domingo, 29 de julho de 2012

Em Teu instrumento a Tua Canção!



Senhor, Deus de todos os Céus!
Neste momento, apesar da dor física, há um cântico de louvor e gratidão em mim.
Há um algo indefinível como os volteios indecifráveis de uma pipa,
o vento tocando valsa no capim alto.
Há uma alegria Senhor por estar aqui e agora, ouvindo uma melodia frágil
e enxergar quão frágil é dizer estou vivo,
pois que no instante seguinte, cai o corpo e continuarei vivo.
Olho para trás na janela da memória e ainda me envergonho do mentiroso,
ladrão, cínico, covarde, vil e endurecido que fui,
e esta lembrança quase me rouba a alegria do momento.
Hoje, mais que nunca, sei, Tú Senhor em momento algum deixou de me amar,
mesmo nos mais escuros enganos.
Tua Mão Senhor me guiou até momento,
Não esperas nada de mim,
Não cobras nada de mim,
Apenas sabe que em mim Tú és







segunda-feira, 23 de julho de 2012

Umbanda e os dados do último Censo


Divulgados os dados pelo IBGE referentes ao Censo 2010 sobre crenças religiosas, para surpresa dos umbandistas...não houve surpresa! Ao menos para quem há muito, não é Pai Etiene Salles?, alerta sobre a necessidade de mobilização, diálogo franco, ações concretas e continuadas da comunidade para o fortalecimento de uma sociedade inclusiva e democrática na superação do preconceito e intolerância pela via da educação. A constatação é simples e óbvia, quem quer faz!

Em Bauru, minha cidade natal, dois projetos de Pontos de Cultura foram aprovados pelo Minc, o ICA – Instituto Cultural Aruanda pelo sacerdote umbandista Rodrigo Queiróz e o Instituto de Cultura Oloroke, divulgador da cultura yourubá, por Laércio Simões e o Babá Paulo do Efon. Há a recente iniciativa do Babalorixá Ricardo D´Oyá com a inauguração da Casa de Culto Aos Orixás. Fora de Bauru, cita-se, por exemplo, o M.U.D.A - Movimento Umbanda do Amanhã, entre outros.

E existem os que vão ficar atribuindo à metodologia do IBGE, considerada não ideal as causas do não crescimento, as igrejas eletrônicas, a sociedade ou para forças ocultas que impedem a visibilidade, sempre jogando nas costas alheias os motivos dos umbandistas não serem vistos, se apresentarem e agirem.

Existem outros tantos que ficam esperando Xangô, Oxalá, Oxóssi, Ogum descerem dos céus ou indicarem algum iluminado num cargo eletivo ou federativo para fazer o que lhes é possível ao alcance das mãos. Outros ainda só conseguem pensar em (re) união quando recebem convites para festas em louvor aos Orixás e aos Guias.

Informações sobre regularização de templos, leis contra crimes de intolerância, apoio governamental para projetos de ações sociais, entre outras, estão disponíveis, é questão de ir atrás e averiguar. Não são a Umbanda e o Candomblé compostos de ignorantes, analfabetos, incapazes, pilantras, medíocres e supersticiosos como tanto gostam de apontar e divulgar os detratores.

Será que cabe perguntar se um dia o papel de eterna vítima um dia cansará?

A falta de debate e reflexão em torno de projetos, a disposição em aplaudir mais do que perguntar, as panelinhas onde só entra quem diz amém, o discurso estamos juntos que na verdade quer dizer sigam-me, o olhar embevecido para o próprio umbigo, a imensa modéstia na apresentação dos títulos, a miopia que só enxerga defeito nos outros, entre outros fatores, é o arsenal que o "perseguido" Povo de Santo dispõe aos que intencionalmente destilam a cartilha da informação equivocada e da manutenção de preconceitos.

Então é isso, quem quer faz, ou seja, vai lá pega na enxada, carpi o mato alto, tira o entulho, prepara o terreno, semeia e cuida para que a semente cresça, a árvore se firme, frutifique e alimente a tantos quantos precisarem.

Para que se prestam as informações coletadas pelo Censo? Olha aí amostra;

Assembleia de Deus fala em eleger mais de 5.500 vereadores
http://www1.folha.uol.com.br/poder/1123910-assembleia-de-deus-fala-em-eleger-mais-de-5500-vereadores.shtml

Trecho;"Nós não temos apenas um líder. A igreja não é centralizada na figura de uma só pessoa. O objetivo é formar líderes para chegar onde o povo está. Por isso em qualquer gueto tem um templo da Assembleia de Deus."

Índios evangélicos aumentam 42% em 10 anos e já são 210 mil
http://www1.folha.uol.com.br/poder/1123927-indios-evangelicos-aumentam-42-em-10-anos-e-ja-sao-210-mil.shtml

Trecho;"O treinamento é a base da ideia da "terceira onda" evangelizadora: depois de missionários brancos estrangeiros e brasileiros, chegou a vez de os próprios índios atuarem."

Não, não é prá dizer que os evangélicos são melhores não viu? Mas que estão demonstrando, há muito, organização, iniciativa e mãos à obra, estão! Quer questionar os objetivos destas ações? Tudo bem! Mas seria pedir demais olhar para a própria sombra antes?

A Umbanda é uma árvore frondosa, mas quão poucos sabem colher os seus frutos”. (Caboclo das Sete Encruzilhadas – médium Zélio de Moraes)

domingo, 22 de julho de 2012

Caridade - Faça do seu jeito, mas faça!


De Um Jeito Que É Só Seu

Fátima Irene Pinto

Há um jeito que é só seu de semear o bem.
Se tem sabedoria para falar, fale!
Há pessoas precisando de quem lhes rasque novos horizontes.

Se tem o dom de ouvir, ouça!
Há pessoas precisando falar para reogarnizar os pensamentos e sentimentos.

Se tem o dom de enxergar os talentos alheios, enalteça-os!
Há pessoas que desabrocham por conta de alguém que lhes reconheça um dom.

Se tem discernimento o bastante para fazer uma observação construtiva, faça-a!
Há pessoas persistindo no mesmo erro por falta de alguém que as alerte com carinho e firmeza.

Se não tem vocação para engajar-se em movimentos filantrópicos de grande alcance, tenha em mente que o maior bem a ser semeado começa dentro do seu lar.

Oferte a sua canção, a sua poesia, a sua hospitalidade, aquele prato que ninguém sabe fazer igual.

Oferte a sua diplomacia, a sua liderança ou a sua capacidade de atuar em segundo plano para o bem comum.

Oferte o seu talento para contar piadas e fazer rir.

A sua ternura natural no trato com crianças, idosos ou animais.

A sua capacidade de manter o sangue frio nas horas de crise, quando todos em sua volta desabam.

A sua santa paciência de permanecer num hospital ao lado de um enfermo terminal ou de varar a noite num velório, naquela hora crítica em que todos vão embora.

Há um jeito que é só seu e todo seu, mesmo que seja ofertar uma flor sem ser dia de nada.

Mesmo que seja afagar as folhas de uma árvore, cantar junto com o seu canarinho, alisar o pelo de seu bichinho de estimação, aquele que você salvou da enxurrada.

Mesmo que seja uma prece sincera feita no silêncio do seu quarto.

Na contabilidade divina pouco importa se o seu dom de semear o bem alcançar uma criatura ou milhões de criaturas.
Você está fazendo a sua parte, de um jeito que é só seu.
É só isto que realmente importa!

quinta-feira, 5 de julho de 2012

CAMPEÃO INVICTO DA LIBERTADORES 2012!

Eu faço parte desta história!!!!!! 


Salve São Jorge!!!! 


Salve Ogum!!!!!!











domingo, 1 de julho de 2012

JESUS SOL - Uma proposta de vibração pelo mundo


Que este texto seja compreendido como uma proposta de meditação / oração / vibração em favor de todos os seres deste planeta. Então eu peço à vc, encontre alguns momentos de recolhimento, se possível com uma música suave no ambiente, eleve os pensamentos e deixe a luz deste Sol brilhar!




JESUS-SOL


Quem quiser imaginar o rosto de Jesus, que pense na Luz.
Porque o semblante d’Ele é como um sol.
E sua irradiação cura os males que oprimem o espírito do homem.
Ele é o Médico da Alma!
E os bons trabalhadores espirituais são os seus enfermeiros.
Pensem nisso, com carinho.
O símbolo de Jesus não é a cruz - nem qualquer outra referência histórica ou religiosa -, é a Luz.
E quem trabalha pelo Bem, é da Luz.
Então, pensem no Rosto-Sol do Mestre e iluminem os seus semblantes também.
Jesus não é um mito e nem invenção do plano espiritual, como querem alguns. 
E os seus ensinamentos são atemporais e sempre ajudarão a humanidade em sua peregrinação pelo mundo.
Meditem no sermão da montanha, pois, naquele dia abençoado, havia uma imensa coluna de Luz descendo sobre o mundo.
E Jesus sabia disso e captou a Glória Celeste e verteu-a em palavras de sabedoria. 
E esse momento ficou registrado na aura do planeta.
E vocês podem acessar essa alta vibração apenas fazendo isso: pensando no rosto-sol do Mestre. 
E, ao mesmo tempo, orando a favor do Bem da humanidade.
Que os seus rostos também se transformem em sóis, na Luz d’Ele.
Ele, Jesus-Sol, o Médico da Alma!


P.S.:
Esses toques conscienciais me foram passados por um mentor extrafísico, ligado às vibrações de Jesus, um pouco antes do início de uma reunião espiritual. Ele trabalha prestando assistência extrafísica e ajuda a muita gente, tanto na Terra quanto no Astral. Suas energias são pacíficas e muito agradáveis.
Trata-se de um espírito que foi médico na Terra e que continua atuando na cura, só que, agora, "do lado de lá". Ele não quer nenhum alarde quanto à sua presença, que, segundo ele, é absolutamente normal e simples.
Logo após eu ter recebido esses escritos, li os mesmos para o grupo presente na reunião, e o resultado foi aquele clima de sentimentos elevados e energias maravilhosas.
E, agora, disponibilizo essas linhas em aberto para todos, pedindo a Deus que ilumine a todos os leitores.


- Wagner Borges - ser humano com qualidades e defeitos, espiritualista consciente e contente, 50 anos de "encadernação", mestre de nada e discípulo de coisa alguma.


Paz e Luz.
São Paulo, 08 de novembro de 2011.

terça-feira, 26 de junho de 2012

sexta-feira, 22 de junho de 2012

KABIR, O POETA APAIXONADO POR DEUS


Reverenciado como santo por hindus, muçulmanos e sikhs, ele combateu o fanatismo religioso e proclamou a unidade profunda de todas as religiões. Seus poemas são ainda hoje recitados em salas de aula e cantados alegremente por milhões de seguidores

Por José Tadeu Arantes

O fanatismo religioso tornou-se uma das maiores doenças do mundo contemporâneo. Cristãos contra judeus, judeus contra muçulmanos, muçulmanos contra hindus, hindus contra budistas, a epidemia parece não ter fim, sobrevivendo ao avanço da ciência, à democratização das formas de governo e ao vertiginoso desenvolvimento dos meios de comunicação. Neste tempo de conflitos, temos muito a aprender com a experiência dos grandes místicos que, ultrapassando as diferenças exteriores das religiões, foram capazes de alcançar sua unidade profunda. Kabir, o célebre poeta indiano do século XV, foi um dos maiores. Em versos inspirados, ele ironizou a tolice dos fanáticos. E proclamou seu amor irrestrito a Deus. Na Índia, é até hoje reverenciado como santo por adeptos de três religiões: o hinduísmo, o islamismo e o sikhismo.

O nome que adotou, Kabir Das, já é uma expressão de sua submissão a Deus e de seu ecumenismo religioso. Pois Kabir é a palavra árabe para "Grande". E Dasa, o termo sânscrito para "Servo". Kabir Das, o "Servo do Grande", nasceu na cidade santa de Benares (Varanasi), em 1398. Atribuindo-lhe uma existência extremamente longa, de 120 anos, seus seguidores afirmam que ele viveu até 1518. Porém os estudiosos ocidentais tendem a considerar 1448 como o ano mais provável de sua morte.

Os europeus – ou ao menos Colombo – ainda não haviam chegado à América. Mas, na Índia, duas tradições místicas, profundamente semelhantes em sua essência, experimentavam um momento de apogeu: o bhakti hinduísta e o sufismo muçulmano. Ambas elegiam o amor apaixonado como forma preferencial de relacionamento entre o homem e Deus. Ambas reivindicariam Kabir como um de seus maiores mestres. O mesmo seria feito pelos sikhs, que incluíram centenas de versos do poeta em seu livro sagrado. A afinidade de Kabir com aquilo que o bhakti e o sufismo possuem de mais característico encontra-se perfeitamente condensada nesta frase magistral: "Desde o dia em que me encontrei com meu Senhor, o jogo de nosso amor não teve fim".

Sua biografia atesta que, desde o início, ele estava destinado a transpor as barreiras que separavam as comunidades hinduísta e islâmica. Pois diz a tradição que, tendo sido abandonado pela mãe, uma viúva hindu da casta dos brâmanes, foi adotado como filho por um tecelão muçulmano. Sua educação islâmica não o impediu de, ainda menino, aproximar-se de um importante mestre espiritual hinduísta: Ramananda, discípulo do célebre Ramanuja. Reconhecendo em Ramananda seu guru predestinado, Kabir pediu ao iogue que o aceitasse como discípulo. E assim ocorreu.

Em sua famosa Autobiografia de um Iogue, Paramahansa Yogananda (1893-1952) afirma que Kabir teve também um outro mestre: ninguém menos do que o grande Babaji, o sublime iogue cujos devotos afirmam estar vivo e oculto na Terra há quase dois mil anos. Quaisquer que tenham sido suas fontes de inspiração, é certo que Kabir possuía íntima familiaridade com a cultura da yoga, especialmente com a antiquíssima tradição dos siddhas, os chamados "iogues perfeitos".

Vegetariano e visceralmente contrário aos sacrifícios de animais, pautou sua vida pelo princípio da não-violência (ahimsa). A esse respeito escreveu: "O homem que é gentil e pratica a retidão, que se mantém impassível em meio à turbulência, que considera as criaturas do mundo como seu próprio eu, este alcança o Ser imortal; o verdadeiro Deus está sempre com ele". Mas, ao contrário de tantos ascetas, ele não renunciou às atividades mundanas nem foi celibatário. Consta que, como seu pai adotivo, exerceu o ofício de tecelão. E que casou e teve dois filhos. A tradição atribui à sua esposa o nome de Loi.

Benares era então dominada pelos brâmanes, a casta sacerdotal. Com suas opressivas regras sobre o que podia ou não podia ser feito, os brâmanes atormentavam a vida das pessoas comuns. Por aceitar mulheres em seu amplo círculo de discípulos, Kabir passou a ser hostilizado pelos sacerdotes. Porém não se deixou intimidar. E respondeu aos ataques com poemas satíricos. Mais tarde, quando o muçulmano Tamerlão (Timur, o Coxo) devastou a cidade e as rígidas autoridades islâmicas passaram a mandar na vida religiosa, ele igualmente ridicularizou seus ritos. Suas farpas contra os fanáticos das duas religiões conquistaram o coração do povo, mas despertaram a ira dos poderosos. Objeto de intrigas, o poeta foi exilado de Benares. Isso não impediu que a fama de sua santidade se espalhasse pelo país e que um número cada vez maior de seguidores se reunisse à sua volta.

Seus ataques às formas exteriores das religiões não devem ser entendidos como um menosprezo pela fé das pessoas. Foram, ao contrário, a expressão de um homem que experimentou Deus dentro de si mesmo. E que estava ansioso por comunicar ao mundo a força libertadora dessa experiência, que transcende os dogmas, as regras e os ritos. Como Jesus, Kabir ensinava seus discípulos a rezarem em silêncio, sem ostentação, em íntima comunhão com a Divindade. Em um de seus mais belos poemas, ele afirmou:

Com a mente imersa no Amor, por que deveria eu falar?
Havendo amarrado o diamante, por que desfazer o nó? (...)
O cisne, alcançando o lago, precisa nadar em poças e pântanos?
Teu Senhor é teu próprio Ser; por que procurá-lo fora?
Kabir diz: Escuta minhas canções!
Eu realizei o Senhor internamente, como o óleo contido na semente.
(tradução de José Tadeu Arantes)

De volta a Benares, ele continuou ensinando, apontando a diferença entre a experiência religiosa e a superstição. Foi um mestre até a última respiração. Passou seus derradeiros 40 dias vivendo em um lugar do qual diziam que, se alguém nele morresse, renasceria na próxima vida como asno. Quando finalmente morreu, hindus e muçulmanos reclamaram seu corpo, cada comunidade querendo proporcionar-lhe ritos fúnebres de acordo com suas respectivas regras. Conta a lenda que, ao erguer o lençol mortuário, a multidão se surpreendeu ao descobrir que o corpo havia desaparecido. Em seu lugar, havia apenas um belo buquê de flores. Este foi dividido em duas partes iguais: conforme seus costumes, os hindus cremaram uma metade e os muçulmanos enterraram a outra. Seus poemas continuam a ser recitados por crianças em sala-de-aula e cantados por milhões de devotos. Diz um deles:

Um diamante estava jogado na rua, coberto de sujeira.
Muitos tolos passaram ao largo.
Alguém, que conhecia diamantes, este o colheu.
(tradução de José Tadeu Arantes)

Que o brilho diamantino de sua vida nos ajude a dissipar as trevas deste tempo de ignorância!

José Tadeu Arantes (tadeuarantes@thenewlife.com.br)
The New Life


* Destaques no texto meus.