terça-feira, 6 de julho de 2010

Ajustando a miopia - alguma contribuição ao movimento religioso umbandista

Evocando o exemplo de conduta e esperança no porvir, postura dos que pagam o preço por sua coerência e sabem que plantam sementes as quais não irão assentar sob a sombra e tampouco saborear os frutos, do Sr. Zélio de Moraes, médium instrumento fundador, inspirado e orientado pelo espírito do Sr. Caboclo das Sete Encruzilhadas, mentor espiritual anunciador, após a criação da Tenda Espírita Nossa Senhora da Piedade, a 1ª e originária Tenda Mater/Raiz/Fonte de UMBANDA neste pedaço de plano de manifestação.

Cientes da lição contida na parábola do semeador, o semear não é mero atributo/prerrogativa de um só (lembremos que o Evangelho diz o semeador e não o fulano ou o sicrano semeador, ou seja, importa a mensagem, não o mensageiro), pois a seara é grande e a fome espiritual maior ainda, fundaram outras Tendas com o objetivo principal, no meu ver, de irradiar a mensagem do Alto, transformando a tantos quantos a estas recorressem. Adeptos ou socorridos.

Mensagem esta, que não encontrava (e porque não dizer, ainda não encontra) acolhida nos campos cultos e incultos, serenos ou extravagantes, propícios ou áridos.

Parte desta mensagem dizia: "Aprenderemos com os que sabem mais e ensinaremos os que sabem menos". Compreendo, que ao dizer isso, o Caboclo não se referia apenas aos tantos espíritos desencarnados que tem algo a dizer e a ouvir, mas também aos encarnados, mesmo que sem títulos de doutores ou outros quaisquer, também são possuidores de vivências e sabedoria para compartilhar com os que estão de ouvidos abertos.

Isso não quer necessariamente dizer, como muitos querem entender, que tendo algo a dizer um espírito que se apresente como x, y ou z, num terreiro de Umbanda, já se possa criar uma gira/culto destes mesmos x, y ou z.

Mas deve ser a tal beleza da diversidade, não é mesmo?

Instalaram Tendas-núcleos disseminadoras desta nova mensagem e, de certo modo, modelos de conduta a serem seguidos, trazendo para toda uma massa de espíritos, do lado de lá e cá, endurecidos ou cegos, bases esclarecedoras, formadoras e retificadoras.

O mesmo entendimento pode ser estendido à criação da 1ª Federação Espírita de Umbanda, que além de pretender organizar o movimento religioso, também visava esclarecer. Se seguiram ou não conforme nepotismos dos seus dirigentes é outra conversa.

Parece-me que ao agir assim, semearam, médium e mentor, exemplos vivos e perenes de profunda humildade, reconhecendo a necessidade de que é preciso estimular ao movimento religioso umbandista, lideranças e participantes conscientes do papel fundamental do esclarecimento e da informação transparente. Além, é claro do principal, a transformação dos valores interiores.
Sem dogmatismos, subserviência ou obediência cega.

A Umbanda ensina a libertar consciências, não só num chão de terreiro, mas através também do trabalho isento de interesses escusos, transformador e motivador do movimento humano religioso.

Evocando os exemplos supracitados, quero manifestar algumas sugestões que há muito tempo foram colocadas como devaneio, mas que, ao menos para mim, ainda são caminhos...

Tomemos como exemplo a prefeitura de uma cidade, se nela ESTÁ ocupando o cargo de prefeito, um cargo é apenas um cargo, a pessoa ESTÁ prefeito, ela não É prefeito, assim como em qualquer outra instituição, não existe pessoa insubstituível, inclusive os que se entronizam vitalícios.

Se nela ESTÁ um prefeito que tenha um perfil descentralizador na delegação de funções e no intuito de melhor abranger as várias regiões da cidade e deste modo aos cidadãos, o mesmo coloca nestas sub-prefeituras, representantes capacitados para acolher, orientar e solucionar os problemas e situações, pois estão muito mais próximos.

Sabe o prefeito que não poderá estar em todos os lugares, nem tampouco conhecer a todos e a todas as situações com o qual cada região convive.

Ou seja, para administrar bem uma cidade, o prefeito delega funções e poderes a outras pessoas para que possam em trabalho conjunto, atender, senão em sua maior ou grande parte, ao menos as partes mais diretamente afetadas da coletividade.

Pois bem, me pergunto se do mesmo modo esta situação não poderia ser utilizada nas chamadas representações organizadas do movimento umbandista. E o faço na mais absoluta esperança da ideia de igualdade, democracia, não-personalismo, criação de novas lideranças e melhor ainda, nova conscientização dos umbandistas esteja sendo um fato. Mais que um longo e repetitivo fado...

As representações organizadas possuem um corpo diretivo correto? Os componentes do corpo diretivo, chamados diretores, certamente não moram todos no mesmo bairro ou prédio, tal como se fosse uma comunidade fechada, logo, moram em diferentes bairros e conhecem (se não conhecem, passam a fazê-lo), a realidade dos templos religiosos e dos adeptos da região onde estão.

Ora, não parece interessante que estes mesmos diretores, estando capacitados:

-Conheçam legislação sobre direitos e deveres das religiões, organização de movimento civil, legislação municipal, noções de organização básica de reuniões, e assim;

-Incentivem a legalização dos templos, orientando sobre feitura de estatuto, atas, modelos de documentos, contabilidade, mais até do que a mera filiação (inclusive);

-Organizem núcleos bases com os terreiros da região onde estão, para discutirem situações e ações de fortalecimento para apoio mútuo;

-Organizem e estimulem ações cidadãs, por exemplo, a formulação de cartilhas ou visitas as escolas do bairro, associação de moradores para mini-palestras sobre o que É e o que NÃO é Umbanda, esclarecendo e buscando assim disseminar informações corretas buscando superar o estigma criado pelos que mistificam, iludem, detratam e distorcem;

Ora, não parece interessante que aproveitem aptidões e talentos existentes nas fileiras do terreiros das regiões onde estão para cursos de formação, tais como: artesanato, música, alfabetização, alvenaria, higiene básica, nutrição, etc.?

Não duvido que haja nestas fileiras: pedreiros, professores, músicos, advogados, lavradores, enfermeiros, nutricionistas, etc.

Não são ou fazem questão de se denominarem, IRMÃOS DE FÉ?

Estes núcleos-bases serviriam como ponte ou posto avançado, além de polo irradiador de informações, trabalhando na linha "pense globalmente; aja localmente". Inclusive, podendo se apoiar e colaborar com outros movimentos já existentes nos seus bairros, desde que haja entendimento.

Enfim, são sugestões de alguém que acredita que as pessoas quando estimuladas a acreditarem em si, através de informações isentas de cor partidária, transparentes sobre direitos e deveres, adquirem forças e abrem suas asas, alçando vôos mais altos. Ao invés simplesmente de se abrigarem "frágeis" sob as asas de uma única ave, que pode ora se apresentar como uma galinha, ora um sorrateiro falcão.

É possível que estas sugestões já estejam sendo aplicadas e tomara que sim.

Confesso, sinceramente, que adoraria saber que estou mal informado.

Obs.: Para quem ainda não entendeu ou não sabe, com sua licença Sr. Caboclo das Sete Encruzilhadas...

Umbanda é a manifestação de ESPÍRITOS, DESENCARNADOS E ENCARNADOS para a prática da CARIDADE, no sentido do AMOR FRATERNO, e neste sentido;

A cobrança monetária pela prática caritativa dos atendimentos espirituais;
O desrespeito ou a não adequação às leis terrenas em nome de um poder maior ou liberdade de expressão irrestrita;
A utilização de sacrifício ritual de animais;
A permissão ou conivência com assédio sexual e promiscuidade;
O não incentivo ao estudo e aprimoramento de conhecimentos culturais e valores conscienciais maiores;
O engodo de soluções miraculosas e fáceis através de barganhas com os espíritos;
A humilhação, o preconceito e discriminação social, moral, sexual, étnica, religiosa, financeira;
NADA DISSO É OU PERTENCE À UMBANDA!

domingo, 4 de julho de 2010

O que realmente vai ser pesado não é o que estará estampado.

"Enquanto os homens exercem seu podres poderes,
motos e fuscas avançam os sinais vermelhos.
E perdem os verdes,
somos uns boçais"
Podres Poderes - Caetano Veloso

Para que nos salvemos desta boçalidade cotidiana e sufocante, ainda que em silêncio e solitário, salte no abismo da poesia e lhes garanto, nunca serás abandonado...

O PRÍNCIPE FELIZ - Oscar Wilde

Era uma vez um Príncipe, que morreu, e depois da sua morte construíram-lhe uma estátua para que toda a gente visse a sua beleza. Tinha duas safiras nos olhos e um rubi na ponta da sua espada.

Existia uma Andorinha que não partiu com as suas amigas, porque se tinha apaixonado por um junco. A certa altura, ela fartou-se do tal junco e foi para a cidade.

A Andorinha abrigou-se entre os pés do Príncipe Feliz. Ela pensava para si própria que tinha encontrado um quarto coberto de ouro, pois o Príncipe era revestido de ouro.

De repente, quando a Andorinha estava prestes a adormecer, caiu-lhe uma gota na cabeça. Ela, muito admirada, olhou para cima e não viu nenhuma nuvem. De seguida caiu a segunda. Quando a Andorinha se preparava para ir embora, caiu-lhe a terceira gota; foi nessa altura que olhou para cima e reparou que as gotas vinham dos olhos do Príncipe Feliz.

Muito espantada, perguntou-lhe porque chorava e o Príncipe Feliz, disse-lhe que estava a chorar, porque, antes de morrer e de o colocarem naquele lugar mais alto, nunca tinha reparado nas pessoas pobres, no seu povo, enfim.

"Enquanto os homens exercem
Seus podres poderes
Índios e padres e bichas
Negros e mulheres
E adolescentes
Fazem o carnaval...
"

Mas agora, que reparava nisso tudo, quem lhe dera ainda estar vivo!

O Príncipe Feliz viu uma costureira a fazer um vestido para uma dama e logo pediu à Andorinha para lhe levar o seu rubi, pois o seu filho estava doente e com febre. O menino pedira à mãe tangerinas, mas a ela não tinha dinheiro para lhas comprar.

"Enquanto os homens exercem
Seus podres poderes
Morrer e matar de fome
De raiva e de sede
São tantas vezes
Gestos naturais...
"

Então, o Príncipe voltou a pedir à Andorinha, convencendo-a a ficar. E lá foi ela colocar o rubi na mesa da costureira; de seguida foi ao quarto do menino e bateu as suas asas junto dele de tal modo que o menino perdeu a temperatura e adormeceu tranquilamente.

A Andorinha voou, poisou no ombro do Príncipe Feliz e disse-lhe tudo o que fizera. A certa altura, a Andorinha sentiu-se muito quente, apesar do ar fresco.

O Professor de Ornitologia viu uma Andorinha no Inverno e foi logo ao Jornal Local comunicar a estranheza.

"Ou então cada paisano
E cada capataz
Com sua burrice fará..."


A Andorinha disse ao Príncipe que nessa noite iria para o Egito, mas ele pediu-lhe que ficasse mais uma noite, porque vira um jovem escritor num sótão, com frio e fome, que não conseguia acabar a sua história. Ele, desta vez, pediu-lhe que levasse um dos seus olhos que eram feitos de belas e raras safiras.

"Eu quero aproximar
O meu cantar vagabundo
Daqueles que velam
Pela alegria do mundo...
"

A Andorinha disse-lhe que não! Mas o Príncipe implorou-lhe e assim convenceu-a!

Ela tirou-lhe uma safira, levou-a ao jovem, deixando-a nas violetas murchas da sua mesa. Quando a lua apareceu, ela voltou para o Príncipe Feliz.

Queria despedir-se dele, mas o Príncipe pediu-lhe que ficasse mais uma noite, porque na praça mais abaixo estava uma menina que vendia fósforos e que os tinha estragado porque caíra! E que o pai lhe ia bater se não levasse dinheiro para casa. A Andorinha retirou-lhe a outra safira e levou-a “À Pequena Vendedora de Fósforos”.

A Andorinha disse, por fim ao Príncipe Feliz, que ele agora estava cego e que ficaria com ele para sempre.

O Príncipe disse-lhe que estava coberto de ouro e pediu-lhe que o levasse aos pobres que, quando viram o ouro, disseram que assim já tinham pão…

"Será, será, que será?
Que será, que será?
Será que essa
Minha estúpida retórica
Terá que soar
Terá que se ouvir
Por mais zil anos..."


Chegou a neve e a Andorinha teve cada vez mais frio.

Ela informou o Príncipe que ia embora e pediu-lhe para lhe beijar a mão. Mas o príncipe disse-lhe para ela lhe beijar os lábios e logo o coração dele se partiu em dois.

O Presidente da Câmara viu o Príncipe todo cinzento e sem jóias. Por isso decidiu pôr a estátua na fornalha a derreter, e assim fazer uma estátua sua, mas reparou que o seu coração não derretia. Deitaram-no ao lixo, onde também se encontrava a Andorinha morta.

"Queria querer gritar
Setecentas mil vezes
Como são lindos
Como são lindos os burgueses
"

Deus pediu a um dos seus anjos para ir buscar as duas coisas mais preciosas da cidade. O Anjo levou-lhe o coração do Príncipe e a Andorinha.

Deus disse-lhe que fizera a escolha certa.

Disse-lhe também que no seu jardim, no Paraíso, a Andorinha cantará para sempre assim como, na sua cidade do ouro, o Príncipe o honrará para sempre.

"Enquanto os homens
Exercem seus podres poderes
Morrer e matar de fome
De raiva e de sede

São tantas vezes
Gestos naturais
Eu quero aproximar
O meu cantar vagabundo
Daqueles que velam
Pela alegria do mundo...

Indo mais fundo
Tins e bens e tais!
Indo mais fundo
Tins e bens e tais!
Indo mais fundo
Tins e bens e tais!
"


Compreenda quem quiser e puder...


Paz e Luz!

sábado, 3 de julho de 2010

O vento sopra onde quer!

Olá Ricardo Machado! Espero contar com sua compreensão ao não designá-lo como Mestre, ainda que você tenha, por certo, merecido receber tal titulação, mas é que desde muito mais novo tenho certa propensão a não acatar ou ter relação cordial com autoridades e titulações, rsrsrs.

Isso me valeu passeios por camburão, dedo em riste, ameaças e tapas, demissões, e traições também.

Garanto porém que sou respeitoso, como filho de Umbanda consciente da postura necessária a quem de fato a mereça.

Recebi teu retorno sobre a postagem feita aqui referente à vc e ao seu trabalho no blog Ouvindo as Vozes de Aruanda. E resolvi explicitar, como venho fazendo há algum tempo, abertamente neste meu play-ground como me senti em relação ao mesmo.

Você escreveu;

"Sinceramente, hoje, ao ler este texto, senti um misto de alegria, decepção, tristeza e de dever cumprido."

Olha, eu fico surpreso que ainda exista quem ainda sinta, como nós, tantas emoções e não se afogue, rsrsrsrs

Afinal a impressão que tenho é que vivemos em tempos monocromáticos, no sentido de sentimentos e emoções.

Tanto que ando pensando em chamar esta turma que está sempre prá cima de Uhú! Bandistas.

Não é auspicioso sabermos que há tanta gente tão bem resolvida emocionalmente e espiritualmente, especialmente após receber seus diplomas e honrarias em tantos cursos, workshops, teologias e ações no "meio umbandista"?

"Alegria por sua deferência à minha pessoa, pelo texto maravilhoso que escreveu e pela mensagem que deixou usando este belo vídeo da composição de Bob Dylan."

Quem diria que o Bob Dylan, um dia foi magrinho e não tinha uma ruga não é mesmo? E ainda por cima iria ficar com a cara do Vincent Price? rsrsrsrs

"Decepção, de mim para comigo mesmo, por não ter sido suficiente diligente para ter lido este texto antes."

Confesso que aguardava até um tempo maior para que, talvez, você lesse o mesmo e talvez, se dispusesse a comentar, então fique tranquilo, se algo tenho aprendido é que as coisas vão acontecendo no devido tempo.

"Tristeza por saber que, infelizmente, poucas são as pessoas com a hombridade, caráter, tirocínio e capacidade de pensar sozinho e tirar suas próprias conclusões, como é o seu caso e de seus parceiros no blog, dentro da Umbanda. Talvez se todos pensassem e analisassem as coisas como vocês, eu teria sido poupado de muitos momentos desagradáveis no assim chamado "meio umbandista".

Quer saber mesmo o que eu penso sobre o "meio umbandista"? Aí vai;



"O sentimento de dever cumprido, fica por conta de que eu, no passado, no presente e, com certeza, no futuro, continuarei zelando por esta "Umbanda de Todos Nós", por mais que os interesses dos "poderosos da banda" possam me levar a outros 10 anos de calúnias, injúrias, difamações, e toda a sorte de ameças, trabalhos de magia e tudo mais, que os "babás do santo rebolado" tanto dirigem à mim."

Não nos preocupemos tanto, 2012 vem aí e se Deus for misericordioso, como creio que é, sem o lálálálá do Silvio Santos ao fundo.

"Realmente, não somos amigos... mas com certeza, considero você e todos os Umbandistas realmente compromissados com a Senhora da Luz Velada como IRMÃOS."

Um dia, um espírito denominado Tiana escreveu;

Umbanda é a montanha
Que todos terão que galgar
Muitos serão os chamados
Poucos conseguirão chegar!

https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEi0p9Lhr44xj_d7-kfgy87GE_QFYQzfiRshyphenhyphenzpm9lKCnH8fMNULQCjNT8s97MudevTitjZelNgSMqnB9mlYKeo-uti57AWMJMmwW-Z24bVFMxWIl_sk-BaDHDeljfy4z45aMIUjlZ5Y3j0/s1600/Figura+25.JP

A caminhada torna a muitos de nós Irmãos...

"Enfim, permita que minha vaidade aflore e tome este texto como uma homenagem ao meu trabalho e minha luta."

Se bem que vaidade não "cai muito bem" não é mesmo? rsrsrsrsrs.

Sigamos confiantes no trabalho e na luta de zelar e cuidar bem do nosso chão, de nossos corações e consciências, pois é daí e é aí que nos encontraremos para o devido encontro com a verdade.

"
Manáh, Ásé e Bençãos."

Que haja Paz e Luz em todos os teus caminhos!

Deixa a gira girar!

Amar você me fez um idiota e como isso é bom!

Há quanto tempo eu protelo escrever neste "meu" espaço sobre o que sinto por você Cláudia? Muito, muito tempo.

Possivelmente por nem sempre e nem todo dia te amar com a mesma intensidade que os manuais de amor eterno e que dizem até que a morte nos separe vaticinam e protocolam.

Certamente, por não ter sido um companheiro que por muitas vezes a fez se sentir amada e valorizada.

Nos reencontramos prá aprender algo que deixamos esquecido? Talvez, talvez. Mas, se assim for, a oportunidade é agora e não estou muito a fim de esperar prá uma outra.

Sempre é muito tempo, já disse um alguém.

Até que a morte nos separe acontece todos os dias quando cada um de nós de vai cumprir seus deveres mundanos e muitas vezes no peito rola um desânimo total, mesmo que estejamos loucos de vontade de voltar para casa e renascer para vida no reencontro do abraço que é a fonte da eterna juventude.

Eu te amo, você me ama, mas não é todo dia e nem é a todo momento, sentimos tristeza, raiva, mágoa, um do outro nas tantas vezes que insanos deixamos que coisas chatas escureçam o que nos vai aqui dentro.

E o que nos vai aqui dentro é uma verdade que brota continuamente em nós, como um riacho que vem do fundo de uma caverna e traz água límpida, fresca e transformadora;

Nós somos duas pessoas idiotas que amam a Vida acima de tudo, e cada pequena flor esquecida, cada asa de borboleta caída no bosque, cada gole de caféééééééééééé que juntos bebemos, cada desenho que juntos assistimos e nos emociona e sendo nosso encontro nesta encarnação um trupicão desajeitado que começou num vamos ver até onde isso vai dar que termina (ou melhor recomeça) em longos abraços, beijos e amassos e mãos que sobem e descem, pernas que se enroscam e corpos que se esvaem em muito suor e gozo de risadas e felicidade, quero te dizer;

Amo você! Amo você! Amo você!

Especialmente por me fazer um idiota especial, já que durante muito, muito tempo, fui o o visceral, o profundo, o sério, enfim o chato encarapaçado sr. certinho.

As manhãs de sol solitárias me trazem pequenas verdades que me dizem muito sobre o que vale de verdade viver, um bom café, um carinho do raio deste amigo sol e o sentimento profundamente idiota de que amar você me faz um ser melhor.

Te aguardo para o nosso reencontro de renovação na nossa fonte de juventude eterna, com ou sem roupa, o mergulho será total!

Só os idiotas são felizes

Ailin Aleixo

Nada mais libertador do que rir de si mesmo.
Idiotice é vital para a felicidade.
Gente chata essa que quer ser séria, profunda, visceral. Putz, coisa pentelha.
A vida já é um caos, por que fazermos dela, ainda por cima, um tratado do Schopenhauer? Deixe a pungência para as horas em que ela é inevitável: mortes, separações, dores. No dia-a-dia, pelo amor de Deus, seja idiota. Ria dos próprios defeitos, tire sarro de suas inabilidades.
Ignore o que o boçal do seu chefe proferiu. Pense assim: quem tem que carregar aquela cara feia, todos os dias, inseparavelmente, é ele. Pobre dele.
Milhares de casamentos acabaram-se não pela falta de amor, dinheiro, sexo, sincronia, mas pela ausência de idiotice. Quem disse que é bom dividirmos a vida com alguém que tem conselho pra tudo, soluções sensatas, objetivos claramente traçados mas não consegue rir quando tropeça?
Que sabe resolver uma crise familiar mas não tem a menor idéia de como preencher as horas livres de um fim de semana? Sim, porque é bem comum gente que fica perdida quando se acabam os problemas.
E daí, o que elas farão se já não têm por que se desesperar?
Em suma: desaprenderam a brincar. Eu não quero alguém assim comigo. A realidade já é dura; piora se for densa. Dura e densa, ruim. Brincar, legal. Entendeu?
Esqueça o que te falaram sobre ser adulto, tudo aquilo de não brincar com comida, não falar besteira, não ser imaturo, não se descontrolar, não demonstrar o que sente. É muito não.
Dá pra ser feliz com tanto não? Pagar as contas, ser bem-sucedido, amar, ter filhos - tarefa brava. Piora, muito, com o peso de todos aqueles nãos.
Tenha fé em uma coisa: dá certo ser adulto e idiota.
Aliás, tudo fica bem mais fácil ser for regado a idiotice, bom humor. Manuel Bandeira foi um grande homem e um grande poeta. Disse certa vez: "E por que essa condenação da piada, como se a vida fosse só feita de momentos graves ou só nesses houvesse teor poético?" Estava certo.
Adultos podem (e devem) contar piadas, ir ao fliperama, beliscar a bunda da mulher, sair pelados pela cozinha. Ser adulto não é perder os prazeres da vida - e esse é o único "não" aceitável.
Teste a teoria. Uma semaninha, pra começar. Veja e sinta as coisas como se elas fossem o que são: passageiras. A briga, a dívida, a dor, a raiva, tudinho vai passar, então pra que tanta gravidade? Já fez tudo o que podia para resolver o problema? Parou, chorou, pediu arrego?
Ótimo, hora da idiotice: entre na Internet, jogue pebolim, coma um churrasco grego. Tá numas de empinar pipa no sábado? Vá.
Quer conversar com sua namorada imitando o Pato Donald mas acha muito boçal? E é, mas e daí? Você realmente acha que ela vai gostar menos de você por isso? Ela não vai, tenha certeza.
Só vai gostar mais, porque é delicioso estarmos com quem sorri e ri de si mesmo.
Eu fico chateada por não ser tão idiota quanto gostaria; tenho uma mania horrível de, sem querer, recair na seriedade. Então o mundo fica cinza e cada lágrima ganha o peso de uma bigorna. Nessas horas não preciso de cenhos franzidos de preocupação. Nessas horas tudo de que preciso é uma bela, grande e impagável idiotice. Como sair pra jogar paintball - ou, melhor ainda, me olhar fixamente no espelho até notar como fico feia com os olhos vermelhos e o nariz escorrendo.
Como fico ridícula quando esqueço que tudo passa.

quinta-feira, 1 de julho de 2010

Do abismo entre o que se ouve, o que se diz e o que se pratica

Transcrevo uma mensagem deixada pela Amiga Espiritual de nossa Casa, Irmã Maria Amélia da Conceição, na última 3ª-feira 29/06 e que por caminhos outros me levaram de encontro a um texto de Dom Helder Câmara.

Em mim despertaram um profundo silêncio e reflexão diante do que realmente é importante e do que move, possivelmente, muitas consciências que creem agir em nome de algo maior...

"Falar em silêncio é falar de amor.
E falar de amor,é lembrar Maria.
Maria a senhora do sim e do silêncio.
Quando o anjo lhe anunciou a vontade do Pai, Maria questionou, mas confiando na palavra de Deus que disse, não temas Maria, ela silenciou.
Maria sempre meditou a palavra e guardava em seu coração.
Quando o soldado rasgou o coração de Jesus, ela recordou-se da palavra e por isso permaneceu em silêncio.
Maria é a virgem do silêncio na manjedoura, é a virgem do silêncio no calvário.
Em maria o mistério de Deus se manifesta na plenitude e silencia por completo tudo que é ideia e imagem humana.
É a virgem do silêncio que acolhe as palavras em seu coração.
É a virgem do silêncio que nem mesmo ao seu filho responde, sua resposta é: eu estou aqui eu estou de pé.

Jesus havia olhado para cima e tinha dito:

"Meu Deus! Meu Deus! Porque me abandonaste?
"

Mas quando olhou para baixo, ele olhou sua mãe que o olhava em silêncio.
Os olhos silenciosos de Maria foram os olhos de Deus, os olhos do pai.
Maria sofreu profundamente a paixão afetiva e moral vendo seu filho ali, sabendo que ele era Deus.
A dor mortal de Jesus foi a maior de todas, porque ele carregava as misérias de toda a humanidade, e Maria estava ali sofrendo em silêncio.
É MEUS IRMÃOS, o silêncio é de ouro, mas o barulho é de prata.

Quantas vezes você parou para ouvir você mesmo(a) ?, e seu irmão, você silencia para ouvi-lo(a) ?

Ou nem mesmo o deixa acabar o assunto, e já entra com o seu?
Muitas vezes gritando muito alto para não deixar duvida nenhuma de que está certo?
Vc já experimentou ficar em silêncio, e meditar a exemplo de Maria, tudo o que Deus espera de vc ? e também para sentir como tem se comportado, diante dos reveses da vida ?
Silenciar meus irmãos não é ficar mudo diante de uma situação, mas deixar que o Espirito Santo possa agir em nós para que o nosso silêncio seja um silêncio de amor de justiça e paz.
Quem é esta sombra tão bela, que se veste de sol e resplandece mais
E esse silencio Altíssimo, de amor, Maria és tú !!!"
recebido pela médium Ray

Diálogo
Dom Hélder Câmara

"Meus queridos amigos, há temas aos quais é preciso voltar sempre.
Um deles é a dificuldade e a necessidade importantíssima de AUTÊNTICO DIÁLOGO.

Recordemos uma verdade verdadeiríssima:
Se discordas de mim, tu me enriqueces.

Se és sincero e buscas a verdade e tentas encontrá-la como podes, ganharás tendo a honestidade e a modéstia de completar teu pensamento com o pensamento, mesmo de pessoas, que te pareçam muito menos inteligentes e cultas do que tu.

Um dos argumentos mais sérios que nos leva a escutar quem nos fala e, até a ouvir, quem discorda de nós, é saber que Deus fez a inteligência humana incapaz de abraçar o erro total.

Se um sistema filosófico ou econômico, social, um sistema qualquer, for erro de cima a baixo e de lado a lado não há nem perigo de que a inteligência do homem parta para o erro total.

Se a inteligência avança, podes ter certeza de que, no meio dos erros, há verdades prisioneiras.

Ora, quem sabe, quem discorda de mim pode ter descoberto sementes de verdade que me escaparam.

Quem pode pretender ser dono da verdade e ter o monopólio do Espírito Santo.

Feliz de quem se acostuma a ouvir com ouvidos de ouvir porque também é um perigo não ter idéias firmes, ser um cabeça de vento que gira pra onde o vento sopra.

Ótimo é ter idéias, ter princípios, ter opções, prioridades. Mas, permanecer de verdade e não só de faz de conta aberto a ouvir e a aceitar tudo o que é válido.

Atenção, amigos, nós todos precisamos de matricular-nos na escola do diálogo e começar aprendendo de verdade a ouvir.

E fiquemos alertas para a tentação de achar formidáveis, geniais, os que falam de acordo com o que nós pensamos.

E de queimar como quadrados, caretas, os que têm a ousadia de discordar de nós.

Adotemos como um de nossos lemas, queridos, se discordas de mim, tu me enriqueces."

Penso que os textos acima sirvam para reflexões interiores a quem assim se dispuser e também valem para a notícia veiculada hoje e que ao menos para mim, demonstra o quanto estamos distanciados do que que vêm a ser um real diálogo no que chamamos sociedade democrática em que vivemos.

Em todos os seus círculos...


ABUSO DE AUTORIDADE EM TENDA DE UMBANDA
http://webcache.googleusercontent.com/search?q=cache:u_9Ny_63VQwJ:www.jornalabsoluto.com.br/+Cristiane+Tomaz+de+Oliveira+santa+catarina&cd=1&hl=pt-BR&ct=clnk&gl=br

Trecho final da matéria;

EMBASAMENTO JURÍDICO: A assessoria de imprensa que fez o relise para a Tenda de Umbanda Caboclo Pajelança enviou também embasamento jurídico.


CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA FEDERATIVA DO BRASIL DE 1988

Art. 5º Todos são iguais perante a lei, sem distinção de qualquer natureza, garantindo-se aos brasileiros e aos estrangeiros residentes no País a inviolabilidade do direito à vida, à liberdade, à igualdade, à segurança e à propriedade, nos termos seguintes:

VI - é inviolável a liberdade de consciência e de crença, sendo assegurado o livre exercício dos cultos religiosos e garantida, na forma da lei, a proteção aos locais de culto e a suas liturgias;

VII - é assegurada, nos termos da lei, a prestação de assistência religiosa nas entidades civis e militares de internação coletiva;

VIII - ninguém será privado de direitos por motivo de crença religiosa ou de convicção filosófica ou política, salvo se as invocar para eximir-se de obrigação legal a todos imposta e recusar-se a cumprir prestação alternativa, fixada em lei;

CÓDIGO PENAL - DECRETO-LEI N.º 2.848, DE 7 DE DEZEMBRO DE 1940

CAPÍTULO I: DOS CRIMES CONTRA O SENTIMENTO RELIGIOSO

Ultraje a culto e impedimento ou perturbação de ato a ele relativo

Art. 208 - Escarnecer de alguém publicamente, por motivo de crença ou função religiosa; impedir ou perturbar cerimônia ou prática de culto religioso; vilipendiar publicamente ato ou objeto de culto religioso:

Pena - detenção, de 1 (um) mês a 1 (um) ano, ou multa.

Parágrafo único - Se há emprego de violência, a pena é aumentada de um terço, sem prejuízo da correspondente à violência.

LEI Nº 7.716, DE 5 DE JANEIRO DE 1989 - Define os crimes resultantes de preconceito de raça ou de cor.

Art. 1º Serão punidos, na forma desta Lei, os crimes resultantes de discriminação ou preconceito de raça, cor, etnia, religião ou procedência nacional. (Redação dada pela Lei nº 9.459, de 15/05/97)

Nota: Assim dispunha o artigo alterado: "Art. 1º Serão punidos, na forma desta Lei, os crimes resultantes de preconceitos de raça ou de cor."

Art. 20. Praticar, induzir ou incitar a discriminação ou preconceito de raça, cor, etnia, religião ou procedência nacional. (Redação dada pela Lei nº 9.459, de 15/05/97)

Pena: reclusão de um a três anos e multa.

LEI Nº 9.459, DE 13 DE MAIO DE 1997 - Altera os artigos. 1º e 20 da Lei nº 7.716, de 5 de janeiro de 1989, que define os crimes resultantes de preconceito de raça ou de cor, e acrescenta parágrafo ao art. 140 do Decreto lei nº 2.848, de 7 de dezembro de 1940.

"Art. 1º Serão punidos, na forma desta Lei, os crimes resultantes de discriminação ou preconceito de raça, cor, etnia, religião ou procedência nacional."

"Art. 20. Praticar, induzir ou incitar a discriminação ou preconceito de raça, cor, etnia, religião ou procedência nacional.

Pena: reclusão de um a três anos e multa.

Art. 2º O art. 140 do Código Penal fica acrescido do seguinte parágrafo:

"Art. 140. (...) § 3º Se a injúria consiste na utilização de elementos referentes a raça, cor, etnia, religião ou origem:

Pena: Reclusão de um a três anos e multa".

Lei de Abuso de Autoridade - Lei Nº 4.898, de 9 de dezembro de 1965 - Regula o Direito de Representação e o processo de Responsabilidade Administrativa Civil e Penal, nos casos de abuso de autoridade.

Art. 3º. Constitui abuso de autoridade qualquer atentado:

d) à liberdade de consciência e de crença;

e) ao livre exercício do culto religioso;

h) ao direito de reunião."


Paz e Luz, sob a bandeira da Verdade!




quinta-feira, 24 de junho de 2010

No balanço do Jardim da Vida com Xangô Menino!

"Cuide-se bem, perigo há por toda parte
é tão delicado viver, de uma forma ou outra
é uma arte!" Guilherme Arantes

Há um avassalador fluxo cotidiano, percebido pelos que tem sua sensibilidade psíquica treinada (e por isso em constante vigilância) e aos muitos outros seres que não o fazem mas são levados a repercutirem, gerado por sentimentos, pensamentos, atos e palavras, carregados de teor vibratório em grande parte pesadamente negativos. A assim chamada por André Luiz de psicoesfera.

Isto serve para muitos justificarem os resmungos, birras, praguejamentos: é o peso das obrigações, incompreensões, desmandos, desordem social, a falta de respeito e solidariedade dos outros, ao pé esquerdo que iniciou o dia pisando descalço numa tachinha.

São tantas razões para alegar quem prefira agir assim! Inclusive a do direito de mostrar a cara amarrada, sendo por isso um sem disfarces.

No entanto, isto significa também dizer que se abriu mão do intransferível direito de escolher NÃO SE SENTIR ASSIM e deste modo sintonizar outras faixas vibratórias.

Escolher abrir um sol no peito e um sorriso no rosto, respirar fundo e trocar o ar pesado que ameaçou se instalar na cabeça, escolher não revidar a agressão sofrida, a maledicência proferida ou então desabar a tormenta, vociferando raios de acusações e ofensas e espalhando vendaval de lamentações.

Para cada escolha feita, um efeito correspondente, para cada semeadura a colheita correspondente e obrigatória.

Aqui é onde entra Xangô, para os adeptos das crenças afro e brasileira, o Orixá que simboliza a Justiça.

Xangô é o Ser Indecifrável (como aliás são os Orixás, muito além de nossa pífia razão), é a Vibração Original que coordena o que conhecemos como a Lei do Karma, o Equilibrador das Leis Divinas, o fiel da Balança que vemos nos quadros antigos de São Miguel Arcanjo, de Thot, divindade egípcia.

O ponto cantado abaixo, deixa ilustrado muito bem o que digo;

"Ele escreveu a Justiça
Quem deve paga,
Que merece recebe"

Jesus traduz o mesmo entendimento ao dizer:
"Põe-te de acordo com teu adversário sem demora, enquanto estás com ele no caminho, para que não suceda que o adversário te entregue ao juiz e o juiz, ao ministro e seja posto no cárcere. Por certo te digo que não sairás dali, até que pagues até o último ceitil" (Mateus V, 25, 26).

Por-se de acordo é pedir perdão e é perdoar, é retificar o erro cometido. Jesus nunca foi burro e nos ensina igualmente a não sermos.

Xangô, assim como Thot e o Arcanjo Miguel, ao aplicarem a Justiça Verdadeira, examina, pesa o que vai nos corações, pois é dali que nascem as aspirações, os sentimentos, as alegrias, o amor, a honestidade, a serenidade, e também as frustrações, o ressentimentos, o ódio, a raiva, a vingança, a falsidade, a inveja, (filhos e filhas do ego inferior), que serão ou não confirmados pela escolhas feitas por nós em nossa consciência e se manifestarão através dos nos nossos atos.
A mesma mão que toca um violão, acaricia, conduz e ajuda, faz a guerra, agride, humilha e violenta.

Quanto descuido em nosso sim e não não é mesmo? Não existe talvez ou tanto faz em nossa consciência.

Xangô mergulha profundamente no que vai nos corações, pouco se importando se é bela a face, a voz, os atos, as conquistas ou as derrotas de cada um, seu toque busca pesar o quanto de Fogo Divino ali habita.

Xangô, o Equilibrador, o Justo, o Regente do Karma, examina, avalia tudo o que não está revelado ao olhos humanos, sua Sabedoria busca nos registros espirituais de cada um, o que foi pensado, sentido, vibrado essencialmente para que aquilo que é devido a cada um de nós, gerado de cada um de nós, por nós mesmos seja resolvido e modificado, quando em desequilíbrio com as Leis Divinas.

Isto quem sabe pode ser compreendido como evoluir. Aproveitando ainda a lembrança do Querido Amigo Espiritual André Luiz, no livro Nosso Lar;

"
é verdadeiramente livre quem aprende a obedecer." (dito pelo espírito Lísias, cap. 45, pág. 249)

Obedecer a quê? As Leis Divinas, escritas em nossa consciência, como muito bem responderam os Espíritos à Kardec no Livro dos Espíritos.

Esta é a nossa maior e principal tarefa! Mergulhar fundo e corajosamente no cipoal de desenganos que cultivamos ao longo da estrada. Derrubar o falso pedestal de pedras onde nos colocamos para de lá, nos conclamarmos os senhores da razão.

Cuidemos pois do que vai em nossos corações, para que sejamos a cada dia, cada novo respirar instrumentos do Amor Maior.

Pois que a Justiça é necessária, mas o Amor é muito mais!. E a Justiça sem o Amor é tirania.

O machado de Xangô não é instrumento de opressão do Creador, mas sim o símbolo de que tal AMOR AMA SEM DISTINGUIR NOMES, TÍTULOS, POSIÇÃO SOCIAL, COR DE PELE, SEXO, AMA o que vai em AMOR em nossos corações.

Purificando imparcialmente com seu FOGO, tudo o que nos impede de alcançar tal AMOR!

Caô Cabecilê Xangô! Salve São João Batista!
Salve Xangô Menino!


Apresentação beneficente para o Instituto Pró Criança Cardíaca realizada dia 25/09/2008.

Tua vida não é só tua, mas também de quem te ama
Por que tu te tornas responsável por aqueles que cativas
Teus passos repercutem nos outros mesmo indiretamente
E nem mesmo o corpo que vestes no momento é teu.
O que te pertence realmente são tuas escolhas, teus atos e tua vontade,
E as repercussões disso em tua jornada.

Tua canção não é só tua
Porque outros a escutam através de ti.
Teus pensamentos viajam longe e alcançam outras mentes
Teus sentimentos tanto podem irradiar luz como podem espetar e machucar a outros corações
Tudo depende de ti

Queres irradiar tua luz ou ferir a alguém?

O que move teus propósitos?
Se tu afetas aos outros para o bem ou para o mal é certo que os outros também te afetam
Há uma interdependência automática no universo.

Tudo é questão de sintonia.

Se te ligas aos interesses deletérios e vazios de consciência, sofrerás a repercussão psíquica de tal ligação.
Por que há inteligências sombrias interligadas nas faixas mentais negativas prontas para intrusões psíquicas nas mentes em sintonia e elas te molestarão, sem que tu mesmo saibas disso.
Contudo, se te ligas aos objetivos mais nobres e profundos, como denodo, paciência e esclarecimento, terás uma coluna de luz descendo sobre tua cabeça e um sol em teu coração.

Porque o que ligares no céu, será ligado aqui embaixo também.
E na verdade este céu é em teu coração.
Então ligue teu psiquismo aos bons propósitos.

Não procures por demandas ou desforras de algum revez

Trabalhas em ti mesmo a paciência e a compreensão
Que o teu querer seja o da luz
Que o teu bem seja a paz de espírito
Que a tua senda seja o teu sorriso
Que tu saibas dizer não para o teu ego e sim para a consciência cósmica que te aguarda no porvir

Tua canção não é só tua, nem teu corpo, nem tua vida
Lembra-te disso
E caminhas com sabedoria em tua vontade, tuas escolhas e teus atos
Por que isso é da tua conta

E tudo que semeares na senda tu mesmo colherás, porque todo efeito procura a sua causa correspondente, seja na terra ou no espaço

Tu colherás o que plantares
Portanto, esqueces de qualquer mal que te fizeram e vença tuas fraquezas

Tens um sol no teu peito e o céu é em teu coração
E não te esqueças, tudo passa
Ergue-tes das cinzas do teu ego
E levanta tua cabeça para a Luz
Há um grande Amor operando em ti, torna-te digno dele
Para que tua senda seja linda e teu labor iluminado por celestes energias

Tua vida não é só tua
Por que o Todo está em tudo
Então para frente!
Rumo à Consciência Cósmica.

Wagner Borges



Paz e Luz!

domingo, 20 de junho de 2010

Apenas um Filho de Umbanda!

Em maio último, durante um bate papo com Pai André, Sacerdote de Umbanda da Cabana Espírita das 7 Linhas de Umbanda, situada no Rio de Janeiro, fui assim chamado, Pai Edenilson.

Sei que Pai André não o fez por chacota, ironia ou sarcasmo, não é de sua conduta em nosso convívio comunitário virtual fazê-lo, fez por simples respeito, inclusive se hoje estou aqui citando seu nome e de sua Casa, é por que o mesmo me autorizou, durante nosso papo acima citado.

O fez dentro do curso das ideias que seguiam durante o ir e vir das argumentações. Mas como me doeu ao me ver assim ser designado.

Principalmente por me recordar de passagens onde tive duras lições sobre humildade, caráter e sinceridade. Estas lições me foram trazidas pelas mãos de Amigos Espirituais aos quais sirvo como médium e outros, por Amor e coerência, NÃO A MIM, não senhor!

Mas a uma Verdade muito maior e que eu precisava aprender, com mão firme, ainda assim amorosa.

Creio que o Amor verdadeiro e que se revela em tantas faces: família, companheirismo, amizade, relacionamento, religiosidade, espiritualidade não acoberta nem é conivente, muito menos covarde e dissimulado. Não estende o abraço contando ter a garantia de ser recompensado com apoio cego no dia de amanhã. Não faz vender sua consciência por querer estar do lado "certo" ou do lado que irá trazer vantagens.

Amor verdadeiro não faz rimar amizade com falsidade, hipocrisia, mentira, interesses escusos.

Em 2007 fui convidado a estar na abertura de terreiro em São Paulo (e se não cito nomes do terreiro e dirigentes é só por respeito e nada mais), e como não conheço nada da capital, nadinha de nada mesmo, ainda bem que o metrô está cheio de placas com desenhos, fui recebido por Kátia Rister e sua família, sem que eles nunca tivessem visto minha carantonha.

Recebido, acomodado, abraçado e acolhido como se fora amigo de longa data. Tempos depois é que fui saber que amizades espirituais maiores não veem distâncias...

Como não recordar da emoção quando pisei pela primeira vez na Tenda Espirita de Umbanda Cacique Águia Valente, fundada em 1964 pela Sra. Izaura Rister, na cidade de São Caetano do Sul. Como descrever o que senti ao me deparar com uma verdadeira Casa de Umbanda, não tem como...

Bem, como ia para uma abertura de um terreiro, levei é claro roupa branca e guias. Quando lá chegamos, a sessão já estava no rito de defumação e após nos acomodarmos, aguardamos a entrada para cumprimentar os dirigentes e seus Guias.

Levei um ramalhete de rosas brancas para homenagear à Casa e assim que pude fui entrega-las. Pois bem aqui é que começa a lição que recebi. Fui com aquela pretensão besta e ilusória de ser recepcionado como um.... chefe de terreiro! Mesmo não tendo me identificado assim antes em nenhuma ocasião, mas como diz a gíria, fui me achando. E achei!

Lembro-me de ter ajoelhado assim que entrei no espaço dedicado aos Guias e entreguei emocionado o ramalhete de rosas, cumprimentei cada Caboclo e fiquei meio de lado num sabe? Esperando ser convidado a manifestar o Caboclo, eeeeee... nada!

Ouvi apenas em minha mente: "Volte ao seu lugar!"

Foi o que fiz e assim que me acomodei, ouvi novamente a voz firme, forte e límpida do Caboclo que sou médium:

"Você não disse, esta semana para uma pessoa, que você é apenas mais um médium em sua Casa? Pois então, sente-se e coloque-se no seu devido lugar!"

Como dizer da vergonha que senti me abrasando o rosto, mesmo que ninguém ali tivesse ouvido ou presenciado?

Como não reconhecer cabisbaixo, a lição dura e necessária que mereci receber por conta da vaidade em receber deferência por conta de uma designação de título?

Este Caboclo sabe bem a besta ruana que precisa orientar e conduzir no caminho espiritual de Umbanda. Sua mão é firme, austera e por vezes dura. Jamais humilhante, e profundamente, amorosa.

Mesmo assim, houve uma segunda bobeira;

Em novembro de 2008, fui ao Teatro Municipal de Bauru para assistir à Umbanda Fest e logo na entrada, entre outras pessoas, encontrei Dona Maria, uma das Dirigentes do Templo Thunan, organizando a coleta de dados aos que quisessem participar do sorteio de prêmios que ocorreria durante o espetáculo. Você sabe o que é uma pessoa que é a doçura em corpo presente? Pois bem, é assim Dona Maria.

Peguei uma ficha e quando ia preenche-la, Dona Maria me disse que deveria faze-lo identificando-me como Chefe de Terreiro, educadamente recusei, dizendo que não o era. E ela com seu sorriso e olhar maternos, disse para o rapaz que recolhia as fichas, que colocasse na caixa para os mesmos. Resignei-me.

É bom deixar claro uma coisa, pois infelizmente há os que enxergam pela sua escuridão interior que em tudo o mais também seja, não estou culpando Dona Maria, não houve de sua parte má intenção. O que veio depois foi fruto de minha invigilância.

Seguia-se a festa perto do final e naquele ano, Pai Carlos Buby do Templo Guaracy se apresentaria com seus filhos e filhas, o que foi efetivamente o marco maior daquele ano. Para o número final, a interpretação do música Feiticeiro Negro, bandeira resgatada da luta contra o preconceito religioso, foram chamados aos palco, Pais e Mães de Santo (termos aportuguesados da língua africana, Babalorixá e Yalorixá), primeiro voluntariamente, depois através das fichas preenchidas. Quando meu nome foi anunciado fui.

Fui por absoluta vaidade gerada naquela época por mágoa ainda não curada. Alguns pude abraçar, outros, talvez por mágoa também sequer registraram minha presença dirigindo o olhar. Houve ainda quem registra-se por mera formalidade. Cantei a música de mãos dadas com a corrente de Sacerdotes que ali se formou.

Não ouvi nenhuma voz desta vez, não registrei a presença do Caboclo. Mas este, e desta vez os outros Amigos Espirituais também, cada um do seu modo, não demoraram para me fazer "cair na real" não pelo que fiz, mas sim pelo que motivado o fiz.

Em certo momento no palco, olhei para a plateia presente e vi Sacerdotes muito experimentados que simplesmente não se mexeram, inclusive estava eu sentado anteriormente ao chamado, ao lado de um dos mais dignos que conheço, Sr. Galhardo.

Isto foi o que me foi mostrado logo depois e como doeu, meu Deus, como doeu ter enxergado que novamente caí na vala comum da vaidade, aditivada agora com mágoa. Desde então trabalho duramente para superar esta ferida que infeccionada me roubava momentos, pensamentos, sentimentos maiores.

E é por AMOR, um Amor muito maior a dor sentida e necessária, que me libertei desta vala.

Ninguém, absolutamente ninguém é culpado ou responsável pelo que vivi e senti. Quem me conduziu ao vale escuros e tenebroso foi eu mesmo, eu sou responsável por cada escolha feita nos caminhos escolhidos.

Ao contrário, foram professores e por isso sou imensamente grato aos que me feriram, se não o fizessem quanto tempo demoraria para descobrir que "as nuvens não são de algodão, que os ventos à vezes erram a direção
, que quem ocupa o trono, quem oculta o crime, quem duvida da vida, que evita a dúvida", estes sim é que tem...

Se "títulos" eu quero receber é de, Amigo Leal ou tão somente Alguém Querido. Mas de verdade, na transparência e honestidade.


Por isso pedi ao Pai André que não me chamasse de Pai de/no Santo, pois não o sou, não recebi tal outorga, se é que um dia a Espiritualidade de Umbanda o fará. E será apenas pelas Mãos desta é que efetivamente serei, um dia, talvez, Chefe de Terreiro.


E mesmo que não o faça, eu amo cada um do Amigos Espirituais que me orientam, Amo os Amigos verdadeiros que perto ou distante são autênticos nos que sentem por mim.
Que interessa ter um milhão de "amigos" e não poder contar com nenhum a quem se confie para abrir de verdade o coração, mas de verdade mesmo, como já vi acontecer?

Não sei como e para que serve para muitos um terreiro de Umbanda, para mim, serve de cinzel que nas Mãos dos Escultores da Vida Maior, farão um dia esta pedra bruta se transformar em coisa que valha.


Até lá...

O DESPERTAR

Acordo para dormir,
mas vou acordando devagar
Sinto minha sina no que não posso temer
Aprendo no andar para onde ir

Pensamos sentindo
O que há para conhecer?
Ouço meu ser dançar de ouvido a ouvido

Acordo para dormir
e vou acordando devagar

Dos que estão perto de mim, quem é você?
Deus abençõe o chão! Hei de ali caminhar manso
E aprender no andar para onde ir

A luz envolve a Árvore, mas quem nos dirá como?
O humilde verme escala a espiral da escada

Acordo para dormir e vou acordando devagar

A Grande Natureza tem outro plano
para você e eu, aspira então o ar vivaz
E, amável, aprende no andar para onde ir

Este tremor mantém-me firme
Devia saber
o que desparece é sempre
E está perto

Acordo para dormir e vou acordando devagar
Aprendo no andar para onde ir

(peço desculpas, mas desconheço o autor)


Paz e Luz!