

O texto em essência fala do questionamento que precisamos ter quanto a NOSSA postura de defensores, seguidores, salvadores, ovelhas em relação ao que ouvimos, dizemos e acreditamos, ou seja fala de AUTO-CRÍTICA, fala de COERÊNCIA, DISCERNIMENTO, fala do bom e ainda atual SI MANCOL.

Por sinal, não é esta a postura que tanto incitamos, por exemplo, quando nos referimos aos políticos?

Mas ninguém desenhou que não valia só para eles? UAI, e precisava?

Conforme disse, estive no coquetel de posse da nova diretoria da FEURO e percebi que para alguns que cumprimentei, fui tratado como participante da Umbanda Fest, um tanto quanto sumido, mas participante. Por isso considerei oportuno registrar, mais uma vez, que estou desligado. Apenas acresci desta feita, um relato um pouco mais longo e no qual digo claramente que um dos motivos deste desligamento se deu por divergências (rumos, propostas, pensamentos).

Se o fiz de forma tão aberta, nominada, transparente não indica que superei o episódio e que estou em paz comigo?

Ter divergido e me reservo o direito de divergir, significa que o tenho como inimigo ou adversário? Que tipo de conteúdo medíocre, mesquinho pode alimentar tal idéia?

Ao dizer que reconheço que tingi com as cores da mágoa, desilusão e amor-próprio ferido, e não tivesse mentido, ainda assim não deu pra sacar que já não vivo este momento, é passado, que fiz o necessário exercício de auto-reflexão para o devido crescimento?

Onde houve calúnia, difamação, suspeição, falso testemunho, intenção de queimar a pessoa e o trabalho?

Penso que só mesmo na cabeça de quem sentiu ameaçados os sonhos e projetos inomináveis perante a luz do dia.

O que escrevi, ao próprio Ricardo não é novidade alguma, vez em quando nos encontrarmos o tratamento é cordial e respeitoso. Se houvesse de fato ocorrido as supostas acusações a mim impostas, se algo o conheço, creio teria me procurado para conversarmos, não para uma tomada de satisfação, mas como assim fazem as pessoas de cara e consciência limpa e que não precisam se esconder atrás de anonimatos, indiretas ou paus-mandados, perguntaria:

“Olha Deni, me esclareça o que quis dizer com isso”.

Mesmo por que moramos na mesma cidade, ele possui meus números de telefone, endereço, e-mail e até o momento, como o grande “ofendido”, não o fez.

Se algo o conheço, não é de seu feitio delegar a terceiros sua defesa, nem tampouco é dado a discussões e afrontas, mantendo o ritmo de trabalho e ideais.

O que me parece patente é que pelas reações, a proposta do texto foi plenamente alcançada, o que foi manifestado, através de ofensas e ataques, revelou o quanto estão carentes de crer e trabalhar em si mesmo e por isso embalam numa aura de intocabilidade e elevação os que elegem como heróis e modelos (Quando irão aprender que TODOS somos humanos, demasiadamente humanos?) e qualquer possibilidade ou que assim seja rotulada de mancha negra nos seus céus dourados deve ser prontamente “despachada”.

Quanto a pergunta: “Quem é vc prá falar e o que vc fez, além de ficar urubuzando quem faiz, hein?”

Devolvo; Onde vc estava enquanto eu e alguns: varria; lavava; limpava; tirava pedaços de pregos do palco, carregava material, colava cartazes em faculdades, escolas, comércio; entregava folders subindo a Batista de Carvalho; redigia e-mails e cartas; gravava dvds; fazia crachás; telefonava do local de trabalho correndo o risco de perder o emprego; visitava terreiros convidando para eventos; ia na rádio atendendo a convite pois a turma tinha vergonha de ir; escapava durante o horário de trabalho para reuniões rápidas; vendia rifas para arrecadar fundos; promovia a campanha de usar camiseta para se fazer visível; era chamado de hipócrita pois se “aliava” aos antigos líderes hipócritas da comunidade; amarrava faixas; organizava, retificava e contactava pessoas de listas antigas; confeccionava plaquetas de identificação na mesa dos palestrantes; levava água a estes mesmos palestrantes; acertava programação do evento; buscava informação de leis municipais; concordava que não deveria existir tapete vermelho pra ninguém e todos seriam tratados por igual; buscava cadeiras nas faculdades para o conforto de todos; abria e fechava as cortinas, arrumava fio de microfone para que o artista brilhasse; etc.

Onde vc estava?

“Ah, então vc quer é medalhas de honra ao mérito ou homenagens não é isso?” Vc, anônimo “umbandista”, poderia me perguntar.

Eu lhe digo que já recebi minhas condecorações; cada vez que fui espezinhado, ridicularizado, ofendido, tive as palavras, atos, idéias, projetos sabotados e aviltados, cada pequena ou grande mentira, cada vez que nosso congá pequenino anulou as demandas dos “irmãos”, foram e são a recompensa que me cabe.

Se sou merecedor, isto o Tribunal Cármico é quem dirá.

Onde vc estava?

Talvez entre os poucos gatos pingados que compareceram e permaneceram até o fim na platéia da Umbanda Fest 2006, ou entre os que ouviram dizer e disseram que iam na passeata da Batista de Carvalho (mas não foram), quem sabe entre os ainda gatos pingados do I Fórum Sobre Liberdade Religiosa, talvez entre os que se lamentaram não ter conseguido vaga (ou não ter acreditado) no I Curso Sobre Direitos e Deveres da Religiões Afro-Brasileiras, mas com certeza vc estava na platéia da Umbanda Fest 2007/2008, cantando, dançando, fazendo a sua parte.

Onde vc estava?

Vc estava vivendo sua vida no momento e lugar que vc escolheu ser melhor, assim como eu, assim como qualquer um. Vc, eu, nós, fazemos escolhas conforme sentimos e acreditamos e estas se revelam acertadas ou não, o tempo aliado é claro a auto-reflexão, o tal si mancol é que vão dizer.

Pergunte-se ao menos uma vez: onde se manifesta a razão? Na arrogância das certezas ou na capacidade de duvidar?

Pois é minha cara Amiga ANA, “vai conhecendo os umbandistas, vai!”, foi o que fiz e faço e não é que eles conseguem ainda surpreender, se para o bem ou mal é outra conversa.

Quando será que estes mesmos umbandistas vão se dispor a SE conhecerem hein?

OPS! Olha eu aí quase caindo na tentação da postura de “salvador” de novo, quase, rsrsrsrsrsrsrsrs

Paz e Luz!

segunda-feira, 2 de novembro de 2009

Autocrítica, o bicho-papão dos umbandistas!

"Bicho-papão
sai de cima do telhado
deixa esse menino
dormir sossegado"

Cantiga de embalar popular

Peço desculpas ao Alexandre Cumino pela demora no retorno, mas como matuto já um tanto véio de lida, me acocorei no quintal prá pitá um paieiro, fiz o que quarqué roceiro faiz depois de encoivará o campo antes de deitar suas sementes.

Falo referente ao papo iniciado via e-mail com este prestigioso umbandista sobre o vídeo “Programa do Mal” – Hermes e Renato, um tanto antes do artigo por ele publicado no JUS – Jornal de Umbanda Sagrada, indico link abaixo para leitura na íntegra. Para ieu, o vídeo jazia exorcizado e enterrado faiz é tempo, mas como muitos ainda o evocam, o tar como bom morto-vivo, sempre se alevanta de novo da sua cova.

Caricatura da Umbanda, é para rir ou chorar?
http://groups.google.com.br/group/alexandrecumino/browse_thread/thread/1036a407ec365e98#

Então vamos lá! Agora que me persignei, fiz um colar de dentes de alho: Pé de pato, mangalô treiz veiz!!!

Divirjo em alguns pontos, porém mantenho firme esperança juntamente com Alexandre, que as perguntas e as reflexões propostas, incomodem e muito os umbandistas.

Afinal é isto o que o humor, os filósofos, os sonhadores, os impertinentes, os poetas, os questionadores, os hereges fazem, INCOMODAM as sólidas propostas de (re) evolução, as (im) posturas de bom tom, as falas de ordem unida, a seriedade das exaltações de organização, correção e união das (im) perfeições internas.

Não à toa quando os líderes conquistadores (e seus asseclas) assumem o poder, os primeiros a serem caçados, presos e jogados à fogueira sejam estes. Muitas vezes o fazem enquanto caminham para chegar lá, como aviso de que este é o seu jeito de encoivarar.

Humor não pode ser politicamente correto, senão vira piada de salão do chá das cinco, gracejo bajulador prá agradar aos que se entronizaram no poder, chiste de faz-de-conta "oh! como sou espirituoso!" nos discursos.

Fiquei mesmo me perguntando o que tanto naquele vídeo poderia incomodar os umbandistas, afinal é a Umbanda ali satirizada?

Disse-me o Alexandre que o que se vê ali é a ridicularização, banalização, demonização de símbolos da Umbanda. Entonces:

a) Se não for, precisamos deixar claro a sociedade, pela qual há tanto esforço para que nos aceite e enxergue com outros olhos que de fato o que ali é mostrado não faz parte da religião, que medonhamente foi satirizada e distorcida.

Só não sei o que se fará quando alguns que assistiram ao vídeo resolverem ir até um ou mais terreiros prá averiguar (ao contrário de muitos que apenas ficaram no superficial), e de repente descobrem que o intolerante e preconceituoso Programa do Mal, apontado pelos revoltados umbandistas pode ser apreciado ao vivo, em cores e trajes muitos mais vistosos, com uma gama muito maior de personagens e com aval de espiritualidade, de liberdade de culto religioso. E ouvir os mesmos diálogos transcritos (não sei vc , mas eu já ouvi os mesmos diálogos entre umbandistas, o que me faz quase ter a certeza que é da comunidade o redator das falas).

b) Se for, então caímos no diagnóstico citado por Alexandre, a hipersensibilidade a todo e qualquer indício de ranhura na bela e bem maquiada imagem que se quer mostrar (ou prq não dizer “vender”?).

Hipersensibilidade esta não tanto pela crítica ou sátira, mas pela indignação de ofendido culpável.

E aí o que faremos? Convidaremos as pessoas a fazer tal curso e ler tal livro ou a não fazer tal curso e ler tal livro?

Convidamos para ir ao nosso terreiro e ali conhecer a verdadeira Umbanda?

Gritaremos palavras de ordem nas praças (mas que não demorem muito, pois tem despacho na encruza prá se fazer prá dar um jeito no fulano ou no sicrano, algum desafeto língua preta).

Ou respeitaremos o livre-arbítrio das pessoas para que através de sua própria consciência possam examinar a nossa postura no dia-a-dia, a nossa coerência entre o discurso e a prática da caridade, da humildade, da ética, da tolerância, do amor, da paciência, da amizade verdadeira, sem holofotes e flashes, nos atos mínimos muitas vezes invisíveis, como umbandistas e cidadãos?

Mas que possuem o poder de transformação muito maior e são vistos por quem de fato e direito pode avaliar com qual propósito foram feitos. Nem tudo o que reluz é ouro...

Que faremos com àqueles que por preguiça mental, os indiferentes, os irreverentes que repetem as mesmas falas que sabemos correm em nosso meio?

Os já com idéias deturpadas pela doutrina que professam ou foram condicionados ou os que simplesmente têm o direito de não gostar do que acreditamos e praticamos?

Processaremos como me foi dito? Baseado em quê (no caso do vídeo) em incutir preconceito induzindo a crença de que este e aquele procedimento faz parte da Umbanda, mas como contra-argumentar, sem passar carão, se os próprios umbandistas acreditam e fazem por que acreditam?

Processaremos o Chico Anísio por conta dos personagens Véio Zuza, Painho também? E em nome de uma tolerância mais abrangente poremos na conta o Tim Tones?

Processaremos a humorista Katiúcia quando sua personagem Lady Kate sacoleja ao som incidental de atabaques fingindo “receber”?

É para se pensar que relação é esta que se quer afinar entre os praticantes contraditórios de uma religião e a sociedade onde esta se encontra inserida e que nos afasta, marginaliza e rejeita, mas que é nela que este mesmos adeptos buscam aprovação e sustentação.

É para se pensar se queremos respeito ou piadas politicamente corretas ou ainda que sejamos esquecidos pelos humoristas com sua língua preta a nos apontar a braguilha aberta.

Afinal se um quadro de humor medíocre (que satirizou uma realidade existente, mas que eu não chamo de Umbanda. Juca Chaves disse certa vez numa entrevista que quando a sátira é bem feita não gera reclamação, aí talvez esteja o verdadeiro argumento para processar Hermes e Renato...) é capaz de tamanha celeuma, é possível temermos que a construção da imagem que se quer apresentar a sociedade e que julgam consistente, na verdade é muito débil e ilusória, possivelmente por falta de conteúdo ou convicção.

Ou talvez ainda por medo do maior bicho-papão que os umbandistas têm;

AUTO-CRÍTICA!

Quem assistiu a Harry Potter e o Prisoneiro de Azkaban deve se lembrar da cena onde um dos professores, na aula sobre Defesa Contra as Artes das Trevas, dá a dica sobre como sobrepujar o Bicho-Papão (lembremos que o artifício desta criatura é se transformar naquilo que mais tememos);

O RISO!

Com o seguinte mantra-feitiço ; Riddikulus!

Mas um aviso, só funciona prá quem tem senso do próprio ridículo e não tem medo de olhar para si mesmo.

Paz e Luz!

domingo, 1 de novembro de 2009

O sonho dos ratos ou o que anda roendo os homens?

O SONHO DOS RATOS

Era uma vez um bando de ratos que vivia no buraco do assoalho de uma casa velha. Havia ratos de todos os tipos: grandes e pequenos, pretos e brancos, velhos e jovens, fortes e fracos, da roça e da cidade.

Mas ninguém ligava para as diferenças, porque todos estavam irmanados em torno de um sonho comum: um queijo enorme, amarelo, cheiroso, bem pertinho dos seus narizes.

Comer o queijo seria a suprema felicidade...

Bem pertinho é modo de dizer.

Na verdade, o queijo estava imensamente longe porque entre ele e os ratos estava um gato...

O gato era malvado, tinha dentes afiados e não dormia nunca. Por vezes fingia dormir. Mas bastava que um ratinho mais corajoso se aventurasse para fora do buraco para que o gato desse um pulo e, era uma vez um ratinho...

Os ratos odiavam o gato.

Quanto mais o odiavam mais irmãos se sentiam. O ódio a um inimigo comum os tornava cúmplices de um mesmo desejo: queriam que o gato morresse ou sonhavam com um cachorro...

Como nada pudessem fazer, reuniram-se para conversar. Faziam discursos, denunciavam o comportamento do gato (não se sabe bem para quem), e chegaram mesmo a escrever livros com a crítica filosófica dos gatos.

Diziam que um dia chegaria em que os gatos seriam abolidos e todos seriam iguais.

"Quando se estabelecer a ditadura dos ratos", diziam os camundongos, "então todos serão felizes"...

- O queijo é grande o bastante para todos, dizia um.

- Socializaremos o queijo, dizia outro.

Todos batiam palmas e cantavam as mesmas canções.

Era comovente ver tanta fraternidade. Como seria bonito quando o gato morresse! Sonhavam.

Nos seus sonhos comiam o queijo. E quanto mais o comiam, mais ele crescia. Porque esta é uma das propriedades dos queijos sonhados: não diminuem: crescem sempre.

E marchavam juntos, rabos entrelaçados, gritando: "o queijo, já!"...

Sem que ninguém pudesse explicar como, o fato é que, ao acordarem, numa bela manhã, o gato tinha sumido. O queijo continuava lá, mais belo do que nunca. Bastaria dar uns poucos passos para fora do buraco. Olharam cuidadosamente ao redor. Aquilo poderia ser um truque do gato. Mas não era.

O gato havia desaparecido mesmo. Chegara o dia glorioso, e dos ratos surgiu um brado retumbante de alegria. Todos se lançaram ao queijo, irmanados numa fome comum.

E foi então que a transformação aconteceu.

Bastou a primeira mordida. Compreenderam, repentinamente, que os queijos de verdade são diferentes dos queijos sonhados. Quando comidos, em vez de crescer, diminuem.

Assim, quanto maior o número dos ratos a comer o queijo, menor o naco para cada um. Os ratos começaram a olhar uns para os outros como se fossem inimigos. Olharam, cada um para a boca dos outros, para ver quanto queijo haviam comido. E os olhares se enfureceram.

Arreganharam os dentes.Esqueceram-se do gato. Eram seus próprios inimigos. A briga começou. Os mais fortes expulsaram os mais fracos a dentadas. E, ato contínuo, começaram a brigar entre si.

Alguns ameaçaram a chamar o gato, alegando que só assim se restabeleceria a ordem.

O projeto de socialização do queijo foi aprovado nos seguintes termos:


“Qualquer pedaço de queijo poderá ser tomado dos seus proprietários para ser dado aos ratos magros, desde que este pedaço tenha sido abandonado pelo dono”.

Mas como rato algum jamais abandonou um queijo, os ratos magros foram condenados a ficar esperando.Os ratinhos magros, de dentro do buraco escuro, não podiam compreender o que havia acontecido.

O mais inexplicável era a transformação que se operara no focinho dos ratos fortes, agora donos do queijo. Tinham todo o jeito do gato o olhar malvado, os dentes à mostra.

Os ratos magros nem mais conseguiam perceber a diferença entre o gato de antes e os ratos de agora.

E compreenderam, então, que não havia diferença alguma.

Pois todo rato que fica dono do queijo vira gato. Não é por acidente que os nomes são tão parecidos.


"Qualquer semelhança com fatos reais é mera coincidência!"


(Rubens Alves - escrito em dezembro de 2004)


A quem puder e quiser, é recomendável a leitura do livro de John Steinbeck, Homens e Ratos.

"A história tem como base a relação de dois homens, George Milton e Lennie Small. Amigos de infância. Entre eles há uma relação de mutualidade. Onde a imbecilidade de Lennie é amainada pela esperteza de George, assim como a pequena estrutura física de George é compensada pela força incomum de Lennie.

Os dois vagueiam por fazendas do sudoeste, procurando emprego, nas colheitas. Têm um sonho em comum: juntar recursos e adquirir sua própria terra. Lennie gosta de animais e carrega um rato em seu bolso. O centro da historia se dá em uma fazenda de cevada. George tem que falar por Lennie, tamanha inocência. Fato este que poderia prejudicar ambos. Mantêm relações amistosas com os outros empregados. Há também a perseguição por parte de Curley, filho do dono da propriedade, boxeador fracassado e marido de uma insinuante mulher. Essa mulher será uma constante fonte de problemas. Colocará Lennie ,e conseqüentemente George, em apuros. George se enturma com Slim, um capataz, enquanto Lennie permanece isolado, enturmando-se com os animais.Mas mostra uma produtividade descomunal na colheita. Por ciúmes, ocorre uma briga entre Lennie e Curley, onde o gigante destroça a mão do boxeador. Fazem amizade com um velho negro, Crooks, que também passará a partilhar do sonho. Mas um dia ocorre um acidente, Lennie quebra involuntariamente o pescoço da mulher de Curley. Como se fosse um animalzinho. Lennie foge como um rato e é perseguido por ordem do agora viúvo.

Aqui, a relação deixa a mutualidade e passa a ser comensal, onde o que resta a Lennie é matar com dignidade seu amigo George. Em troca de manter o sonho.

É um livro de escrita bastante simples, mas mesmo assim muito profundo. Onde a força da mensagem está principalmente nos laços e na complexidade das mais simples relações."

Dados retirados de http://pt.shvoong.com/books/novel/1777969-ratos-homens/


Mas a pergunta que não cala: O que anda roendo estes homens ou estes ratos?????


Paz e Luz!

quinta-feira, 29 de outubro de 2009

Quando o Amor fala mais...

Após ter feito uma postagem hoje mesmo neste espaço, no meio do dia recebi via intuição esta mensagem de um Amigo Espiritual.

Quem sabe eu aprenda que nunca estamos sozinhos, em especial, quando somos amados, mas nem por isso tal amor signifique conivência ou condescendência;

"Filho Amado,

Há muito tenho observado tua luta contra a negativa tendência de observar o que por vezes indica ser deletério em teu jardim interior.

Tal postura até seria recomendável, se soubesses te conduzir com o necessário equílibrio, se não perdesses tempo e energia ao te ocupar em demasia nos espinhos e ervas daninhas.

Pois que agindo assim, deixas de te alegrar e embevecer pelo singelo botão de flor que traz em si a promessa da delicadeza e doçura de um perfume que jamais se repetirá.

Quando te decidirás filho?

Regarás as flores ou te queixarás dos espinhos?

Pois como já entendes-te, mas ainda não compreendes-te: A semeadura é livre, mas a colheita será obrigatória.

Cuida do teu jardim, para que nele as boas palavras frutifiquem e embelezem por onde quer que vás.

Ocupa-te de Amar!

Do teu Irmão José Félix"