domingo, 11 de julho de 2010

A hipocrisia de cada dia...


Poder aumenta hipocrisia dentro das empresas, diz estudo

Pesquisa revela que pessoas em altos cargos corporativos tendem a não seguir aquilo que pregam


http://portalexame.abril.com.br/gestao/noticias/poder-aumenta-hipocrisia-dentro-empresas-diz-estudo-570913.html

Poderosos se permitem quebrar regras devido ao peso do cargo e à sensação de impunidade

"São Paulo - Além de corromper, o poder também aumenta a hipocrisia. É o que aponta uma pesquisa da Tilburg University, nos Estados Unidos. O trabalho, publicado no periódico Psychological Science, pretendia descobrir se o poder está diretamente ligado à falsidade e ao jogo-duplo por parte de presidentes de empresas. O resultado não foi animador.


Os estudiosos concluíram que autoridade e influência estão realmente relacionados à hipocrisia, na qual os poderosos se encaixam no clichê "faça o que eu digo, mas não faça o que eu faço" para com seus liderados.


O experimento envolveu mais de 300 pessoas de diferentes níveis dentro das organizações. Os participantes foram submetidos a diferentes tipos de dilemas morais, como, por exemplo, a validade de burlar as leis de trânsito quando se está atrasado.

Dois pesos


Os executivos que tinham um cargo mais alto tendiam a avaliar as transgressões de subalternos de forma muito dura, mas consideravam que essas regras eram mais maleáveis consigo mesmos. Eles também condenavam severamente quem praticava traições, mas eles próprios também assumiram trair.


Assim, os estudiosos perceberam que, quanto maior o cargo, mais os participantes se sentiam no direito de quebrar as regras, principalmente pela sensação de que seu posto assim permitia e pela garantia de impunidade. Mas, de acordo com os pesquisadores,  esse caminho tem volta.


Nos casos em que o líder não se sente mais merecedor ou capaz de preencher a posição que ocupa, a tendência é que ele se iguale aos outros níveis e se autoavalie de forma parecida. 


E os pesquisadores alertam: se o líder não tem essa consciência, seus subordinados podem colocar sua reputação em risco, com fofocas e desrespeito, ao expor suas falhas de caráter."


Puxa! Foi difícil não colorir o texto inteiro! Especialmente se abrirmos o leque para quaisquer outras situações e instituições onde a síndrome do pequeno poder, traduzindo: eu sou o poder que o cargo que ocupo me confere, faz a cabeça de muitos.

Existe um velho ditado:"Se quiser conhecer uma pessoa de verdade, dê poder a ela", esta frase tem na verdade como autor aquele que foi 16º Presidente dos Estados Unidos, Abraham Lincoln e seu teor correto é seguinte: "Quase todos os homens são capazes de suportar adversidades, mas se quiser pôr à prova o caráter de um homem, dê-lhe poder.".


E é aí que se descobrirá o quanto realmente o que é apregoado ou mesmo exibido como valores interiores resiste realmente aos meandros das tentações, o correto mesmo seria dizer “testações”, melhor ainda, aferições.

Quem teve oportunidade de assistir aos filmes "O tesouro de Sierra Madre", "O Senhor do Anéis", por exemplo, tem uma noção sobre o quanto é sedutor o canto das sereias do mundo. Aliás, não é este o eterno paradoxo, o humano e o espiritual, o passageiro e o perene, que preenche e o que não sacia, o conflito entre o que é real e o que é ilusório?


Basta uma olhadela nos relatos dos grandes espíritos que passaram pelo planetinha azul e testemunharam, ou seja, disseram sobre o que conheciam sobre um Poder Maior e suas Leis.

Ora, sem forçar a mão, não foram também testados com o poder que lhes foi conferido enquanto encarnados?

Quantas e quantas vezes, por exemplo, Jesus não enfatizou que o que fazia não era para sua glória, mas daquele que o enviou? Ou ainda, que a mensagem não era dele, mas sim do Pai? Não à toa atribui-se ao Divino Mestre a designação, O Médium Supremo.

Será que a mesma sacada acontece entre as fileiras umbandistas? Isto se o animismo permitir...

Como diz o Caboclo das Sete Encruzilhadas, o fato de Jesus ter nascido numa manjedoura, num simples estábulo e não na casa de um potentado tem enorme significado. E Sidarta Gautama, que nasceu príncipe, cercado de todo conforto e prazer e abandonou tudo para seguir a voz que o chamava do mais profundo? E Francisco de Assis ? Não foi assim com tantos outros?

Tantos mensageiros, tantos testemunhos, o quanto estamos dispostos a ouvir e aplicar em nós mesmos, pois há quem acredite estar designado de uma grande missão de salvamento do mundo, das pessoas, de uma comunidade? Não sacou que a "salvação" é de cada um pelo que cada um deixou de transcender? 


Que o trabalho no mundo precisa estar isento de personalismos, conchavos, floreios e interesses inconfessáveis (ao mundo)?

Relembrando Tagore: "onde o coração não teme e cabeça fica erguida" 

Mãos no mundo, Consciência no Alto.

 




PAZ E LUZ!


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